Oi gente, voltamos!
Entre mortos e feridos, quase todos estamos semi-vivos. Viajar sozinha com dois, sendo um de 4 meses foi uma aventura. O problema de bebês de 4 meses é que eles não param em pé ou sentados sozinhos, sabe como é? Então foi um tal de: "o moço da imigração você pode segurar esse bebezinho?", ou "o seu guarda, você pode segurar esse nenezinho um pouquinho", ou..." o moço desconhecido, você pode ficar de olho nesse bebezinho enquanto eu levo esse outro aqui ao banheiro? (essa só no avião tá gente, onde eu sabia que o moço não ia poder sumir com minha Gordita). Fora esses momentos, com sling, carrinho e função-polvo ativada, tudo deu certo.
Aventuras mil, irmão aprendendo a trocar fralda (com aqulea cara de quem está em contato com elementos altamente tóxicos, peculiar das pessoas, principalmente homens, sem filhos), bebê de 4 meses indo à 25 de Março (aquele lugar assustador onde todos usam máscara..."olha a máscara minha senhora, é moda, é moda, só 1 Real!), amigos que te ajudam a fazer a mala e cuidam dos seus filhos, pais de amigos que cuidam dos seus filhos, parque do Terror, digo, da Mônica com várias crianças, irmão que dá M&M escondido pro sobrinho só pra ser o titio mais legal do mundo e que compra todas as comidas favoritas da irmã só pra ser o irmão mais legal do mundo, reflexões sobre a gringuice que te assola (mais sobre isso no próximo post) e obviamente nenhum tempo pra postar, ou olhar email ou fazer outra coisa que não curtir irmãozinho e amigos, jabuticaba e Amor aos Pedaços...ai, ai...quem dera minha terra tivesse só Palmeiras, ia ser menos difícil voltar.
***************************
Mural:
Meninas da Bahia: Não foi dessa vez que consegui esticar até esse lugar maravilhoso...vou convencer meu povo a mudar todinho pra Salvador, aí eu consigo arranjar mais desculpas pra ir aí comer Acarajé e ver vocês, não nessa ordem ;-)
Tatty: Perdão!!!! A correria foi tanta! Vixe...to sem desculpa pra dar, só essa mesmo! Perdoa nóis please!!!
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Da CN Tower - "Olha aquele prédio pequenininho"
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Colocando o sapato
segunda-feira, julho 20, 2009 Diario de bordo, Pelo mundo
Fui ali, volto já, fui comprar maracujá - maracujá doce, na feira...isso sim é vida.
Aqui não se tira o sapato, mas se come bisnaguinha, queijo quente e mamão papaya todo dia de manhã...não que uma coisa tenha alguma coisa a ver com a outra.
Aqui não se tira o sapato, mas se come bisnaguinha, queijo quente e mamão papaya todo dia de manhã...não que uma coisa tenha alguma coisa a ver com a outra.
Dentro da caixola
terça-feira, julho 07, 2009 Papo de mãe
Quer entender cabeça de criança de 3 anos é acompanhar as conversas deles:
Conversack e sua amiga Lara, de 5 anos que passou uns dias por aqui, falando sobre suas origens:
Lara (com seu fofíssimo sotaque carioca):
- Eu nasci no Rio de Janeiro, e você Zack?
Zack:
- Eu nasci no Canadá.
Lara (com cara confusa, como quem sabe que quem nasce aqui não é brasileiro, logo não deve falar Português e tal):
- Nossa...como assim? Então você é daqui?
Zack (mostrando que tem 2 anos a menos e não sabe bem o que significa ser daqui):
- Não sei...
E mudam de assunto.
Horas mais tarde, agora ambos com fantoches em mãos e falando com voz de fantoche:
Fantoche Zack:
- Oi amigo, tudo bem?
Fantoche Lara:
- Tudo, e você?
Fantoche Zack:
- Tudo bem!!!
Fantoche Lara:
- Ei amigo, onde você nasceu?
Fantoche Zack:
- Eu nasci no Canadá, mas pode ser um pouquinho no Brasil e também nos Estados Unidos...
Entendeu tudo o menino (a vovó mora nos EUA, estes são os 3 países que ele mais "frequenta").
*****************
No shopping, onde tinha uma daquelas máquinas infernais de colocar moedinha de $2tendo uma chance em 2 bilhões de ganhar um óculos ridículo que custa $1:
- Mamãe!! Letters! Eu quero jogar o binquedo dos letters! Me dá uma moedinha!(esse jogo fica mostrando umas letras iluminadas, sei lá eu qual é o lance)
- Não filho, não vai dar pra jogar, esse jogo é de adulto, olha, só tem coisa feia, óculos, carteira...
- Por favor!!!! Eu quelo, eu quelo, eu quelo ganhá uma carteila!
- Filho, hoje a gente veio pra comprar as coisas para o seu aniversário de Cars, você não está feliz porque a gente comprou tudo de Cars que você queria para seu aniversário? Agora a gente não vai mais gastar dinheiro. A mamãe não tem mais dinheiro.
- Mas me dá só uma moedinha então...
- Não filho, pra ganhar moedinha tem que trabalhar!
- Mas eu trabalhei no meu contadozinho hoje! (computadorzinho, um desses laptops pra fazer criança ficar quieta no carro ao mesmo tempo que viram Einsten - e ele sabe que quando alguém está no computador, é porque está trabalhando)
- Mas esse trabalho não dá dinheiro filho.
