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Menos Zs, mais Is

Uma amiga me mandou essa reportagem aqui falando de um estudo que mostrou que as pessoas com QI mais alto tendem a dormir mais tarde e serem mais produtivas a noite. Ignore a parte que diz que o mesmo hábito também pode ser causa direta de obesidade, hipertensão, depressão e outras bobeirinhas dessas.

Viu, mãe? Agora pode parar de repetir que eu tenho que dormir cedo. A culpa não é minha, é do meu QI. A julgar pela minha média de produtivdade versus hora do dia meu perfil é de uma obesa, hipertensa e depressiva, mas um gênio. Afinal de contas, nada que uma lipo e uns remedinhos tarja preta não resolvam.

Essa vai pra lista de reportagens favoritas, junto com aquela que lista todos os (dois) benefícios do chocolate e aquela outra que fala que as mães boas são aquelas que deixam os filhos comerem terra. É por isso que eu amo a ciência (e até as bem frequentes más interpretações dela), sempre tem alguma coisa que faz alguém feliz, e o que não faz, a gente ignora!





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Fases

Ele:
Celebrou recentemente os tão temidos 40 anos. Relembra nostálgico como era bom ter 20 anos e como a vida era fácil. Ainda não comprou um carro esporte já que seu fraco sempre foi mesmo por carro de tiozão. Não trocou a mulher de 40 por duas de 20 até porque a mulher ainda está nos 20 (e ai de quem lembrar que isso acaba logo).
Está completamente absorvido pelo sonho da casa própria (cade o carnê do Baú nessas horas?) e gasta cada segundo extra vendo e decidindo coisas para a tal casa que se fosse por ele, teria escorregador, pssagem secreta e a melhor ideia de todas: Um buraco gigante e secreto que vai do segundo andar até o sub-solo, passando pela sala, onde poderíamos jogar todas as bagunças quando alguma visita estivesse chegando (mas sempre tem um arquiteto ou construtor sem-graça pra acabar com os sonhos dos outros e dizer que não vale a pena gastar nessas coisas, humpf).

Ela:
Anda conversando horas com os irmãos sobre " Como não ser mais gente grande" e a cada dia quando tem um compromisso muito cedo fica pensando se existe alguma coisa que ela possa dizer ou fazer para não ter que ir ao compromisso. Sem successo. Ela odeia compromissos para os quais não há desculpa, principalmente se forem cedo (e todos são!).
Nunca tem tempo pra dormir mais que 5 horas por noite (e quando tem uma horinha extra as 3 da manhã acaba gastando blogando ou assistindo séries enquanto finge corrigir prova).
Alguns dias pensa em largar tudo pra trás e ir mochilar na Europa por dois anos, vivendo com os hippies, ou ciganos, ou qualquer um que não tenha datas limites pra entregar coisas ou crianças para serem bem sucedidas e felizes. Ela queria que elas só fossem felizes.
Entre escola pro filho, armários pra cozinha e o que fazer no Natal ela decidiu que não quer decidir mais nada.
Já desistiu de emagrecer, já virou piada quantas vezes cancelou a drenagem linfática, anda achando que comer é bom e ser magra é ruim, embora o pensamento mude quando está tentando entrar naquela calça skinny, momentos no qual ela decide que amanhã, sem falta, começa o regime, joga fora a caixa de delícias (e que tipo de pessoa que quer emagrecer tem uma caixa de delícias em casa minha gente?), entra na academia e começa a usar todos os cremes que enchem o armário.
Está viciada em comprar "deals" na internet, de muitas coias que não precisa, mas que o preço estava tão bom que se tornaram imprescindíves (e quem pode viver sem uma foto gigante impressa em tela, ou um pacote de Pilates por 40% do preço?)

Ele:
Tem 3 amigos imaginários fixos: O Lusto-Galo, o Lusti e " Amigo de Francês" (algo me diz que esse último mudou pras bandas de cá depois que ele ouviu a mãe repetindo pra mundos e fundos como ele precisava aprender Francês. Quando a mãe etá muito cansada para apostar uma corrida até o elevador, ele logo convoca os amigos para o desafio. E acreditem, ele nem sempre ganha.
Sabe ler e escrever todas as letras e já anda reconhecendo várias sílabas e palavras pequenas. Sabe jogar dama e quase sempre ganha da mãe (sem muita colher de chá), sabe jogar jogo da velha, mas pra esse ainda precisa de umas dicas.
Começou a estudar violino e diz a professora que ele é um gênio (e a mãe jura de pé junto que a professora só diz isso pra ele, obviamente).
Adora livros e depois de lê-los muitas vezes, gosta de reinventar as histórias.
Adora improvisação musical, podemos passar horas tocando arranjos rítimicos e outras composições mais ou menos malucas.
Sabe tudo sobre o iPhone da mãe. Muito mais do que a própria mãe é claro.
Lembra fatos, pessoas e lugares com uma memória assustadoramente precisa. A mãe respira aliviada pois se dependesse da sua (memória), ninguém teria passado.

