Essa semana não teve jeito, decidí, decidí, nada me impede. Depois de comer um chocotone, uma caixa de Nhá Benta de Maracujá e um pacote de Chocolícia, lá fui eu, paguei pra um ano. É isso, agora eu estou matriculada em uma academia, pela sei lá...vigésima vez? Mas dessa vez vai, ah vai...já fiz aula de step e já estou com dor muscular até na pálpebra, mas como dizem por aqui, "no pain, no gain". Enquanto eu estava pagando minha anuidade o moço da academia, vendo minha cara de total desespero e descrença me pergunta se está tudo bem. Ao que eu respondo: "E como poderia, meu caro?? Eu estou pagando um ano de academia! O que significa que de duas uma, ou eu vou fazer academia por um ano, ou eu vou ficar com peso na consciência por um ano - e nenhum dos dois cenários me traz qualquer alegria".
E por falar em dinheiro gasto com coisas odiosas, essa semana fui também ao dentista. No Brasil te roubam no semáforo com caco de vidro (eu mesma já fui roubada umas 3 vezes assim), aqui te roubam no consultório dentário com um uma broca (sei lá eu como chama aquilo). Entre ser furada com um caco de vidro ou ficar duas horas com aquela maledita maquininha fazendo zzzzzzzzzzzz e pegando a raiz do seu dente, sei não...Sem contar que nos assaltos lá em Sampa só me levaram uns "10 real" cada vez. Teve até uma vez que o mocinho meliante disse "obrigado tia". Por aqui os males do corpo são curados "de grátis", já os do dente...você paga e paga caro que é pra lembrar bem a cada vez que ficar com preguiça de passar fio dental. E ninguém me agradeceu pelos vários dólares deixados pra trás.
Pois é, acabei a semana mais pobre, com mais dor e tudo estaria perdido não fosse eu receber uma caixa vinda de Los Angeles, de uma amiga que vive mandando roupinhas pro Zack, presentinhos, aquele tipo de pessoa que você não entende como pode pensar tanto nos outros e ser tão querida. Enfim, na etiqueta identificando o que tinha dentro vinha escrito: "Baby shoes" e eu já estava feliz, mas quando eu abri descobri que os "baby shoes" eram na verdade 2 GOIABAS !! Me fale de alegria... Me fale da sorte que é ter uma amiga do outro lado do outro país que do nada resolve te mandar duas goiabas?
Então fiquei pensando...nada é tão ruim assim, enquanto houverem amigos e goiabas, ainda há esperança, mesmo fazendo ginástica e obturação.
PS - Pra quem não sabe, goiaba é uma das minhas frutas preferidas, se não era, ficou sendo depois que vim pra cá.
PS2 - Nesse país as raras goiabas que se encontram vêm do Brasil, custam $3 em média (cada) e não tem gosto de absolutamente nada. Já as da minha amiga, são plantadas no quintal da casa de alguém que trouxe uma muda clandestina do Brasil e sendo L.A. e não esse freezer onde moro, a goiabeira cresceu feliz e dá frutos docinhos e suculentos como os originais "made in Brasil".
PS3- Alguém por favor conhece outro alguém com uma Jabuticabeira clandestina no quintal? Porque essa semana eu me desesperei ao chegar a conclusão que talvez nunca mais eu coma Jabuticaba na vida! (Nunca é época quando eu vou pro Brasil!)
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Males necessários e bens inesperados
sexta-feira, novembro 30, 2007 C'est la vie..., Inutilidades, Longe de CasaAgenda
segunda-feira, novembro 26, 2007 C'est la vie..., Inverno, Papo de mãe
Semana passada andei meio ocupada organizando um chá de bebê e sendo mãe solteira enquanto o marido Princhuco ainda estava no Brasil. Baixei minha carga de trabalho pra um dia só por semana, o resto pra pesquisa e pra Princhuqueto, que agradecido, deu pra desembestar a falar, cantar tudo que ouve, tocar piano no ritmo e fazer denguinho.