- Mas eu quelo o letters mamãe, só uma vez, tá?
- Não.
E continuo andando
- aaaaaaa (batendo o pé no chão, pequeno chilique - dos grandes ele nunca tentou)
- Ok, então vamos agora na loja devolver tudo o que a gente comprou e aí você joga seu jogo de letras, combinado?
- Não, então vamos pla casa mamãe?
Lições de economia, escolha e comportamento socialmente aceitável, tudo em um diálogo. Repare no sorriso maroto, de quem se achou a pedagoga, no cantinho da boca da mãe.
******************
Enquanto isso, no mundo dos que ainda não falam...
Descobrina achou o nenê do outro lado do espelho e é só passar por um que ela se acaba de rir mostrando seu gengivão, e o nenê do espelho rí de volta, simpáticos como eles só esses bebês que moram no espelho, e o diálogo de risadas banguelas dura uma eternidade...
E tem coisa mais linda do que gentinha crescendo?
Conversack e sua amiga Lara, de 5 anos que passou uns dias por aqui, falando sobre suas origens:
Lara (com seu fofíssimo sotaque carioca):
- Eu nasci no Rio de Janeiro, e você Zack?
Zack:
- Eu nasci no Canadá.
Lara (com cara confusa, como quem sabe que quem nasce aqui não é brasileiro, logo não deve falar Português e tal):
- Nossa...como assim? Então você é daqui?
Zack (mostrando que tem 2 anos a menos e não sabe bem o que significa ser daqui):
- Não sei...
E mudam de assunto.
Horas mais tarde, agora ambos com fantoches em mãos e falando com voz de fantoche:
Fantoche Zack:
- Oi amigo, tudo bem?
Fantoche Lara:
- Tudo, e você?
Fantoche Zack:
- Tudo bem!!!
Fantoche Lara:
- Ei amigo, onde você nasceu?
Fantoche Zack:
- Eu nasci no Canadá, mas pode ser um pouquinho no Brasil e também nos Estados Unidos...
Entendeu tudo o menino (a vovó mora nos EUA, estes são os 3 países que ele mais "frequenta").
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No shopping, onde tinha uma daquelas máquinas infernais de colocar moedinha de $2tendo uma chance em 2 bilhões de ganhar um óculos ridículo que custa $1:
- Mamãe!! Letters! Eu quero jogar o binquedo dos letters! Me dá uma moedinha!(esse jogo fica mostrando umas letras iluminadas, sei lá eu qual é o lance)
- Não filho, não vai dar pra jogar, esse jogo é de adulto, olha, só tem coisa feia, óculos, carteira...
- Por favor!!!! Eu quelo, eu quelo, eu quelo ganhá uma carteila!
- Filho, hoje a gente veio pra comprar as coisas para o seu aniversário de Cars, você não está feliz porque a gente comprou tudo de Cars que você queria para seu aniversário? Agora a gente não vai mais gastar dinheiro. A mamãe não tem mais dinheiro.
- Mas me dá só uma moedinha então...
- Não filho, pra ganhar moedinha tem que trabalhar!
- Mas eu trabalhei no meu contadozinho hoje! (computadorzinho, um desses laptops pra fazer criança ficar quieta no carro ao mesmo tempo que viram Einsten - e ele sabe que quando alguém está no computador, é porque está trabalhando)
- Mas esse trabalho não dá dinheiro filho.
- Mas eu quelo o letters mamãe, só uma vez, tá?
- Não.
E continuo andando
- aaaaaaa (batendo o pé no chão, pequeno chilique - dos grandes ele nunca tentou)
- Ok, então vamos agora na loja devolver tudo o que a gente comprou e aí você joga seu jogo de letras, combinado?
- Não, então vamos pla casa mamãe?
Lições de economia, escolha e comportamento socialmente aceitável, tudo em um diálogo. Repare no sorriso maroto, de quem se achou a pedagoga, no cantinho da boca da mãe.
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Enquanto isso, no mundo dos que ainda não falam...
Descobrina achou o nenê do outro lado do espelho e é só passar por um que ela se acaba de rir mostrando seu gengivão, e o nenê do espelho rí de volta, simpáticos como eles só esses bebês que moram no espelho, e o diálogo de risadas banguelas dura uma eternidade...
E tem coisa mais linda do que gentinha crescendo?
O que veio primeiro?
segunda-feira, julho 06, 2009 Diario de bordo
No fim-de-semana fomos ao circo. Lembro quando juntando dois rótulos de leite moça a gente ganhava um ingresso pro circo do leite moça, que ficava no estacionamento do Carrefour. Eu achei o máximo. Mas bom, o circo por aqui é um bocadinho mais chique do que o circo do leite moça, foi o Cirque du Soleil.
Tinham me dito que ir a circo com um nenê e um guri de 3 anos não era boa idéia, que o show era meio "over", mas como a gente não dá muito ouvidos pros outros e só faz mesmo o que a gente quer, lá fomos nós. Nenê no sling, menino na mão e um certo receio de que depois de 15 minutos a gente ia ter que sair correndo com dois chorando.