Ela:
Chega em casa, senta no chão e depois de algumas tentativas sem sucesso vem correndo pedir: mamãe, tilá, papá (sapato)!!!
Sapato tirado, vai correndo para o cadeirão e tentando escalar fala: Mamãe, xubiii, nham, nham, qué!
Coloca a boneca no carrinho e vai dar uma volta com ela: "Passá nenê?" - pergunta, e logo em seguida responde: " Passá, bá bom" - e vai passear com a nenê no carrinho. Daqui a pouco, tira a nenê do carrinho, senta na sua poltroninha e fala: "Mamá nenê?" - e também responde: " Mamá", colocando a nenê no peito e depois no "Ôto mamá" (e viva a amamentação prolongada!).
Tudo que o irmão quer ela quer também, e briga , arranca da mão dele e sai correndo.
Se acaba de rir quando escuta as músicas preferidas (em especial a "Onça Pintada, quem foi que te pintou?" e " Mamãe, qual é, larga do meu pé" , do Carnaval do Palavra Cantada), e cantarola todas elas com melodia claramente reconhecível e até umas palavras.
Come um pote inteiro de salada de fruta (ou de qualquer outra coisa, francamente) e pede "maix um mamãe, papô", e muitos "maix um" se for sopa de feijão, mas se conforma repetindo " baboooo", se alguém explica que acabou.
Adora escovar os dentes, mas quer escovar sozinha. Aliás ela quer fazer tudo sozinha.
Passa de muito nervosa a muito feliz em segundos, basta mostrar um passaLinho, estrelinha ou gatinho. Ou oferecer um mamá, ou ainda mais divertido, o "ôto (outro) mamá".
Acorda sempre de bom humor e abre um sorrisão capaz de curar qualquer mau-humor matinal, quando alguém vai buscá-la no berço.
Explica direitinho para qualquer um que ligue no skype que ela está muito "Totosa".
Olha pro céu noturno (as 5 da "tarde") e vê o ex-presidente: "A lula mamãe..."

Se fosse pra escolher, honestamente eu ficava com a última fase, mas fazer o que...

"Ser assim é uma delícia, desse jeito como eu sou. De outro jeito dá preguiça, sou assim pronto e acabou"
(Pé de Nabo - Sandra Peres e Luiz Tati)

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Tradução livre

Hoje fiz minha primeira tradução simultânea na igreja, do Português para o Inglês. Meio estranho...chega uma hora que você esquece que está traduzindo, começa a bocejar, falar umas coisas com você mesma, manja, tipo, notas mentais, comentários internos que você acaba falando e de repente só o pessoal que está com o fone de tradução está rindo enquanto todo o resto do povo está sério e ninguém (exceto você) entende o porquê. Ou isso ou você não é tão esquizofrênico como eu e não fica falando com você mesmo enquanto está rolando uma palestra.

Pois eu falo comigo mesma o tempo inteiro, e de uns tempos pra cá andei notando que as minhas auto-conversas geralmente são em inglês. Eu acho que a explicação mais lógica (e menos louca) é que a segunda língua te dá uma liberdade de expressão, uma possibilidade de sair de você mesma. Por exemplo, palavrões, que eu nunca falo em Português, as vezes saem em Inglês sem o menor pudor. Parece que se é em inglês não é palavrão, é só outra palavra.

Se eu sou louca de fato ou se isso acontece com todo mundo eu não sei. Mas já para aqueles que o Inglês é tão língua materna quanto o Português, os problemas são outros. Poilglack tem suas bilinguices com por exemplo conjugar verbos (Eu jumpei bem alto mamãe! Ou o contrário: Are you going to "conserter" that?). Sexta-feira depois que peguei ele na creche ele falou:
- Mamãe, eu te perdi!!!
(Do inglês: " I missed you! -- "missed" sendo o verbo perder, mas também "eu senti falta de você", nessa frase)
O que depois ele corrigiu sozinho:
- Não, eu senti muita saudade! (saudade= a já tão conhecida palavra sem tradução em língua nenhuma).

E aí, louca ou não só resta abraçar muito, até squeezar todos os bones.
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Conselhos de mãe

- Está ruim da alergia filha? De novo? É porque você não está dormindo direito...
- É mãe, normal, ontem fui dormir as 3 fazendo coisas do doutorado...
- Ai filha, quando você vai acabar esse negócio?
- Ah, sei lá mãe... quando terminar... demora ainda...
- Ah não minha filha, você tem que parar com essa coisa de ficar estudando, chega disso, credo! Esse negócio de ficar estudando demais não leva a nada não!

Lembrando que a mãe em questão é professora aposentada, mas não espalha.

A mensagem importante que me ocorre hoje a 1:23 da manhã enquanto tento terminar um outro artigo é que "mãe sempre tem razão". Pena que a gente só escuta essas verdades quando já é tarde demais e calculando, eu estou estudando há 23 anos!! VINTE E TRES!!! - É o que me rende o título de "professional student", dado carinhosamente pelo meu irmão.

E deixa eu ir lá fazer um pouco mais de trabalho que não leva a nada...
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A vida imita a bolsa

Já aconteceu de você decidir trocar de bolsa, e depois de tirar todos os items necessários (leia: cateira, necessaire, celular, chave, laptop e seu cabo, pendrive, fone de ouvido, estojo) a bolsa anterior ainda parecer muito pesada e você então decidir dar só uma olhadinha no que tem lá dentro e achar dentro dela:
- Uns $20 em moedas espalhadas pelos mais diversos compartimentos,
- Aquele pendrive que você já tinha dado por perdido há muito tempo,
- O batom que veio na necessaire da promoção e que você tinha culpado as crianças por sumir com ele,
- 2 kiwis,
- 1 piranha de cabelo (ufa, hein? Se fosse piranha de rio a coisa ia estar realmente feia) com 3 dentes quebrados,
- Remédio pra alergia dentro e fora da cartela,
- 1 conta de cartão crédito (atrasada, obviamente),
- Elásticos de cabelo,
- Pacote de lencinho de papel todo amassado e cheio de sujeira (sujeira da bolsa, pelo menos não do nariz),
- Pedaços de biscoito das crianças nos mais diversos estágios de decomposição,
- Cartão daquela professora de música que você queria ter chamado pra tocar no aniversário da filha (que foi há 2 meses),
- Creme pra área dos olhos,
- Tubo de creme semi-vazio roubado de algum hotel,
- Tampas de canetas diversas,
- Canetas diversas que não pertencem às tampas
- Saquinho Zip com creme de mão, gloss e rímel que você tinha tirado da necessaire pra passar na segurança do aeroporto há um mês (e que não achando-os dentro da necessaire mais tarde, substituiu por outros)
- Clipes e outras miudezas (adoro essa palavra! Que alegria poder usar! haha)
- Tampa do tira-manchas-portátil que você tinha procurado pela casa inteira