Essa semana estarei meio ocupada comendo todos os doces que eu expressamente pedi pra Princhuco não trazer do Brasil, mas me conhecendo como ele só, ele trouxe assim mesmo, com medo da morte em caso contrário. O Chocotone Bauduco foi a primeira vítima e já está pra lá de um terço comido. Não vou nem contar sobre a cena em que uma mãe histérica ataca um pai inocente que ousa comer a última chocolícia do pacote (também não vou contar que a madame em questão tinha comido o resto do pacote inteiro). Ah sim, a dieta vai bem, obrigada.
Enquanto isso, no mundo exterior, ele está de volta:
Não, não - não é o carrinho de supermercado, mas sim, o inverno. Longo e tenebroso como há de ser (perceba também o talento nato da pessoa aqui para tirar fotos, que enquadramento, que ângulo perfeito!). E é em um dia como esses (quinta passada) que você percebe que sua sanidade foi mesmo para o beleléu quando decide que TEM que ir ao shopping comprar uma bota marrom e um casaco marrom. Cata a criança, bota gorro, casaco, cachecol e casaco e vai-se. O freio do carro não freia (derrapa um bom tanto até finalmente parar), o limpador de pára-brisa não limpa o pára-brisa (a neve é meio dura então não se limpa como chuva), você não enxerga nada, quase morre, mas mesmo assim volta feliz, sem ter comprado nem casaco nem bota marrom, mas com algumas blusinhas novas e isso:
Essa semana estarei meio ocupada comendo todos os doces que eu expressamente pedi pra Princhuco não trazer do Brasil, mas me conhecendo como ele só, ele trouxe assim mesmo, com medo da morte em caso contrário. O Chocotone Bauduco foi a primeira vítima e já está pra lá de um terço comido. Não vou nem contar sobre a cena em que uma mãe histérica ataca um pai inocente que ousa comer a última chocolícia do pacote (também não vou contar que a madame em questão tinha comido o resto do pacote inteiro). Ah sim, a dieta vai bem, obrigada.
Enquanto isso, no mundo exterior, ele está de volta:
É ou não é uma coisinha fofa? Provavelmente eu seria mais feliz comprando um novo par de Havaianas, mas...quem não tem castelinho de areia, caça com boneco de neve.
Nada como uns docinhos no bucho pra te ajudar a ver o lado positivo das coisas.
Dicionário
segunda-feira, novembro 19, 2007 Papo de mãe
Nos tempos que Bebezack era só um bebezinho e falava "mama, papa, dada", tudo querendo dizer: "me troca, me dá comida, me põe pra dormir", eu vi no Mothern um post com o vocabulário da filha de uma delas e fiquei morrendo de vontade de copiar a idéia, só esperando meu dia chegar, e finalmente, ele chegou.
Hoje em dia Papagaiack repete em versão fofinha tudo o que você diz e faz, um perigo. Outro dia eu soltei um: "saco!" e lá veio ele: "tato!" com direito a cara brava e tudo...podia ter sido pior, eu sei.
Mas fora a papagaíce, ele já tem um vocabulário fixo bastante prodigioso, penso eu em tanto que mãe não coruja que não sou. Obviamente que o vocabulário é mais amplo que o listado abaixo, o único problema é que a mãe, ignorante como só, ainda não aprendeu todo o Zackolês, a despeito das ínumeras tentativas de Comunicack de ensiná-la. Obviamente também que é só eu falar pra alguém que ele fala "tal coisa" e pedir pro bichinho falar que Mutack faz cara de paisagem e não fala nada, faz parte da série "Passando vexame com seu filho", episódio anterior ao da criança se jogando no chão do supermercado.
E vamos lá, Dicionário de Zackolês, em Novembro de 2007:
Aguá = Qualquer coisa dentro de um copo.
Alô = Objeto usado para longas conversas com os outros falantes de Zackolês, ou com vovó. Objeto a prova de choque, jogado no chão inúmeras vezes ao fim das conversas.