Superando as expectativas, tudo correu pra lá de bem. Surpresack achou tudo o máximo. Não sei se nossos vizinhos de cadeira concordariam, já que ele tinha aproximadamente 10 questões por segundo: "Mamãe, o que o moço tá fazendo?", "Papai!!!!Olha! Por que o grilo fez aquilo?". "Mamãe!! A dona aranha subiu pela parede!". Dorminhoquina também se divertiu horrores. Mamou e dormiu do começo ao fim, com uma pequena pausa para prestar atenção por 5 minutos nos acrobatas.
O show, "OVO" foi um espetáculo de insetos saltitantes e contorcionistas fazendo coisas que só o Cirque du Soleil dá conta de inventar. Entre Kiwis voadores e uma Joaninha identificada por Irmãozack como "Olha mamãe, igual a Mamita Gordita!", ou seja, Gordina (não eu tá pessoal, vamos esclarecer!), um delicioso toque de Brasil dado pela Deborah Colker. A coisa começou em samba, passou por bossa nova e terminou com baião. Delícia para os ouvidos, ufania gratuita, bom, nem tão gratuita assim.
O que eu gosto de espetáculos assim é que a gente sai com vontande de voar, de pular na cama elástica, de fazer acrobacia, de criar coisas. Eu, no entanto, que já fiz literalmente aula de todas as coisas que se se sonhar nessa vida, inclusive de circo, sei que a coisa não é tão fácil assim. Passei um mês pra conseguir fazer uma gracinha minúscula no trapézio, quem dirá fazer o que esse povo faz, é impensável mesmo, ainda mais com minha exímia forma física atual. Circenzack, pra compensar, chegou em casa virando cambalhota, crente que estava fazendo tudo igualzinho. Sua única reclamação foi não ter visto a foca, sua nova paixão animal, mas o OVO veio primeiro.
Tinham me dito que ir a circo com um nenê e um guri de 3 anos não era boa idéia, que o show era meio "over", mas como a gente não dá muito ouvidos pros outros e só faz mesmo o que a gente quer, lá fomos nós. Nenê no sling, menino na mão e um certo receio de que depois de 15 minutos a gente ia ter que sair correndo com dois chorando.
Superando as expectativas, tudo correu pra lá de bem. Surpresack achou tudo o máximo. Não sei se nossos vizinhos de cadeira concordariam, já que ele tinha aproximadamente 10 questões por segundo: "Mamãe, o que o moço tá fazendo?", "Papai!!!!Olha! Por que o grilo fez aquilo?". "Mamãe!! A dona aranha subiu pela parede!". Dorminhoquina também se divertiu horrores. Mamou e dormiu do começo ao fim, com uma pequena pausa para prestar atenção por 5 minutos nos acrobatas.
O show, "OVO" foi um espetáculo de insetos saltitantes e contorcionistas fazendo coisas que só o Cirque du Soleil dá conta de inventar. Entre Kiwis voadores e uma Joaninha identificada por Irmãozack como "Olha mamãe, igual a Mamita Gordita!", ou seja, Gordina (não eu tá pessoal, vamos esclarecer!), um delicioso toque de Brasil dado pela Deborah Colker. A coisa começou em samba, passou por bossa nova e terminou com baião. Delícia para os ouvidos, ufania gratuita, bom, nem tão gratuita assim.
O que eu gosto de espetáculos assim é que a gente sai com vontande de voar, de pular na cama elástica, de fazer acrobacia, de criar coisas. Eu, no entanto, que já fiz literalmente aula de todas as coisas que se se sonhar nessa vida, inclusive de circo, sei que a coisa não é tão fácil assim. Passei um mês pra conseguir fazer uma gracinha minúscula no trapézio, quem dirá fazer o que esse povo faz, é impensável mesmo, ainda mais com minha exímia forma física atual. Circenzack, pra compensar, chegou em casa virando cambalhota, crente que estava fazendo tudo igualzinho. Sua única reclamação foi não ter visto a foca, sua nova paixão animal, mas o OVO veio primeiro.
Crise, crise!
sexta-feira, julho 03, 2009 Papo de mãe
Hoje recebi as listas das classes da escolinha (vulgo creche) para Setembro. Na lista da classe dos "3s", meu Nenezack e mais 17 crianças!! 17!!! Eu disse Dezessete!!!Totalizando 18 crianças para 3 professoras. Comecei a chorar (não contem pra ninguém que eu estava lendo o email no celular enquanto o sinal estava vermelho no trânsito - pense a cena...). Sério, momento de crise total. Tipo assim...como o meu Preciozack vai ser só um no meio de 18??? Hein, hein?
Daí continuei lendo as listas e lá estava minha Pequenina na lista dos bebês (com mais 7). Aí chorei mesmo. Eu sei, fui eu que a coloquei na lista mas sabe aquela momento de "realmente agora eu abandono tudo e vou só ficar soltando bolhas no parque o dia inteiro!".
Embora eu realmente confie no time de educadores da escolinha e saiba o quanto Zack se diverte e aprende lá, embora eu saiba que há benefícios e tudo, embora eu ache que "ficar em casa" não seja uma opção pra mim,embora eu tenha amigas que não "trabalham fora" e também passam pelo mesmo tipo de crise mas ao contrário, meu coração de mãe nunca vai estar 100% certo de que esta é a melhor decisão. Sem contar que eu realmente não estou pronta para só mais um mês de licença com minha bebezita gordita e bochechuda!E além do mais, Pesadelack acordou gritando ontem a noite dizendo que a dona aranha tinha passado na cama dele e embaixo da perna dele! - Acho que isso foi um sinal...