Sério gente, eu estou, pasma, literalmente descrevendo os items que agora estão na minha mesa, saídos desta bolsa que eu ia botar no armário, vazia, assim pensava eu. As vezes eu fico com medo de mim...

...nunca aconteceu com você? Alguém?? Por favor, não me deixem sozinha aqui, varrida embaixo do tapete.

Espero que isso explique um pouco o porquê da minha ausência e do atraso já nem contestado do post de 4 anos do Zackolino.

Por isso hoje fomos à praia, ouvi dizer que era terapêutico, ainda que seja praia de rio.

***************
PS - Meninas e meninos, um monte de gente tem me perguntado da Flávia, do Crônicas do Ilgu, que sumiu há 4 meses e nunca mais voltou... então, gostaria muito de ter notícias pra dar, mas não tenho!! Como vocês tem percebido ultimamente eu custo ter notícias de mim mesma... Se alguém souber do paradeiro da moça me avisa, tá?


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Quase 30

4 aviões, 1 navio, uns 3 taxis e um carro vermelho depois, voltamos. Em poucas palavras: Praia, sol, biquinis, chapéus, mar azul turquesa, mar gelado, água a 4 dólares, incontáveis castelos de areia, café da manhã de hotel e de cruzeiro (E existe coisa melhor do que café da manhã??). Diz meu irmão que eu só viajo pra comer. Mas é mentira, eu também vou à praia, viro cambalhota na areia, cato conchas e pulo no pula-pula do Bob Esponja - mas só nas horas vagas entre o café, o segundo café e a janta.

O desespero pra botar a melanina pra trabalhar foi tanto que ao invés de ficar gatinha com meu novo bronzeado, fiquei mesmo um guaxinin, só que ao contrário, de acordo com meu adorável marido.
Aguardando a moda dos óculos de sol menores. Esperança, minha gente, esperança. Até lá o negócio é me contentar com o nariz preto, a testa descascando e aquela brancura em volta dos olhos - coisa linda.

Não existe nada melhor do que férias na praia, oficialmente. Nenê pulando em cima de você de manhã, indo pegar as ondas e fugindo delas depois. Menino descobrindo o mundo e narrando as descobertas, com detalhes. A única coisa que falta para que as "férias na praia" atinjam a perfeição é o tele-transporte. Por favor inventem porque toda a magia das férias se desfizeram na viagem de volta e eu prometi para Princhuco que nunca, nunca mais vamos sair de casa. É isso, acabou. Comeremos só o que puder ser entregue, assistiremos Discovery Channel. As crianças podem viver com as memórias destas férias, porque foi a última. Gostaria de escrever um post instrutivo com dicas de viagem com bebês, crianças e tornados de colo, mas neste momento meu único conselho seria: Não saia de casa. Então vou deixar pra depois. Isso dito, nossa próxima viagem de congresso seguido de férias é em 2 meses.

A sim, sobre o título? É isso. Nem lá nem cá. Não mais uma menininha de 20, não ainda uma Balzaca... hum, 29 é sem graça, alguém tem alguma ideia do que se pode dizer de interessante no aniversário de 29? Eu não tenho, mas se quiserem sugerir, eu escrevo, até porque não tenho nenhum plano muito ambicioso para o dia, além de aula de estatística e organizar minha lista de "coisas para botar em dia" na pesquisa - uau, esse aniversário promete! Pelo menos de noite tem LOST.







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Preto no Branco, ou o contrário.

Tudo começou há 4 anos, no casamento da minha melhor amiga. Casamentos de amigos são sinais dos tempos, quando sua turma de solteiros lentamente vai se tornando uma turma de casados e quando você menos percebe, o programa de sábado a noite mais diverto é assistir filme e comer pizza, em casa.

Naquele fatídico dia, enquanto nos arrumávamos no salão, alguém, em um grito histérico digno de quem tinha visto o "Smoke Monster" do LOST ao vivo e a cores bem acima da minha cabeça, pronunciou sem piedade:
-Keiko!!! Tem um cabelo branco na sua cabeça.
Não era liquid paper colocado pelo amigo engraçadinho na escola, não era talco para fazer o papel de velhinha.Era um fato. Era um evento. Era meu primeiro cabelo branco.

Se você, como Princhuco, é meio loiro, pode passar anos até alguém notar um cabelo branco na sua cabeça (em outros lugares pode demorar bem mais, mas não entremos em intimidades desnecessárias), mas se você, como eu, tem o original "cabelo de japa", ah meu amigo, um fio branco no meio deles reluz como ouro. E nem tudo que reluz é ouro, vocês devem saber. Entre o mito de "se arrancar um nascem dois" ou o caminho para a fonte da juventude, fiquei com o mais prático e arranquei o mal pela raiz (fala sério que eu sempre quis usar este trocadilho literalmente) e prossegui incógnita como uma pessoa jovem.