Amém = Fim da oração.
Atô!! = Achou! O tal do peekaboo (inglês) ou Coucou (francês). Brincadeira que marca a permanência do objeto, se for pra falar chique.
Babía = Mamífero aquático de tecido que dorme com você. Aplica-se também a qualquer outro mamífero aquático tais como golfinhos, tubarões e peixes (o que? Então você não sabia que tubarão e peixe são mamíferos como as baleias? Pois é, tanto a aprender como uma criança de apenas 17 meses)
Bééee = Ovelha, cabritos, vacas e similares.
Bye bye = 1.Interjeição de adeus. 2.Some daqui. 3.Chega.
Carrr = Veículo de 4 rodas.
Cócócó= Galinhas do cocoricó (e somente elas) DVD ao qual mamã eventualmente recorre quando tem que ficar lendo blogs ou fazendo outras coisas menos úteis como faxina e estudos.
Dedadô = Coisa na qual você entra em um lugar e quando a porta abre de novo você sai e vai pra casa ou pro carro. Há algum tempo ele ficava desesperado pra apertar o botão pra chamar o elevador, agora ele descobriu que é só chamar mesmo, e ele vem. Lei do menor esforço.
Eneonor = Melhor amiga da creche (ou a única que ele consegue pronunciar o nome (Eleonor), os outros sendo: Ure, Mason, Guida, Saja - não é a toa que todos os outros sabem chamar Zack.
Inha = Escolinha. Lugar onde mamã te abandona enquanto cuida da sua própria vida. Ou melhor, lugar onde você chega, manda um beijo e dá tchau pra mamã, sem o menor remorso, ainda por cima cantarolando "Inha" enquanto abraça e beija os colegas de classe. (Origem: Fim da canção "Vamos para nossa escolinha", hit composto por mamã, cantado no caminho para a Escolinha).
Lalá = Escova de dente (Origem: Fim do clássico "Escovinha da limpeza", mais uma composição de mamã que termina com as profundas palavras: "lá lá, lá, lá")
Má = 1. Mais. 2. Me dá. 3. Quero. 4. Agora! (nesse caso é "má, má, má, má, máaaaaaa") - Acompanha o sinal em ASL.
Mamã = 1.Escrava branca cuja função exclusiva no mundo é te servir e atender seus desejos. 2.Interjeição de alegria (quando o ser em questão chega pra te buscar na creche). 3.Interjeição de socorro (quando você quer sair do berço). 4.Interjeição de raiva (quando ninguém te tira do berço). 5.Seio, leite, aquela coisa embaixo da camisa que não se pode sair pegando em público.
Mamía = Tecido que se coloca no pé.
Nenê = Todo ser que se mova e tenha menos de 1 metro, ele inclusive.
Ô-ôuu = Fiz besteira. Geralmente usado inocentemente quando propositalmente ele derruba alguma coisa no chão, assim, sem querer...ô-ôuu...
Papá = 1.Serviçal de reforço, a quem recorrer em caso de falha nos serviços de mamã - Variação: "Papito" - Pessoa com quem você divide a sua comida (sempre que ele está comendo ele pega uma colherada e fala: papá, oferecendo para a foto quando papá não está, depois: nenê - oferecendo para ele mesmo, pra mamã que é bom, nada!) - Pessoa que faz tudo o que você quer, principalmente dar doces escondidos de mamã e trazer um brinquedo novo a cada dia. 2. Objeto colocado no pé após a mamía (também conhecido por sapato). 3. Patos que tomam banho com você.
Pipi = 1. Passarinho. 2. Pequeno órgão genital (desnecessário dizer que quem ensinou essa foi o papá).
Pupapô = Palavra socialmente imposta que você deve dizer mesmo sem saber o que quer dizer quando quando alguém te pergunta: "Como é que a gente pede?". Acompanha o sinal de "please" em ASL e dependendo do pedido, acompanha uma cara de gato do Shrek.