E vocês, mamães que trabalham "fora" ou "dentro", tem dessas crises também?
Daí continuei lendo as listas e lá estava minha Pequenina na lista dos bebês (com mais 7). Aí chorei mesmo. Eu sei, fui eu que a coloquei na lista mas sabe aquela momento de "realmente agora eu abandono tudo e vou só ficar soltando bolhas no parque o dia inteiro!".
Embora eu realmente confie no time de educadores da escolinha e saiba o quanto Zack se diverte e aprende lá, embora eu saiba que há benefícios e tudo, embora eu ache que "ficar em casa" não seja uma opção pra mim,embora eu tenha amigas que não "trabalham fora" e também passam pelo mesmo tipo de crise mas ao contrário, meu coração de mãe nunca vai estar 100% certo de que esta é a melhor decisão. Sem contar que eu realmente não estou pronta para só mais um mês de licença com minha bebezita gordita e bochechuda!E além do mais, Pesadelack acordou gritando ontem a noite dizendo que a dona aranha tinha passado na cama dele e embaixo da perna dele! - Acho que isso foi um sinal...
E vocês, mamães que trabalham "fora" ou "dentro", tem dessas crises também?
Workshop
segunda-feira, junho 29, 2009 Diario de bordo, Pelo mundoEntão eu me inscrevi para um workshop sobre "escrita científica" em Outubro, no auge do meu desespero com uns exames e não pensei direito que em Junho, época do workshop, estaria com um bebê de 2 meses (que teria 3 caso nascesse prematura). Fui aprovada pra vaga e fiquei com vergonha de dizer não. Lá fui eu semana passada. Marido bonzinho em mãos, 50 malas incluindo brinquedos diferentes e divertidos para Entediack, fraldas sem fim, roupas suficientes para abrir uma loja para Cagonina e vamos lá.
Rotina da semana foi assim: Acordar, tomar café correndo, voltar para o quarto para o marido ir tomar café, dar mamar, sair correndo. Hora do intervalo, ir no banheiro tirar leite. Hora do almoço, voltar para o hotel para dar mamar e voltar correndo. Hora do intervalo da tarde, ir para o banheiro tirar leite, fim do dia, nada de networking, nada de nada, voltar para o hotel correndo e encontrar todo mundo para fazer alguma coisa divertida. Divertido até foi no final das contas. Passeamos de trenzinho, alimentamos um cisnes, fomos ao museu das crianças, fomos a um castelo cheio de coisas antigas (e de todas as coisas antigas a que Historiack mais gostou foi o "pãozinho antigo" que a mulher deixou experimentar quando chegamos na cozinha do castelo - o pãozinho não datava do século passado, só para esclarecer).
Depois de uma semana de muito leite e muita televisão para as crianças encarceradas no hotel (que Papito levava pra passear durante o dia, vamos dar o crédito, tadinho), fomos conhecer o Canadá "pra inglês ver". Fomos ver baleias e outros bichos grandes que jogam água na gente (para o grande desgosto de Agoniack que deixou bem claro desaprovar aquela atitude infantil da Orca), também fomos ver as famosas cataratas do Niagara e a CN Tower. Semaninha intensa. Não recomendo fazer isso com bebê de 3 meses, os bichinhos choram no castelo, choram no museu, choram no parque, choram nas cataratas e haja trabalho de equipe pra ir ver as coisas com um enquanto se troca a fralda do outro, e ainda por cima, bebezinhos não sorriem nas fotos quando você quer! - Esses bebezinhos! Só porque os pais malucos a levam pra cima e pra baixo sem a menor compaixão, resolvem fazer birra e ficar de cara fechada nas fotos de família, pffft! A próxima viagem divertida, após esta experiência, foi adiada para daqui uns 18 anos, quando todos souberem ir ao banheiro sozinhos, andar o dia inteiro no sol sem cansar ou reclamar, se virar para achar a própria comida e não ficar meia hora chorando após ser molhado pela baleia. Ou até eu mudar de idéia, tipo...semana que vem. E pra não achar que a gente não se divertiu, apesar da canseira:
Rotina da semana foi assim: Acordar, tomar café correndo, voltar para o quarto para o marido ir tomar café, dar mamar, sair correndo. Hora do intervalo, ir no banheiro tirar leite. Hora do almoço, voltar para o hotel para dar mamar e voltar correndo. Hora do intervalo da tarde, ir para o banheiro tirar leite, fim do dia, nada de networking, nada de nada, voltar para o hotel correndo e encontrar todo mundo para fazer alguma coisa divertida. Divertido até foi no final das contas. Passeamos de trenzinho, alimentamos um cisnes, fomos ao museu das crianças, fomos a um castelo cheio de coisas antigas (e de todas as coisas antigas a que Historiack mais gostou foi o "pãozinho antigo" que a mulher deixou experimentar quando chegamos na cozinha do castelo - o pãozinho não datava do século passado, só para esclarecer).