Quase 4 anos depois, no aniversário de 21 anos do meu irmão mais novo, outro grande sinal de que os anos vão chegando, essa coisa de irmãozinho virar oficialmente grande. Enfim, neste dia olhei no espelho e PA! Ele tinha voltado. O massacre do cabelo branco. Desta vez, muito mais madura, não dei xilique, resolvi assumir. Tenho um cabelo branco mesmo, e daí? - Dizia eu para os transeuntes curiosos, as multidões e uns amigos corajosos que ousavam notar: Keiko!! Um cabelo branco! - Eu disse que ele reluzia. A cada vez que eu me olhava no espelho eu me sentia uma pessoa pronta a encarar os desafios desta vida madura. Contas para pagar, filhos para criar, nada disso era um problema para mim, afinal, eu tinha um cabelo branco. Era isso, o destino estava selado.

Até que um dia, meses depois, após lembrar da Darcy Gonçalves e refletir sobre a importância do processo de envelhecimento, de saber assumir a idade com alegria e qualidade, que pintar o cabelo, fazer plástica e botar botox eram procedimentos absurdos, impostos por uma estética que tenta esconder o que há de mais natural e belo que são os sinais de uma vida bem vivida, eu fiz o que era mais sensato: Corri e arranquei o desgramado antes que alguém mais viesse me dizer que SIM, eu tinha um cabelo branco.

Dois dias depois, nada de importante aconteceu. Nenhuma amiga casou, nenhum irmão ficou mais velho, ninguém teve filhos, não foi a única passagem do cometa Halley durante o milênio. Tudo o que aconteceu foi um moleque me chamando de mamãe, uma bebezinha me chamando de mamã, um povo perguntando minha opinião sobre uns assuntos aparentemente importantes, umas contas sendo pagas pela internet e sim, outro cabelo branco.

Desta vez eu não pensei, não filosofei, só arranquei. O dilema daqui pra frente é simples: grisalha ou careca?






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Alguém viu?

A dona desse blog por aí?

Se vir, avise. Se não vir, perdoe. Tem uns 3 posts semiescritos aguardando acentos, paciência e principalmente o velho e bom tempo. Ano vai, ano vem e não é que os dias continuam com essas míseras 2 horas! - O quê?? Tem 24? - Pfffft, vai mentir assim em outra freguesia.

Em poucas palavras resumindo tudo:
Fofuchina está progressivamente mais deliciosa, com 5 dentes e 5 milhões de sorrisos por dia, mas o que me mata são os tapinhas que ela dá nas costas de quem a pega no colo. Impagável. Também está progredindo na sua carreira de dançarina do Tchan e sacode o bumbunzinho e tudo mais ao som de qualquer música. Mas nem adianta dizer que ela vai fazer 1 ano em menos de um mês porque isso é impossível. Lembra a freguesia do parágrafo anterior? Pois é. Esta é outra mentira descabida. Um ano não pode ter passado tão rápido assim.

Complexack está aprendendo flauta doce e consegue repetir virtualmente qualquer padrão rítmico ou melódico, desde que esteja devidamente trajado com seus óculos escuros. Mas isto não é nada se comparado ao seu finalmente superado medo de pular "bem alto e bem longe" na piscina, e nadar sozinho (com boia nas costas). Coisa mais linda, fazendo o pai macho-men-latino derramar uma lagriminha. Aquele mesmo Papito que a outra Bochechudina não cansa de seguir pela casa chamando: Pa, pa, pa, pa pa!!!

Eu estou amando este inverno, que já está nas últimas. Escorregar de trenó atrás do nosso predio e desbravar montanhas de neve (de 1 metro de altura pessoal, o Everest só no ano que vem) são aventuras ímpares. Aliás tinha um post sobre isto, qualquer dia aparece por aí. Apesar do amor, vou ter que ir a um congresso na Flórida em Março. Ai que pena, vou ter que ir pra praia por uma semana, coisa terrível. Será que eu me entrego se falar que ir a congressos em lugares divertidos é uma das partes que eu mais gosto desta tentativa de vida acadêmica? A outra coisa são os brindes que a gente ganha nos mesmos congresso. Ah sim, e a possibilidade de mudar o mundo através da ciência, é claro (cof, cof).
12:25 - Há vinte e cinco minutos o era minha hora limite de dormir. Temperança e disciplina - é verdade que pela nova regra de Gramática estas palavras foram excluídas do léxico mundial? São estas qualidades que alguém vai ter que ensinar para os meus filhos!
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Retrospectiva 2009 - Parte I - Aquela que Didi Moco se orgulharia

Olha pessoal, nao queria publicar mais um post sem acentos nao, com essa desculpinha esfarrapada de nao saber como colocar, alias, que tipo de ser pouco dotado nao sabe como mudar essa coisa de teclado e acento? Coisa chata, ne? Eu seique tem um jeito, mas ai que preguica...mas eh serio, agora estou no computador do meu primo e nao sei mesmo...e ele esta dormindo, e amanha quando ele acordar a gente vai sair correndo pra fazer compras, comer, comer, comer, brincar na neve e essas outras coisas que andamos fazendo ultimamente, entao eu vou acabar nao postando a retrospectiva 2009. Considerando que este eh um objetivo na minha lista de coisas a fazer ainda em 2009, o Natal jah passou entao nao da mais pra mandar cartoes para os queridos, entao ou eu publico o tal do post sem acento mesmo, ou eu tenho que emagrecer 10 kilos de hoje ate dia 31. Melhor postar.