Tchi Tchi = Aquilo que mamã faz quando senta na privada.
Úlio = Personagem da turma do cocoricó (Júlio). Usado intermitentemente como "cócócó"- acompanha a melodia.
Uva = Fruta arredondada (morango, blueberry e até uva) que você come desesperadamente, sempre mantendo uma em cada mão e pelo menos duas na boca ao mesmo tempo.
Vovó, titi, dede, dadá = Familiares que moram dentro do computador ou do Alô.
Hoje em dia Papagaiack repete em versão fofinha tudo o que você diz e faz, um perigo. Outro dia eu soltei um: "saco!" e lá veio ele: "tato!" com direito a cara brava e tudo...podia ter sido pior, eu sei.
Mas fora a papagaíce, ele já tem um vocabulário fixo bastante prodigioso, penso eu em tanto que mãe não coruja que não sou. Obviamente que o vocabulário é mais amplo que o listado abaixo, o único problema é que a mãe, ignorante como só, ainda não aprendeu todo o Zackolês, a despeito das ínumeras tentativas de Comunicack de ensiná-la. Obviamente também que é só eu falar pra alguém que ele fala "tal coisa" e pedir pro bichinho falar que Mutack faz cara de paisagem e não fala nada, faz parte da série "Passando vexame com seu filho", episódio anterior ao da criança se jogando no chão do supermercado.
E vamos lá, Dicionário de Zackolês, em Novembro de 2007:
Aguá = Qualquer coisa dentro de um copo.
Alô = Objeto usado para longas conversas com os outros falantes de Zackolês, ou com vovó. Objeto a prova de choque, jogado no chão inúmeras vezes ao fim das conversas.
Amém = Fim da oração.
Atô!! = Achou! O tal do peekaboo (inglês) ou Coucou (francês). Brincadeira que marca a permanência do objeto, se for pra falar chique.
Babía = Mamífero aquático de tecido que dorme com você. Aplica-se também a qualquer outro mamífero aquático tais como golfinhos, tubarões e peixes (o que? Então você não sabia que tubarão e peixe são mamíferos como as baleias? Pois é, tanto a aprender como uma criança de apenas 17 meses)
Bééee = Ovelha, cabritos, vacas e similares.
Bye bye = 1.Interjeição de adeus. 2.Some daqui. 3.Chega.
Carrr = Veículo de 4 rodas.
Cócócó= Galinhas do cocoricó (e somente elas) DVD ao qual mamã eventualmente recorre quando tem que ficar lendo blogs ou fazendo outras coisas menos úteis como faxina e estudos.
Dedadô = Coisa na qual você entra em um lugar e quando a porta abre de novo você sai e vai pra casa ou pro carro. Há algum tempo ele ficava desesperado pra apertar o botão pra chamar o elevador, agora ele descobriu que é só chamar mesmo, e ele vem. Lei do menor esforço.
Eneonor = Melhor amiga da creche (ou a única que ele consegue pronunciar o nome (Eleonor), os outros sendo: Ure, Mason, Guida, Saja - não é a toa que todos os outros sabem chamar Zack.
Inha = Escolinha. Lugar onde mamã te abandona enquanto cuida da sua própria vida. Ou melhor, lugar onde você chega, manda um beijo e dá tchau pra mamã, sem o menor remorso, ainda por cima cantarolando "Inha" enquanto abraça e beija os colegas de classe. (Origem: Fim da canção "Vamos para nossa escolinha", hit composto por mamã, cantado no caminho para a Escolinha).
Lalá = Escova de dente (Origem: Fim do clássico "Escovinha da limpeza", mais uma composição de mamã que termina com as profundas palavras: "lá lá, lá, lá")
Má = 1. Mais. 2. Me dá. 3. Quero. 4. Agora! (nesse caso é "má, má, má, má, máaaaaaa") - Acompanha o sinal em ASL.