Depois de uma semana de muito leite e muita televisão para as crianças encarceradas no hotel (que Papito levava pra passear durante o dia, vamos dar o crédito, tadinho), fomos conhecer o Canadá "pra inglês ver". Fomos ver baleias e outros bichos grandes que jogam água na gente (para o grande desgosto de Agoniack que deixou bem claro desaprovar aquela atitude infantil da Orca), também fomos ver as famosas cataratas do Niagara e a CN Tower. Semaninha intensa. Não recomendo fazer isso com bebê de 3 meses, os bichinhos choram no castelo, choram no museu, choram no parque, choram nas cataratas e haja trabalho de equipe pra ir ver as coisas com um enquanto se troca a fralda do outro, e ainda por cima, bebezinhos não sorriem nas fotos quando você quer! - Esses bebezinhos! Só porque os pais malucos a levam pra cima e pra baixo sem a menor compaixão, resolvem fazer birra e ficar de cara fechada nas fotos de família, pffft! A próxima viagem divertida, após esta experiência, foi adiada para daqui uns 18 anos, quando todos souberem ir ao banheiro sozinhos, andar o dia inteiro no sol sem cansar ou reclamar, se virar para achar a própria comida e não ficar meia hora chorando após ser molhado pela baleia. Ou até eu mudar de idéia, tipo...semana que vem. E pra não achar que a gente não se divertiu, apesar da canseira:
Da CN Tower - "Olha aquele prédio pequenininho"3 anos - Meu meninão.
sábado, junho 20, 2009 Comemorações, Papo de mãe, Zacktales
Começo a escrever este post com um aperto enorme no coração. Aonde está meu nenezinho? Virou um meninão. Era só outro dia e meu nenezinho alcançava com muito esforço o botão "SS" no elevador (o mais baixo, da garagem, ou do "Tio Silvio", de acordo com ele), agora sem esforço nenhum, meu meninão alcança o número 4, onde moramos, e esticando o pé já alcança o 5, não dá pra entender. Não digo que é grande, nem gorducho, aliás, meu meninão insiste em ficar no menor percentil de tamanho e peso, mas não deixa nenhuma dúvida que virou um meninão, meu meninão magricelo.
Meu meninão mudou a galopes no último ano. Na área "acadêmica" já conhece todas as letras e vive "lendo" por aí, além de escrever algumas como o "T", ""J" e "O". Também conhece os números e sabe contar de verdade querendo tirar foto "de vocês três aí", contando as colheradas de comida que faltam para poder ir brincar e lógico, contando quantos anos ele já "ganhou"- 3, não há dúvidas. A irmãzinha, no entanto, não ganhou nenhum número, mas ganhou uma letra, a letra "N", constatou meu meninão ontem quando eu disse que a irmãzinha não tinha nem um ano. Letras e números são parentes, afinal. Meu meninão sabe o que é maior ou menor (sabe que sua irmãzinha é maior do que a nenê que fomos visitar no hospital, mas que é menor do que ele, BEM menor, aliás, é pequenininha assim - mostrando com os dedinhos algo do tamanho de uma moeda). Meu meninão conhece todas as cores, descartando o diagnóstico de daltonismo dado pela mãe alucinada. Não só conhece as cores como agora virou controlador de trânsito e ai de quem atravesse a rua ou ande de carro com o semáforo vermelho. Meu meninão tem futuro. Se não for escritor ou matemático vai poder trabalhar na CET.
Meu meninão faz caras e bocas realmente únicas. Joga charme pra todo lado, é realmente conhecido como o "Casa Nova" da escolinha. Como o seu papito, meu meninão não consegue tirar foto com uma cara padrão. Tem que fazer careta e cada vez uma diferente. Aprendeu a piscar com um olho só e fica piscando e mexendo a sombrancelha pra cima quando quer dar efeito a uma frase. E se tem uma coisa que meu meninão tem são frases de efeito para acompanhar suas sombrancelhas falantes. Se não trabalhar na CET, meu meninão vai ser ator, certeza.
Aliás, meu meninão sabe usar frases. Como fala essa coisinha! Desenvolve idéias próprias, raciocínios complexos do tipo: "Mamãe, vamos fazer um game...não, um jogo! Você é a Robin (a professora da escolinha) e eu sou a Neela, porque a Neela ficou quietinha e ganhou sticker. Olha, eu tô quietinho, pergunta se eu quelo um sticker...". Meu meninão pega seu telefone e liga pro povo no Brasil, para os amigos, combina encontros, bate um papo danado. Meu meninão tem um Português pra lá de bom, mas as vezes dá umas misturadas do tipo: "Ah mamãe, olha o "feetinho" da irmãzinha como é bonitinho!", ou " eu tô jumpando muito alto, olha!", ou ainda as minhas confusões favoritas de pronomes: "Essa é a papai cadeira (daddy's chair)". Meu meninão tem amiguinhos francófonos na escolinha e outro dia, enquanto espiava meu meninão brincando por lá peguei um diálogo impagável: "Enzo, this is my bouteille, c'est a moi, ok? - E olhando pra mim: A garrafa é minha mamãe!". Se não trabalhar na CET nem for ator, meu meninão vai dar um ótimo tradutor.