Eu sempre adorei a retrospectiva da Globo, apesar de muita tragedia, sempre tem coisa que a gente fica pensando...nossa, foi nesse ano mesmo! Gente, parece que faz decadas, e outras coisas que ninguem lembrava que aconteceu. Fato eh que todo ano acontece algo marcante, alguem importante morre, alguem que vai ser importante (ou nao) nasce, alguma coisa sempre explode, toda vez tem alguma coisa relacionada a saude/doenca, um evento historico na politica, enfim, a historia se faz ano a ano.



Este ano pra mim foi inacreditavelmente nao ocorrido. Nao, serio, simplesmente tipo... cade o ano minha gente? Como assim acabou??



2009 ja comecou atrapalhado. Nessa mesma epoca do ano em 2008 eu estava soh o bagaco, depois de terminar meus comps, como voce pode conferir aqui. Eu so sei que depois disso era Dezembro de 2008 e eu estava na fazenda da minha vozinha em Minas Gerais. No dia 29 tive uns sangramentose Nina, que na epoca era Mel, ou Clara ou Yasmin (ate que esta questao foi resolvida aqui, olha so, leitores, como voces fizeram parte do meu ano) estava na panca e depois que o ultrasom mostrou que estava tudo bem, "custosa" como sou, como diziam minha mae e minhas tias, nao desisiti do voo Uberlandia- Sao Paulo que estava marcado e fui assim mesmo, andando bem devagarzinho pra encontrar Papitao em Sampa, de onde iriamos para Angra dos Reis. Como nos sofremos da sindrome de "enrolacao patologica", acabamos saindo de Sao Paulo la pelas 17h do dia 31 e vendo que o tempo estava apertado resolvemos parar em Penedo para o Reveillon. Sem reserva, as 21h da vespera de ano novo, a gravida, a crianca de 2 anos e o pai perambulam sem estadia, batendo de porta em porta em todas as pousadas da cidade. Tira o menino de 2 anos, troca o carro por um jumentinho, bota Natal ao inves de Ano Novo e eu ja vi essa historia....

Ate achar pousada, descer malas, botar a roupa de Reveillon e quando saimos para ver os fogos ja era tarde e soh tinha mais uns traques estourando na rua, coisa deprimente. Tambem nao tinha vaga pra jantar em lugar nenhum e acabamos voltando pra pousada com fome, comemos uns restos de slagadinho da viagem e fomos dormir assim.



Apesar do acontecimento do EVENTO do ano, que foi ganhar minha menininha gostosa, cremosa e saudavel apesar de toda essa confusao, o ano todo foi realmente neste ritmo de " Os trapalhoes", serio mesmo que eu devia fazer um remake. De Janeiro a Marco eu nem sei o que aconteceu, mas em Marco pense, gravida muito gravida de 8 meses, marido teve que ir pro Brasil. Nesse meio tempo fico sabendo tambem que fui aprovada para a etapa final da bolsa dos sonhos. Faco a entrevista pelo skype e no dia seguinte acordo sangrando. Por sorte meu irmaozinho ficou comigo porque enquanto Papai fazia escala em Washington eu fazia escala no hospital. Papai volta voando, a tempo de chegar no meio da cesarea da PequeNina. Dai pra frente a coisa passou num vupt. (E agora estou com muito sono para continuar procurando os links para os posts de eventos marcantes do ano... entao alem de nao ter acentos, daqui pra frente tambem nao tem links. Com sorte, ate o fim do post ainda tem alguma palavra).



Fazendo um esforco sobrenatural para tentar tomar consciencia do que aconteceu depois disso, vejo so mesmo uns vultos. Sei que fiquei de "meia-licenca-maternidade" e pelo menos consegui neste tempo curtir minha Gorduchina e de quebra meu Magricelack tambem. O verao foi otimo, fomos muitas vezes ao parque fazer piquenique e andar de bicicleta, fui a um monte daquelas aulas mae-bebe de natacao, musica, ginastica, fui ate em varias (duas ou tres) aulas pra entrar em forma pos-bebe. Viajamos um bocadinho, pra fazer curso, mas tambem pra passear, dois artigos meus foram publicados, apresentei trabalho em congresso, fiz a maior sequencia de exercicios da minha vida (por uns tres meses, perdendo so um terco das aulas) com Pilates, decidi que ia comecar a acordar cedo e dormir antes das 2 da manha, mas nao consegui.



Mas pra nao comecar a minha lista de coisas que eu planejei e nao fiz, pra nao contar como nunca na vida me senti tao desorganizada e atrapalhada, como eu nao me dei conta que Pobrezina tem 10 meses e nenhuma pagina de scrapbook, nenhum album virtual, vou logo pular esta parte e retrospectivar (se existisse, essa palavra seria bonita, nao?) a vida dos meus piticos, porque afinal de contas, mesmo o tempo passando rapido demais pro meu gosto, para eles foi um terco de vida, e uma vida inteira, tudo em 2009!



(continua amanha...)
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Busted!


- Zack, guarde seus brinquedos no lugar porque a mamãe vai passar aspirador.

- Mas por que?

- Porque eu estou limpando a casa, filho...

- Quem vai "vim" aqui?


Pega no flagra...tsc, tsc, tsc...bastaram 2 anos e pouco para descobrir que a mãe só limpa a casa quando vem visita. Em minha defesa, hoje não vinha ninguém e eu limpei a casa mesmo assim, não só limpei como lavei roupa E fiz comida, caracas!! Milagres da licença maternidade. Estou super orgulhosa da minha pessoa. Será que em 5 meses de licença eu consigo recuperar o meu moral de rainha do lar?




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Rápidas da vida pós-parto

Desde que eu desengravidei meus sapatos estão todos grandes. Inclusive os que eu comprei antes de estar grávida. Será que é algum fenômeno de compensação de mau gosto onde o resto do corpo aumenta e o pé encolhe?