Mamã = 1.Escrava branca cuja função exclusiva no mundo é te servir e atender seus desejos. 2.Interjeição de alegria (quando o ser em questão chega pra te buscar na creche). 3.Interjeição de socorro (quando você quer sair do berço). 4.Interjeição de raiva (quando ninguém te tira do berço). 5.Seio, leite, aquela coisa embaixo da camisa que não se pode sair pegando em público.
Mamía = Tecido que se coloca no pé.
Nenê = Todo ser que se mova e tenha menos de 1 metro, ele inclusive.
Ô-ôuu = Fiz besteira. Geralmente usado inocentemente quando propositalmente ele derruba alguma coisa no chão, assim, sem querer...ô-ôuu...
Papá = 1.Serviçal de reforço, a quem recorrer em caso de falha nos serviços de mamã - Variação: "Papito" - Pessoa com quem você divide a sua comida (sempre que ele está comendo ele pega uma colherada e fala: papá, oferecendo para a foto quando papá não está, depois: nenê - oferecendo para ele mesmo, pra mamã que é bom, nada!) - Pessoa que faz tudo o que você quer, principalmente dar doces escondidos de mamã e trazer um brinquedo novo a cada dia. 2. Objeto colocado no pé após a mamía (também conhecido por sapato). 3. Patos que tomam banho com você.
Pipi = 1. Passarinho. 2. Pequeno órgão genital (desnecessário dizer que quem ensinou essa foi o papá).
Pupapô = Palavra socialmente imposta que você deve dizer mesmo sem saber o que quer dizer quando quando alguém te pergunta: "Como é que a gente pede?". Acompanha o sinal de "please" em ASL e dependendo do pedido, acompanha uma cara de gato do Shrek.
Tchi Tchi = Aquilo que mamã faz quando senta na privada.
Úlio = Personagem da turma do cocoricó (Júlio). Usado intermitentemente como "cócócó"- acompanha a melodia.
Uva = Fruta arredondada (morango, blueberry e até uva) que você come desesperadamente, sempre mantendo uma em cada mão e pelo menos duas na boca ao mesmo tempo.
Vovó, titi, dede, dadá = Familiares que moram dentro do computador ou do Alô.
O túnel do tempo
sexta-feira, novembro 16, 2007 Do botequim
Youtubando por aí achei um vídeo de uma galerinha, em algum ano do "ensino médio" (antipatia de ensino médio, pra mim ainda é segundo grau...) da escola onde estudei a vida inteira, cabulando aula pra ir ao cinema, registrando o fato como heróico e obviamente se divertindo.
Me deu uma saudade do tempo que correr risco era cabular aula, do tempo que de fato, se você decidisse que em uma manhã, em um dia de semana, você queria ir ao cinema, era só ir, sem maiores conseqüencias. Lembrei de uma tarde na faculdade, fim de semestre quando eu e uma amiga que morava no mesmo prédio, decidimos ficar em casa assistindo sessão da tarde - sessão da tarde! Um filme sobre um alce que se perde ou coisa assim...fazendo unha e comendo carolinas da padaria da frente do prédio. Saudade do tempo que eu podia almoçar passatempo recheada com Todynho e não engordar, de um tempo com menos compras "de supermercado" e mais compras "de shopping", com mais "vamos vivendo" e menos planejamento, de um tempo quando eu sabia o que ia ser quando crescer.
E aí vem aquela tristeza de constatar que os adultos estavam certos, você era feliz e não sabia. E pior, constatar que em 1 semana dei pra escrever 2 posts nostálgicos...o que é isso minha gente, eu não tenho nem 30! Eu, hein?!
Me deu uma saudade do tempo que correr risco era cabular aula, do tempo que de fato, se você decidisse que em uma manhã, em um dia de semana, você queria ir ao cinema, era só ir, sem maiores conseqüencias. Lembrei de uma tarde na faculdade, fim de semestre quando eu e uma amiga que morava no mesmo prédio, decidimos ficar em casa assistindo sessão da tarde - sessão da tarde! Um filme sobre um alce que se perde ou coisa assim...fazendo unha e comendo carolinas da padaria da frente do prédio. Saudade do tempo que eu podia almoçar passatempo recheada com Todynho e não engordar, de um tempo com menos compras "de supermercado" e mais compras "de shopping", com mais "vamos vivendo" e menos planejamento, de um tempo quando eu sabia o que ia ser quando crescer.