E mais do que tudo, meu meninão é um compositor. Inventa letras e melodias o tempo todo. Vivo fazendo vídeos das novas músicas que incluem situações vividas, frases aprendidas, pedaços de histórias e por aí vai. Meu meninão reconhece sozinho vozes diferentes em uma música de quarteto. Outro dia inventou um jogo onde cada um de nós tinha que cantar uma voz de uma música do quarteto do Papito: "Papai canta o agudo, mamãe o outro médio e eu sou o Steve (o baixo), vou cantar bem grave...aaaa, mas e quem vai ser o Folou? (o barítono), ah ja sei, a irmãzinha! - Aaaa, a irmazinha não fala...". Meu meninão também é regente e fica organizando a entrada dos instrumentos nas muitas músicas que ouvimos no carro. Meu meninão tem carreira musical, caso desista da tradução.
Meu meninão é muito empático. Fica preocupado dizendo com desespero: "o que foi mamãe, o que foi?" quando eu falo brava ou triste, usa muitos recursos quando a irmãzinha está chorando como buscar a chupetinha (e sair cantando e dançando todo feliz quando ela pega a chupetinha: "I did it! I did it"!), mostra brinquedos, canta, dança na frente dela e pede com amor: "Irmãzinha, para de chorar por favor!". Ele também deixa bem claro quando está triste:"Eu estou muito triste com você mamãe!"- isso geralmente acontece quando tem que guardar os brinquedos ou escovar os dentes. Mas ele é tão bonzinho. Ajuda os amiguinhos e quase sempre divide o que tem, conta com apreensão sobre um amiguinho que caiu ou machucou na escolinha, ou quando o Enzo empurrou alguém, de novo. Além disso, meu meninão tem um raciocínio único e não se deixa enganar. Ontem mesmo, enquanto ele jantava e eu comia bolo e amamentava a irmãzinha ele falou: "Mamãe, sua comidinha é bolo? Mas a irmãzinha não gosta de bolo com chocolate, não é bom pa saúde!". Ele também conhece os parentescos de todas as pessoas, pergunta quem é casado com quem e depois da fase do "por que?" agora está na fase do "como?" e quer descobrir o como de tudo. Com tanto jogo de cintura e curiosidade, meu meninão se não quiser ser músico vai poder ser diplomata ou cientista, pode escolher.
Meu meninão está dando seus primeiros passos rumo à independência. Já tira a roupa sozinho, não usa mais fraldas, sabe guardar seus sapatos e roupas no lugar, separa as roupas sujas pra mim e põe na máquina de lavar. Meu meninão é um super ajudante, não pode me ver na cozinha que já vem arrastando sua "cadeira de ajudante" e dizendo: "mamãe, deixa eu te ajudar por favor!!!", com cara de gato do Shrek. Me ajuda a fazer bolo, já conhece as medidas e sabe até separar a clara da gema. Meu meninão vai dar um "chef" de mão cheia!
Meu meninão apesar de tão grande, é tão medroso. Tem medo de pular alto, tem medo de andar de bicicleta, tem medo de gente de máscara, tem medo de mergulhar na piscina, de dormir sozinho e de barulhos fortes. Por isso mesmo entramos na aula de ginástica e para a minha surpresa, meu meninão aprendeu a virar cambalhota super rápido, apesar de ainda fugir das barras e não gostar de ficar embaixo do "paraquedas" com os outros amigos. O que mais me deixa feliz no entanto é que quando está com medo, meu meninão corre pra mim. Ele não tem dúvida de que mesmo sendo muito grande e muito forte (como ele contou para todos que estava ficando, agora que ia ganhar 3 anos) o braço da mamãe sempre vai estar aqui pra ele, pra dar a mão, pra dar beijinho, pra segurar e não deixar cair, pra dormir junto enquanto ele coloca a mãozinha no meu rosto e eu faço "coquinha" nas suas costas, embora prefira o papai pra dormir. Meu meninão pode até ser astronauta (agora que sabe virar cambalhota, todo mundo sabe que isso é requisito essencial) mas sabe que em nenhum planeta vai achar um lugar tão seguro quanto meu colo. Meu meninão vai querer ficar comigo pra sempre, grudadinho como veio ao mundo, como se deve ser!!! E ai de quem diga o contrário.
Sabe meninão, mamãe tem tanta saudade de quando você era só um bebezinho, molezinho e sorridente como sua irmãzinha. É claro que é um deleite sem fim ver você crescer, descobrir o mundo. Mas enquanto vejo isso acontecendo e vou projetando em você tantos sonhos bobos, tantos planos que você vai mudar com sua própria história, meu coração aperta, meus olhos enchem de lágrima de alegria e tristeza. Queria congelar você, queria ter uma câmera embutida que registrasse todo e cada momento para que eles não se apagassem nunca, para que eu não esquecesse dessa sua vozinha gostosa, das suas risadas soltas, da sua mãozinha macia no meu rosto ou na minha mão quando atravessamos a rua (e só nessa hora). Queria guardar nas bolhas de sabão que você tanto adora soltar cada momento tão precioso, tão gostoso que passamos juntos, eternizar essas horas que não voltam mais. É claro que eu quero que você cresça e vire um moção muito independente e realizado com o que você quiser ser, que goste de escovar os dentes (e isso acontece?) e não avise que quer fazer cocô 2 segundos antes de fazer. Mas se eu pudesse escolher mesmo, guardava você assim, não acho que possa ficar mais gostoso do que isso. Não estou nem um pouco ansiosa pelos dias que você não vai mais querer dormir com a mãozinha no meu rosto, que não vai acordar de manhã pedindo sua "dedeira", que não vai pedir para eu brincar com você só mais um pouquinho ou para eu sentar no cantinho e ler um livro pra você, que não vai mais querer correr atrás dos patinhos e esquilos no parque, que não vai mais sair catando todas as pedras e pauzinhos que encontra pela frente, que não vai mais me encher de beijinhos, que não vai mais querer tocar todos os instrumentos do mundo e cantar músicas que nem malucos no carro comigo, ou que não vai mais me chamar enquanto eu digito: "Mamãe, eu e irmãzinha queremos que depois que você termina o trabalho você vem aqui brincar com nós, tá bom?".