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Ontem fomos à um zoo ver bichinhos e brincar de "caça aos ovos". Eu, Amedrontack (que ficou o tempo todo preocupado em fugir do coelho da páscoa), Desesperina (a pobre de nem 6 semanas que decidiu mostrar ao mundo como a mãe dela é irresponsável ao sair com uma menina desse tamanho em um frio de 0 graus) e uma amiga com mais 3 crianças. Depois dessa experiência eu decidi que obviamente não vamos mais ter filhos e que nunca mais vamos sair de casa pelos próximos 3 anos. Arranjo alguém pra trazer comida e suprimentos básicos e assim seremos felizes.

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Quinta-feira finalmente fui ver minha obstetra (que só sabia que meu nenê tinha nascido porque eu apareci com um nenê, e ela, que deve ser espertinha, deduziu que era meu) ela não perguntou sobre o parto, se eu estava bem ou qualquer uma dessas perguntas altamente sofisticadas que um obstetra nunca deveria perguntar em uma consulta pós-parto. A única pergunta que ela fez foi sobre contracepção e respondeu, muito rapidamente as minhas perguntas. Infelizmente ela disse que sim quando eu perguntei se podia fazer exercício. Burrinha fui eu, que perguntei. Se não tivesse dito nada poderia ficar pra sempre no sedentarismo, alegando que minha médica nunca me liberou para começar, digo, voltar à vida ativa.

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Mural:
Alguém me perguntou quem era Thiago e eu não tinha entendido o porquê. O Thiago é um dos leitores e amigo, que me disse que eu tinha que ter essa parada de RSS. Eu, que não entendo absolutamente nada disso, pedi pro meu irmão, que também refez meu layout, pra resolver essa questão. Aí, meu irmão aparentemente colocou essa frase "Tá bom agora Thiago?" no final dos feeds, se eu bem entendi...bom, é isso. Eu não sei como tirar isso e meu irmão está de férias, então para os que veem isso, é isso!
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De cara nova

Enquanto a blogueira aguarda a lipo, o Blog ganhou uma plástica.

Os créditos do novo layout vão para o irmãozinho, futuro dono da Pixar, que vai embora amanhã junto com minha mãe. Depois de dois meses de muitas refeições juntas no meio da madrugada, assistidas de LOST com direitos a comentários, conversas filosóficas e saídas culturais com o irmãozinho e de mamãe mimando a todos (netos, filha e genro) fazendo absolutamente tudo pra nós (buscando água pra mim durante as mamadas, roupas lavadas, refeições "de mamãe", cuidado insubsituível da nenezinha, brincadeiras e paciência sem fim com o menininho) com aquele amor que só mãe pode ter e que só depois de ser mãe a gente entende, vai ser duro ficar aqui, só nós 4 sem eles por perto, mas a vida é assim...hora de chegar, hora de partir e a vida recomeça.

Fica o blog de cara nova, nós de vida nova, alegria e tristeza, tudo misturado...

Muito obrigada "em público" pra minha mamãe e pro meu irmãozinho, mais conhecidos por aqui como vovozinha quelida e tio Dadá malucão...sentiremos muita, mas muita saudade mesmo.



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Eu me sinto bem maior, bem maior, bem maior...

"Hoje eu sinto que cresci bastante,
Hoje eu sinto que estou muito grande,
Sinto mesmo que sou um gigante,
Do tamanho de um elefante.
Porque hoje é meu aniversário
E quando chega meu aniversário,
Eu me sinto bem maior, bem maior, bem maior, bem maior
Do que eu era antes..."

(Aniversário - Luiz Tati/Pauli Tati)


Pois é...

Envelhecendo...28, idadezinha sem graça, longe estão os 18, nem é 30 que pelo menos é redondo...não dá nem pra ter inspiração pra reflexões altamente filosóficas sobre a vida. Só sei que já gostei mais de aniversário. Hoje o dia foi sem maiores mistérios, bem mais emocionante ter um membro a mais na família do que ter um ano a mais na vida. Mas enfim...

Editando após ler o post em voz alta: É a falta de brigadeiro no aniversário que faz isso com a pessoa...

Em compensação, olha que coisa mais linda minha amiga Janja (que mora na Califórnia e é a pessoa mais cheia de surpresas que eu conheço) me mandou:Pra aniversariante/diabético nenhum botar defeito...
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Venturas de uma grávida de risco

Eu sempre fui muito contra frescuras gestacionais, ou melhor, gestantes fresquinhas. Esse papo de não pode carregar peso aqui, não subo a escada alí, não como isso, cuidado com aquilo, nunca fez muito meu gênero. É claro que existem momentos em que a regra cai e se torna imprescindível fazer um charminho, pra usar filas preferenciais (no Brasil, porque aqui no primeiro mundo grávida é gente normal, um absurdo) ou abusar um pouco do marido e dos amigos mais próximos, mas isso é outra coisa, não é frescura, é abuso puro e simples mesmo. Há de se tirar vantagens dessa pança imensa que você carrega por 10 (e não 9) meses.