E aí vem aquela tristeza de constatar que os adultos estavam certos, você era feliz e não sabia. E pior, constatar que em 1 semana dei pra escrever 2 posts nostálgicos...o que é isso minha gente, eu não tenho nem 30! Eu, hein?!
Razões
quarta-feira, novembro 14, 2007 Inutilidades
6 razões para não ir dormir à 1:00 da manhã:
1. Acostumei tanto a dormir as 3:00 que 1:00 parece cedo demais, deve ter alguma coisa a mais pra fazer (a pilha de louça suja na pia e a aula que eu tenho que dar amanhã mas não quero preparar não contam)
2. Se eu for dormir não vou ter desculpa pra comer a última passatempo recheada (a desculpa sendo: se eu tenho que trabalhar até tão tarde então mereço comer. Freud explica)
3. Finalmente atinei pro fato que de repente, existe uma versão online da "Nova Brasil FM", minha companheira de trânsito em São Paulo. E descobri que obviamente, existe. Agora quero ficar ouvindo...
4. Minha cama está grande demais. Vou ter que arranjar uma cama de solteiro pra quando Princhuco estiver no Brasil. Tem coisa pior do que todo aquele espaço e nenhuma perna pra enroscar o pé gelado?
5. Virusack está com Crechite (e qual é a novidade?) e fica tossindo e acordando a cada 1 hora, chorando. Volta a dormir, exceto as 2:00, quando ele acorda e não consegue mais dormir,a pobre criança. Então pra que eu vou dormir à 1:00 se tenho que acordar as 2:00?
6. Ainda não lí todos os blogs que existem no mundo, só a metade deles. E todo mundo sabe que ninguém deve ir dormir sem antes ter lido todos os blogs do mundo.
ok, boa noite!
1. Acostumei tanto a dormir as 3:00 que 1:00 parece cedo demais, deve ter alguma coisa a mais pra fazer (a pilha de louça suja na pia e a aula que eu tenho que dar amanhã mas não quero preparar não contam)
2. Se eu for dormir não vou ter desculpa pra comer a última passatempo recheada (a desculpa sendo: se eu tenho que trabalhar até tão tarde então mereço comer. Freud explica)
3. Finalmente atinei pro fato que de repente, existe uma versão online da "Nova Brasil FM", minha companheira de trânsito em São Paulo. E descobri que obviamente, existe. Agora quero ficar ouvindo...
4. Minha cama está grande demais. Vou ter que arranjar uma cama de solteiro pra quando Princhuco estiver no Brasil. Tem coisa pior do que todo aquele espaço e nenhuma perna pra enroscar o pé gelado?
5. Virusack está com Crechite (e qual é a novidade?) e fica tossindo e acordando a cada 1 hora, chorando. Volta a dormir, exceto as 2:00, quando ele acorda e não consegue mais dormir,a pobre criança. Então pra que eu vou dormir à 1:00 se tenho que acordar as 2:00?
6. Ainda não lí todos os blogs que existem no mundo, só a metade deles. E todo mundo sabe que ninguém deve ir dormir sem antes ter lido todos os blogs do mundo.
ok, boa noite!
Papirus
terça-feira, novembro 13, 2007 Do botequim, Inutilidades
Houve um tempo...quando no fim do ano a minha maior alegria era sair com a minha melhor amiga por todas as papelarias e lojas da cidade, em busca da "agenda perfeita". Eu sempre fui meio maníaca com agenda. A definição de agenda perfeita foi mudando com o tempo, no começo era a mais papagaiada, com a maior cartela de stickers no final, com desenhos nas páginas. Servia pra tudo, desde anotar a lição de casa até colar papéis de bala, palito de picolé, fotos de amigos e por aí vai, de forma que no fim do ano ela não fechava.