Mas bom, meu meninão, a vida é assim mesmo, há de se crescer e olha você ai, não mais um "toddler", mas agora um "preschooler" como dizem por aqui. Um verdadeiro meninão tão bacana, lindo, esperto, uma alegria por onde passa. Mamãe fica num gosto só, se sentindo tão abençoada de ter 3 anos de você - o meninão mais especial do mundo, o meu meninão.
Meu meninão mudou a galopes no último ano. Na área "acadêmica" já conhece todas as letras e vive "lendo" por aí, além de escrever algumas como o "T", ""J" e "O". Também conhece os números e sabe contar de verdade querendo tirar foto "de vocês três aí", contando as colheradas de comida que faltam para poder ir brincar e lógico, contando quantos anos ele já "ganhou"- 3, não há dúvidas. A irmãzinha, no entanto, não ganhou nenhum número, mas ganhou uma letra, a letra "N", constatou meu meninão ontem quando eu disse que a irmãzinha não tinha nem um ano. Letras e números são parentes, afinal. Meu meninão sabe o que é maior ou menor (sabe que sua irmãzinha é maior do que a nenê que fomos visitar no hospital, mas que é menor do que ele, BEM menor, aliás, é pequenininha assim - mostrando com os dedinhos algo do tamanho de uma moeda). Meu meninão conhece todas as cores, descartando o diagnóstico de daltonismo dado pela mãe alucinada. Não só conhece as cores como agora virou controlador de trânsito e ai de quem atravesse a rua ou ande de carro com o semáforo vermelho. Meu meninão tem futuro. Se não for escritor ou matemático vai poder trabalhar na CET.
Meu meninão faz caras e bocas realmente únicas. Joga charme pra todo lado, é realmente conhecido como o "Casa Nova" da escolinha. Como o seu papito, meu meninão não consegue tirar foto com uma cara padrão. Tem que fazer careta e cada vez uma diferente. Aprendeu a piscar com um olho só e fica piscando e mexendo a sombrancelha pra cima quando quer dar efeito a uma frase. E se tem uma coisa que meu meninão tem são frases de efeito para acompanhar suas sombrancelhas falantes. Se não trabalhar na CET, meu meninão vai ser ator, certeza.
Aliás, meu meninão sabe usar frases. Como fala essa coisinha! Desenvolve idéias próprias, raciocínios complexos do tipo: "Mamãe, vamos fazer um game...não, um jogo! Você é a Robin (a professora da escolinha) e eu sou a Neela, porque a Neela ficou quietinha e ganhou sticker. Olha, eu tô quietinho, pergunta se eu quelo um sticker...". Meu meninão pega seu telefone e liga pro povo no Brasil, para os amigos, combina encontros, bate um papo danado. Meu meninão tem um Português pra lá de bom, mas as vezes dá umas misturadas do tipo: "Ah mamãe, olha o "feetinho" da irmãzinha como é bonitinho!", ou " eu tô jumpando muito alto, olha!", ou ainda as minhas confusões favoritas de pronomes: "Essa é a papai cadeira (daddy's chair)". Meu meninão tem amiguinhos francófonos na escolinha e outro dia, enquanto espiava meu meninão brincando por lá peguei um diálogo impagável: "Enzo, this is my bouteille, c'est a moi, ok? - E olhando pra mim: A garrafa é minha mamãe!". Se não trabalhar na CET nem for ator, meu meninão vai dar um ótimo tradutor.
E mais do que tudo, meu meninão é um compositor. Inventa letras e melodias o tempo todo. Vivo fazendo vídeos das novas músicas que incluem situações vividas, frases aprendidas, pedaços de histórias e por aí vai. Meu meninão reconhece sozinho vozes diferentes em uma música de quarteto. Outro dia inventou um jogo onde cada um de nós tinha que cantar uma voz de uma música do quarteto do Papito: "Papai canta o agudo, mamãe o outro médio e eu sou o Steve (o baixo), vou cantar bem grave...aaaa, mas e quem vai ser o Folou? (o barítono), ah ja sei, a irmãzinha! - Aaaa, a irmazinha não fala...". Meu meninão também é regente e fica organizando a entrada dos instrumentos nas muitas músicas que ouvimos no carro. Meu meninão tem carreira musical, caso desista da tradução.