Na primeira gravidez meu estilo me caiu muito bem, caí na neve, trabalhei até o fim da gestação, tudo nos conformes. E decidi que queria ser assim mesmo pela(s) próxima(s). E foi que foi e não deu pra ser. A tal da placenta baixa aliada a diabetes gestacional me colocou automaticamente e sem opção na categoria de "grávidas com frescuras".
Eu adoraria estar de repouso e não ter que fazer nada. Do tipo, acordei, tragam meu café e o controle remoto porque hoje eu tenho que assistir todos os capítulos de Eli Stone, Grey's Anatomy e Lost enquanto como um pacote de Passatempo Recheado tomando Todynho. Ou então: "Aparecida, pegue Zackolino, traga aqui pra eu fazer um chamego, depois dê banho, troque de roupa, dê café da manhã e leve pra escolinha, quando você estiver voltando passe no supermercado e depois limpe toda a casa" -ah! Como é bom sonhar. Porém, contudo, todavia, entretanto, a realidade é que eu tenho que fazer um bando de coisas que já estavam no cronograma muito antes da tal placenta e ainda por cima, sem direito a chocolate. Ficar de molho é triste, não poder ir pra academia?? Deprimente! (e parem de rir aí, ano passado eu paguei o ano inteirinho e fui várias 5 vezes durante o ano!) agora, isso tudo sem nenhum docinho pra consolar...como alguém pode sobreviver??
E foi assim que minha sonhada gravidez sem frescuras virou um eterno circo de tele-conferências, emails, emails, emails, pica o dedo pra medir a glicose, come um chocolate beeeem pequenininho e a glicose sobe, leva bronca do médico, volta a comer alface, outra tele-conferência, vai o marido buscar documentos no hospital, traz de volta pra eu poder trabalhar em casa, dá beijinho em Carentack que quer colo, mas não pode pegar no colo e por aí vai. Isso tudo fora a eterna vigilância dos amigos e parentes. Outro dia apareci no hospital rapidinho só pra pegar uns papéis e levei a maior bronca da orientadora, da secretária, até a moça da faxina brigou comigo! Fui comer um brigadeiro minúsculo e inofensivo em uma festa e outra bronca da cunhada, poxa, fala sério! Decidi que eu nunca mesmo quero ir pro Big Brother, esse negócio de ficar em casa, sob vigilância 24h não dá futuro.
O pobre Escravonstchon, o marido, tem que se encarregar de tudo, da criança na aula de música, na aula de natação, na escolinha, do supermercado, da faxina, de buscar e levar coisas pro hospital (para a pesquisa) e ainda servir de Jarbas para as consultas semanais na clínica de diabetes e médicos. O coitado já está repensando os 5 filhos que queria ter, se for nesse ritmo, só mesmo "Made in China", porque "Made in me" está embaçado.
Eu sei o que você está pensando: "Calma Keiko, faltam só 2 meses e depois tudo terá valido a pena, quando você vir aquele rostinho, e vestir todas as roupinhas fofas e cor-de-rosa". Não duvido que valha a pena e como sempre, nada é tão ruim que não poderia ser pior, mas que eu estou em dúvida se estou mais ansiosa por ver a cara da nenê ou comer o Chocotone que eu trouxe do Brasil, isso eu estou...mas não contem pra ninguém.
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Mas já?

Hoje saiu a lista de aprovados da Fuvest. Só sei disso porque minha home page é a UOL, não fosse por isso nem me daria conta das muitas comemorações e decepções acontecendo hoje. Dez anos atrás, eu era uma das caras ansiosas esperando a divulgação da lista, uma das caras felizes e pintadas comemorando a aprovação. Há 10 anos!!! Nos anos seguintes eu ainda fiquei conferindo a lista, sabia de tudo porque tinha um amigo ou outro ainda esperando a tal aprovação, que quando ocorria era motivo de notícia amplamente comemorada.Depois teve notícia do povo se formando, de uns se casando e a grande notícia hoje em dia são os filhotes chegando aqui e acolá.

Olhando as fotos dos aprovados tão felizes com seus grandes "USP"s escritos na testa eu fiquei aliviada. Muito bom pensar que já passei por todo esse perrengue de faculdade, poxa vida, é bom saber que se eu for presa tenho direito a cela especial (se bem que depois que fiquei internada uma semana eu decidí que não quero ficar presa nunca, se hospital é ruim, imagine prisão. Alias, só por isso que eu decidi, perceba). Por outro lado, fiquei pensando também...como é que pode, dia desses era 1999 e eu estava entrando na faculdade, gente, 10 anos é muita coisa! Credo! Que velheira! Quanta água já rolou por baixo da ponte...eu já dei notícia de casamento, de mudança de país, de filho número 1 e agora de filho número 2 e sinto que de agora em diante as notícias são os filhos, chegou aquele momento que a sua história começa a se fundir com a história dos outros, outros que você fez! Isso defintivamente é um mal sinal. Bom, espero um dia ainda dar notícia de que virei doutora, mas até lá...bota mais uns 10 anos na conta.

Nem precisa dizer que um grande atestado de velhice é essa conversa toda de ter tido disco de vinil, saber o que é um video-cassete, ter mandado cartas a amigos pelo correio, ter feito curso de datilografia, etc. Isso é lugar comum pra quem viveu nos anos 80 e não me faz senti velha. Mas sei lá, quando acontecimentos da sua vida começam a fazer aniversário de 10 anos, é sinal de que a coisa está ficando feia mesmo.

Bom, vou alí comprar um Chronos, tomar um banho de formol e começar a me preparar pro dia que Vestibulack estiver comemorando a sua entrada na Fuvest.
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Mais pra lá que pra cá

Oi de casa,

Pois é, ando bem mais pra lá do que pra cá. Minha vida anda se resumindo em achar um médico decente (e por decente por favor leia: alguém que não te faça esperar 4 horas por uma consulta de 4 minutos e que não te dê nada, nenhuma informação que você não saiba ou não pudesse obter na internet, e que te prescreva exames de primeira necessidade sem que você tenha que dizê-lo quais são os tais exames e que sim, você quer fazê-los). Depois disso eu me mato pra botar a pesquisa em dia, chego em casa, vomito e durmo no sofá enquanto o pobre marido cuida da criança, da casa, da vida.