Depois foi ficando com cara mais séria, afinal, quem ia dar moral para uma terapeuta que tirasse uma agenda dos Ursinhos Carinhosos para anotar um compromisso. Chegamos ao nível "agenda de couro", mas ela ainda tinha seu charme. Saquinho para guardar coisinhas, clipes coloridos em uma página e é claro, a sempre presente possibilidade de usar canetas coloridas, colocar uns stickers escondidos (inclusive alguns "economizados" há anos, muitos anos de outras agendas e outros carnavais) aqui e lá, enfim, ainda havia esperança.
Desde o ano passado troquei minha agenda de papel por um Palm, doado pelo sócio do marido que não conseguiu se adaptar a tecnologia e voltou ao papel. No começo achei chique, pensei que agora sim, tinha virado gente grande. Um ano passado e eu estou entrando em depressão. Até colei uns adesivinhos atrás do negócio, mas vamos combinar, ficou ridículo, tive que tirar.
Outro dia em uma reunião vi uma colega terapeuta grifando com canetas marcadoras de 2 cores diferentes 2 reuniões futuras que estávamos agendando e fiquei morrendo de inveja. Eu lá, com aquela canetinha sem graça que nem cor tem, anotando no meu Palm, bargh! Não vou dizer que ele é de todo ruim, me economiza por exemplo repassar os telefones e datas de aniversário de uma agenda pra outra, está tudo lá. Mas existem outras questões altamente existenciais envolvidas, como, e se eu não quiser mais saber o aniversário daquela pessoa no ano seguinte? E que desculpa eu posso dar se não ligar pra alguém? ("Perdi o papelzinho onde anotei seu telefone" é um clássico...e no meu caso era sempre verdade, agora já era). E como você personaliza um Palm? Tá, bota umas fotos, umas músicas, mas ninguém vê, só você. Falta aquela troca, aquela chance de deixar os outros te conhecerem um pouco só olhando pra sua agenda. Bom, talvez eu seja a única maluca que fica fazendo análise de personalidade através da agenda, mas que eu faço eu faço. E ninguém pode fazer de mim, porque eu não tenho mais agenda!
Isso só pra falar de agendas, sem contar as cartas, com papel de carta perfumado e envelope que combina (que aliás, podia ser trocado por 2, certo?- observação exclusiva para meninas que já colecionaram papel de carta). E os cartões de aniversário?? Tem coisa mais antipática, e no entanto mais prática, do que cartões virtuais? Poxa vida, e aqueles cartõezinhos que vinham do Paraguai e tocavam parabéns pra você com aquele som irritante quando você abria, até a bateria acabar? Acabou, acabou. Hoje em dia, mesmo morando longe de vários potenciais "remetentes" as únicas cartas que eu recebo são contas, nada divertido isso. Mas aí é assunto pra um post mais sério e reflexivo sobre os males e dilemas da tecnologia (e este post de hoje é só uma reflexãozinha inútil de uma moça sem agenda, sem marido ( no Brasil) e por isso sem vontade de ir dormir).
Se quem sabe então Montreal for um dia uma cidade submersa, pobres escafandristas, a não ser que inventem hardwares a prova d'água, não vai sobrar nada pra dar para os sábios decifrarem...
( e aqui eu colocaria um link para a letra de "Futuros Amantes", caso alguém não saiba do que eu estou falando, mas por alguma razão misteriosa minha barra de endereços sumiu e eu não sei como copiar o link. Veja só, a tecnologia.)
Depois foi ficando com cara mais séria, afinal, quem ia dar moral para uma terapeuta que tirasse uma agenda dos Ursinhos Carinhosos para anotar um compromisso. Chegamos ao nível "agenda de couro", mas ela ainda tinha seu charme. Saquinho para guardar coisinhas, clipes coloridos em uma página e é claro, a sempre presente possibilidade de usar canetas coloridas, colocar uns stickers escondidos (inclusive alguns "economizados" há anos, muitos anos de outras agendas e outros carnavais) aqui e lá, enfim, ainda havia esperança.
