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Cade a graça que estava aqui?

Minha mãe falando comigo na sexta:

- Ah, vi que você colocou o vestidinho que eu comprei no blog! Achei super chique!
- Pois é mãe, tá vendo...
- Ah, mas seu blog ultimamente anda tão assim...sem graça, né?

Quando mãe diz uma coisa dessas é porque a coisa tá feia mesmo.

Pudera, o que esperar de uma pessoa que em pleno sábado a noite tem que despachar marido e filho pra ver filme na casa dos amigos enquanto fica estudando (sozinha, abandonada, triste e desesperada) em casa??
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O primeiro vestidinho...

...a gente nunca esquece.

Vovó ligou dos EUA falando que comprou o vestidinho mais lindo do mundo pra netinha. Não só comprou, como já lavou e gastou um tempaaaaaaaaao passando o tal, que é cheio de babadinho e coisinha, do jeito que a mamãe gosta. Mesmo sabendo que a dona do vestido só vem em Abril, a mãe, embora muito contente, fica pensando...de duas uma, ou ela só vai usar o vestido uma vez, ou então da segunda em diante vai usar amassado mesmo, porque essa coisa de gastar um tempãaaaaaao passando ou é pra vovó boazinha e aposentada, ou pra empregada eficiente, nenhuma das duas disponíveis no dia-a-dia, muito infelizmente.


Passadas a parte, digam se o vestidinho não é de fato a coisa mais fofa desse mundo inteiro! (A foto tá meio embaçadinha, mas dá pra entender, o que me diz que mesmo amassado, ele vai ficar lindo!). Obrigada vovó! Adoramos!








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Escolhendo o presente de Natal

Ele pediu pra ver "o livro de brinquedos" que chegou pelo correio, depois de cinco minutos analisando o catálogo no trânsito, mantendo a pose, esticou a mão apontando categórico com o dedinho:"Eu quelo esse mamãe".
Ah, tá, ainda bem que pelo menos ele deu a dica.
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Filho de peixe...

Papo de criança vegetariana, filho de vegetariana:

A mãe, contando a história da Bíblia quando Jesus multiplicou os pães e peixes, usando um livro com figuras de feltro:

Mãe:
- Então todo mundo comeu os peixinhos, hummmm, que delícia!
Criança:
- Comeu os peixinhos???? NÃO MAMÃE!! O peixinho é pra nadar no mar (pega o peixinho de feltro, tira do cesto e coloca no mar).

Atitude é tudo :-)

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Comentário nada a ver pra quem tem Gmail:
Não é o máximo essa opção de layout variado? E o melhor, num simples clic eu posso agora ler email na praia...boa ilusão pra um dia de -5 graus.
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Sexo

Acho que acabo de colocar um título que vai me render muitos "views" ianpropriados...mas bom, se o assunto é esse...

...então, estão vendo aquela "pererequinha" alí?? Não?

Nem eu, mas a moça do utlrassom jura de pé junto que é menina.

A GAP deveria estar contente, faz mais de 2 anos que eu estou de olho em cada item da coleção "pra meninas", mesmo só podendo comprar as coisas "semi-fofas" de menino. Não sobrará saia fofinha sobre vestido fofinho, que venham os lacinhos!

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Fenômenos

Na falta de tempo pra escrever, ando dada a notar fenômenos interessantes, ainda que inúteis, de diferentes naturezas:

Fenômenos sócio-culturais:

- O Fenômeno dos Limpadores de Banheiro:
Em todos os prédios que eu freqüento aqui as pessoas responsáveis pela limpeza são homens. Esse universo do feminino servil ainda é realidade no Brasil (nunca nunquinha ví um homem limpando banheiro no Brasil), aqui é o contrário.
Julgando pela capacidade (inexistente) do Princhuco aqui de limpar banheiro (apesar da sua exímia habilidade de lavar a louça, justiça seja feita), que inclui achar que o banheiro está sempre limpo, mesmo quando ele está prestes a ser interditado pela vigilância sanitária, eu não botaria fé em banheiro limpo por homem, mas aqui parece praxe.
Só é estranho você estar lá, na sua cabine do banheiro feminino e de repente, quando você sai, ainda abotoando a calça, dá de cara com um homem, de esfregão na mão limpando o chão como se nada estivesse acontecendo. Meio maluca como sou, já pensei que estava no banheiro errado, pensei, xiiiii...entrei no banheiro dos homens, agora já entendi.