Meu meninão é muito empático. Fica preocupado dizendo com desespero: "o que foi mamãe, o que foi?" quando eu falo brava ou triste, usa muitos recursos quando a irmãzinha está chorando como buscar a chupetinha (e sair cantando e dançando todo feliz quando ela pega a chupetinha: "I did it! I did it"!), mostra brinquedos, canta, dança na frente dela e pede com amor: "Irmãzinha, para de chorar por favor!". Ele também deixa bem claro quando está triste:"Eu estou muito triste com você mamãe!"- isso geralmente acontece quando tem que guardar os brinquedos ou escovar os dentes. Mas ele é tão bonzinho. Ajuda os amiguinhos e quase sempre divide o que tem, conta com apreensão sobre um amiguinho que caiu ou machucou na escolinha, ou quando o Enzo empurrou alguém, de novo. Além disso, meu meninão tem um raciocínio único e não se deixa enganar. Ontem mesmo, enquanto ele jantava e eu comia bolo e amamentava a irmãzinha ele falou: "Mamãe, sua comidinha é bolo? Mas a irmãzinha não gosta de bolo com chocolate, não é bom pa saúde!". Ele também conhece os parentescos de todas as pessoas, pergunta quem é casado com quem e depois da fase do "por que?" agora está na fase do "como?" e quer descobrir o como de tudo. Com tanto jogo de cintura e curiosidade, meu meninão se não quiser ser músico vai poder ser diplomata ou cientista, pode escolher.
Meu meninão está dando seus primeiros passos rumo à independência. Já tira a roupa sozinho, não usa mais fraldas, sabe guardar seus sapatos e roupas no lugar, separa as roupas sujas pra mim e põe na máquina de lavar. Meu meninão é um super ajudante, não pode me ver na cozinha que já vem arrastando sua "cadeira de ajudante" e dizendo: "mamãe, deixa eu te ajudar por favor!!!", com cara de gato do Shrek. Me ajuda a fazer bolo, já conhece as medidas e sabe até separar a clara da gema. Meu meninão vai dar um "chef" de mão cheia!
Meu meninão apesar de tão grande, é tão medroso. Tem medo de pular alto, tem medo de andar de bicicleta, tem medo de gente de máscara, tem medo de mergulhar na piscina, de dormir sozinho e de barulhos fortes. Por isso mesmo entramos na aula de ginástica e para a minha surpresa, meu meninão aprendeu a virar cambalhota super rápido, apesar de ainda fugir das barras e não gostar de ficar embaixo do "paraquedas" com os outros amigos. O que mais me deixa feliz no entanto é que quando está com medo, meu meninão corre pra mim. Ele não tem dúvida de que mesmo sendo muito grande e muito forte (como ele contou para todos que estava ficando, agora que ia ganhar 3 anos) o braço da mamãe sempre vai estar aqui pra ele, pra dar a mão, pra dar beijinho, pra segurar e não deixar cair, pra dormir junto enquanto ele coloca a mãozinha no meu rosto e eu faço "coquinha" nas suas costas, embora prefira o papai pra dormir. Meu meninão pode até ser astronauta (agora que sabe virar cambalhota, todo mundo sabe que isso é requisito essencial) mas sabe que em nenhum planeta vai achar um lugar tão seguro quanto meu colo. Meu meninão vai querer ficar comigo pra sempre, grudadinho como veio ao mundo, como se deve ser!!! E ai de quem diga o contrário.
Sabe meninão, mamãe tem tanta saudade de quando você era só um bebezinho, molezinho e sorridente como sua irmãzinha. É claro que é um deleite sem fim ver você crescer, descobrir o mundo. Mas enquanto vejo isso acontecendo e vou projetando em você tantos sonhos bobos, tantos planos que você vai mudar com sua própria história, meu coração aperta, meus olhos enchem de lágrima de alegria e tristeza. Queria congelar você, queria ter uma câmera embutida que registrasse todo e cada momento para que eles não se apagassem nunca, para que eu não esquecesse dessa sua vozinha gostosa, das suas risadas soltas, da sua mãozinha macia no meu rosto ou na minha mão quando atravessamos a rua (e só nessa hora). Queria guardar nas bolhas de sabão que você tanto adora soltar cada momento tão precioso, tão gostoso que passamos juntos, eternizar essas horas que não voltam mais. É claro que eu quero que você cresça e vire um moção muito independente e realizado com o que você quiser ser, que goste de escovar os dentes (e isso acontece?) e não avise que quer fazer cocô 2 segundos antes de fazer. Mas se eu pudesse escolher mesmo, guardava você assim, não acho que possa ficar mais gostoso do que isso. Não estou nem um pouco ansiosa pelos dias que você não vai mais querer dormir com a mãozinha no meu rosto, que não vai acordar de manhã pedindo sua "dedeira", que não vai pedir para eu brincar com você só mais um pouquinho ou para eu sentar no cantinho e ler um livro pra você, que não vai mais querer correr atrás dos patinhos e esquilos no parque, que não vai mais sair catando todas as pedras e pauzinhos que encontra pela frente, que não vai mais me encher de beijinhos, que não vai mais querer tocar todos os instrumentos do mundo e cantar músicas que nem malucos no carro comigo, ou que não vai mais me chamar enquanto eu digito: "Mamãe, eu e irmãzinha queremos que depois que você termina o trabalho você vem aqui brincar com nós, tá bom?".
Mas bom, meu meninão, a vida é assim mesmo, há de se crescer e olha você ai, não mais um "toddler", mas agora um "preschooler" como dizem por aqui. Um verdadeiro meninão tão bacana, lindo, esperto, uma alegria por onde passa. Mamãe fica num gosto só, se sentindo tão abençoada de ter 3 anos de você - o meninão mais especial do mundo, o meu meninão.
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