Desde o ano passado troquei minha agenda de papel por um Palm, doado pelo sócio do marido que não conseguiu se adaptar a tecnologia e voltou ao papel. No começo achei chique, pensei que agora sim, tinha virado gente grande. Um ano passado e eu estou entrando em depressão. Até colei uns adesivinhos atrás do negócio, mas vamos combinar, ficou ridículo, tive que tirar.
Outro dia em uma reunião vi uma colega terapeuta grifando com canetas marcadoras de 2 cores diferentes 2 reuniões futuras que estávamos agendando e fiquei morrendo de inveja. Eu lá, com aquela canetinha sem graça que nem cor tem, anotando no meu Palm, bargh! Não vou dizer que ele é de todo ruim, me economiza por exemplo repassar os telefones e datas de aniversário de uma agenda pra outra, está tudo lá. Mas existem outras questões altamente existenciais envolvidas, como, e se eu não quiser mais saber o aniversário daquela pessoa no ano seguinte? E que desculpa eu posso dar se não ligar pra alguém? ("Perdi o papelzinho onde anotei seu telefone" é um clássico...e no meu caso era sempre verdade, agora já era). E como você personaliza um Palm? Tá, bota umas fotos, umas músicas, mas ninguém vê, só você. Falta aquela troca, aquela chance de deixar os outros te conhecerem um pouco só olhando pra sua agenda. Bom, talvez eu seja a única maluca que fica fazendo análise de personalidade através da agenda, mas que eu faço eu faço. E ninguém pode fazer de mim, porque eu não tenho mais agenda!
Isso só pra falar de agendas, sem contar as cartas, com papel de carta perfumado e envelope que combina (que aliás, podia ser trocado por 2, certo?- observação exclusiva para meninas que já colecionaram papel de carta). E os cartões de aniversário?? Tem coisa mais antipática, e no entanto mais prática, do que cartões virtuais? Poxa vida, e aqueles cartõezinhos que vinham do Paraguai e tocavam parabéns pra você com aquele som irritante quando você abria, até a bateria acabar? Acabou, acabou. Hoje em dia, mesmo morando longe de vários potenciais "remetentes" as únicas cartas que eu recebo são contas, nada divertido isso. Mas aí é assunto pra um post mais sério e reflexivo sobre os males e dilemas da tecnologia (e este post de hoje é só uma reflexãozinha inútil de uma moça sem agenda, sem marido ( no Brasil) e por isso sem vontade de ir dormir).
Se quem sabe então Montreal for um dia uma cidade submersa, pobres escafandristas, a não ser que inventem hardwares a prova d'água, não vai sobrar nada pra dar para os sábios decifrarem...
( e aqui eu colocaria um link para a letra de "Futuros Amantes", caso alguém não saiba do que eu estou falando, mas por alguma razão misteriosa minha barra de endereços sumiu e eu não sei como copiar o link. Veja só, a tecnologia.)
De outro planeta
sábado, novembro 10, 2007 Longe de Casa
Você sabe que não mora em um país tropical abençoado por Deus quando, finalmente acha um mamão papaya no supermercado, murchinho, meio verde, meio podre, mas contente ou contentada, o pega assim mesmo. Vai até o caixa toda prosa com seu mamão e a mocinha do caixa pergunta:
- O que é isso?
Com ar de quem acabou de ver um Alien.
É verdade que 4 meses com neve também remetem levemente à falta de tropicalidade do local, mas deixa esse papo pra daqui umas semanas...
- O que é isso?
Com ar de quem acabou de ver um Alien.
É verdade que 4 meses com neve também remetem levemente à falta de tropicalidade do local, mas deixa esse papo pra daqui umas semanas...
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