- O Fenômeno do Salsão:

Não sei qual é o problema da gente dessa terra de cá. Eles tem uma mania odiável de botar salsão em tudo.

Meu pai, cabra macho que comia cebola como se fosse maçã, mascava alho como se fosse chiclete e adorava jiló, jamais tolerou salsão. Agora vá entender porque é que esse povo tem mania de meter salsão em tudo quanto é prato. É sanduíche com salsão, macarrão com salsão, salada com salsão, uma desgraça. Meu problema é que salsão é o tipo de coisa que, como pimentão, contamina tudo o que encosta. Logo, macarão não tem mais gosto de macarrão, salada não tem gosto de nada, e tudo fica com gosto e salsão. Eca!

Diz uma amiga que esse negócio de contaminação é coisa de quem não gosta da comida e que eu sou a mais "picky" das "pickies" que ela conhece. Tremenda injustiça já que eu só não gosto de salsão, pimentão e cebola, além de ser vegetariana. Eu até tento me adaptar a cultura gstronômica local, mas salsão, literalmente, não dá pra engolir.

Fenômenos da Gravidez:

- O Fenômeno da Esquizofrenia Gravídica:

Passada a fase dos enjôos e vômitos, a novidade agora é ter alterações sensoriais. Pra quem não sabe, a grosso modo, um dos sintomas da esquizofrenia é uma série de alterações da percepção. A pessoa pode ouvir coisas, ver coisas ou sentir coisas. Eu sinto cheiros. Adoraria estar sentindo cheiro de goiaba ou manga madura, mas adivinhem, o cheiro que eu ando sentindo em tudo é...de salsão.

Princhuco jura que eu maluquei de vez depois que eu comuniquei que todos os rolos de papel higiênico que usamos estão com cheiro de salsão. Bem entendido, eu só sei disso por causa das minhas crises de alergia e eu sempre uso papel higiênico pra assoar o nariz. Este problem é mais sério num pais onde se compra papel higiênico em embalagens de 48 (e não de 6 ou 12 rolos como no Brasil). Agora...o que fazer, pensei em mandar uma carta mal-criada pra empresa do papel higiênico explicando a situação e exigindo que o cara que trabalha na linha de produção e traz sanduíche de salsão de almoço seja demitido imediatamente. Mas sei lá, ninguém leva grávida a sério.

Fenômenos do Desenvolvimento Infantil:

- O Fenômeno da Lógica Infantil:

Escolack anda de uns meses pra cá muito ligado em símbolos. Com uma memória de fazer inveja à qualquer mãe desmiolada como a dele, reconhece letras em tudo quanto é canto, relacionando a letra ao nome de alguém (R de vovó Reni, S de tio Silvio, K da mamãe Keiko e por aí vai o alfabeto quase inteiro...), além dos números familiares como 4 (o andar onde moramos) e 8 (sei lá porque, é redondo??). A última sensação do momento no entanto são as bandeiras. A do Brasil ele reconhece há muito tempo, agora anda pulando de alegria cada vez que vê uma do Canadá ou do Quebec.

Dia desses, passando por umas bandeiras, a mãe estica o tópico e pergunta:
- Filho, onde mora o tio Dedê?
- No Basil.
- E a vovó?
- Nos Estados Unidos.
- E o Zack?
- Na casa.

Ninguém discute, fatos são fatos.

- O Fenômeno da Malandragem:

É incrível o poder de comunicação que uma criança adquire em apenas 2 anos e 5 meses. Malandrack já tinha sacado que conseguia quase tudo que queria quando pedia "por favor", com aquela cara de coitado. Notando que esta estratégia já estava manjada no entanto, ele se encarregou de acrescentar um "só um pouquinho??", acompanhado de um sorrisinho irrestível e os dedinhos fazendo sinal de "pouquinho".

Se o interlocutor é o pai, só isso já basta pra garantir mais meia hora de TV, mais 10 livros, 1 kg de chocolate ou mais 5 horas no banho. Agora, se no entanto o interlocutor é mais duro na queda, ou mais poliglota, nada que um "piiise (please)... sil-tu-plait???" não resolva.

Nem na Lapa, nem em Brasília, a nata da malandragem agora mora em Montreal.