Pra não parecer aquelas grávidas reclamonas, que reclamam do médico, do sistema de saúde, da política mundial, do preço do dólar, do Brasil que não ganhou ouro no voley masculino apesar de do feminino e até do marido que apesar de fazer tudo e mais um pouco, não sabe limpar a privada, na qual você passa boa parte do dia com a cara enfiada, abstenho-me de qualquer comunicação com o mundo durante a semana. No fim de semana tento recuperar o prejuízo e levar a criança pro parque, o marido pra passear e até fazer uma faxina. Logo, os posts escassos. O mundo que me perdoe, espero que tudo logo passe, como já diria o sábio ditado, na vida tudo é passageiro e aqui nem cobrador os ônibus têm.
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Roda viva

Eu tinha planos, muitos planos. Sério mesmo que passei as férias inteiras só pensando, maquinando na caixola como eu iria descrever aqui tudinho, cada lugar, cada ponto visitado, com dicas, causos, fotos etc e tal. Eu ia também fazer um longo ensaio sobre as primeiras férias sem Abandonack que terminaria apoteóticamente com o grande reencontro (não aquela da Elba, Zé e Alceu, até porque este era só O grande encontro) onde mãe e filho se abraçam em lágrimas e juras de nunca-mais-abandono são feitas e esquecidas na próxima birra.

Ora pois, imaginem, meus planos incluiam a descrição de uma cidade por dia, a partir do dia do meu retorno à Montreal, isto significaria que hoje, eu já teria descrito a viagem inteira, inclusive todas as massas ruins comidas na Itália, as ruínas sem fim e maravilhosas de Éfesos, a arte de tirar o fôlego da Capela Sistina, a falta do mesmo fôlego para escalar o Acrópolis e a minha grande dica de "nunca visitem Creta", a não ser que realmente você já tenha conhecido o mundo inteiro.

Ah....como seria bom ter feito isso, eu tinha até ambição de virar um daqueles blogs de viagem, cujos escritores são pagos pra viajar (fala sério, quer profissão melhor que essa na vida? Viajar e bloguear) e para isso eu já tinha um plano, iria montar alternadamente um roteiro "com" e "sem" filhos. No roteiro "com" estariam todas as atrações divertidas para crianças, eu iria criticar os lugares cujos banheiros não têm trocadores ou aqueles que não são acessíveis com carrinho, iria festejar as atrações que terminam as 20:00 no máximo e prestigiar os hotéis que oferecem caminhas de bebê. Na verdade acho que eu só ia falar sobre a fazenda da minha vovó, e como lá é o lugar mais perfeito no mundo inteiro para se levar crianças, com direito a depoimento de Fazendack no fim, descrevendo alegremente o seu júbilo ímpar ao ter andado de cavalo, contado vacas até 12 umas mil vezes (ele só sabe contar até 12, o pobre), corrido atrás de pintinho, jogado infintas pedras no lago e tomado banho de bica. Assim, além de enriquecer com o blog, eu ia enriquecer também minha vó, já que ela teria que cobrar ingresso para o acesso à Fazenda, ia ser um luxo.

No roteiro "sem", descreveria minuciosamente as alegrias de acordar na hora que quiser, não ter fraldas pra trocar, não se preocupar com a hora do soninho da tarde, poder almoçar sorvete e ficar andando na rua até tarde...E obviamente, todos os lugares onde isso é possivel, desde que se tenha uma avó a disposição e hotéis com wi-fi pra falar todo dia com um certo serzinho do outro lado do mundo todos os dias pelo Skype.

Mas bom, eis que chega a roda viva e carrega o blog pra lá. A vida real é assim: Ninguém me fez nenhuma oferta milionária pra transformar meu blog em " Colocando o sapato na mala", mas também, pudera, eu não consegui, absolutamente não consegui arranjar um tempo pra sentar e escrever uma linha se quer, vocês bem notaram. Aliás, nem baixei as fotos para o computador de casa. Minha vida pós-férias foi tomada por uma incrível sensação de "tá vendo, quem mandou tirar um mês de férias e se divertir tanto? Agora agüenta!". E vamos agüentando. Limpa a casa aqui, trabalha até 22:00 alí, os dias passam e tempo de sobra??? Só pra dormir, ou ficar abraçadinha com maridinho no sofa assistindo as Olimpíadas. Ainda mais que no hospital onde faço minha pesquisa eles não deixam acessar o Blogger, então não dá nem pra ficar matando tempo entre artigos, estatística e recrutamento pra pesquisa, a maior injustiça.

As razões de tanta canseira e tão pouca inspiração? Vou abrir um fórum para vocês decidirem:

a) Quem na vida tem inspiração depois de trabalhar o dia inteiro, limpar uma geladeira que estragou no meio da viagem e assim ficou por semanas?
b) Quem na vida tem inspiração depois de trbalhar, limpar geladeira, lavar 5 máquinas de roupa, limpar banheiro e fazer janta?
c) Quem na vida tem inspiração depois de limpar geladeira, lavar 5 máquinas de roupa, limpar banheiro, fazer janta, brincar e botar menino pra dormir, isso entre enjôos, vômitos e uma indisposição generalizada causada por um certo elemento interno adquirido durante as férias?

As votações estão abertas. Dê sua opinião, participe!

PS - Ah sim, se você prestou atenção e bem notou, a verdade é esta, fomos 2 e voltamos 3. Gente maluca (e que que casa com marido que quer 5 filhos) é assim, sai de casa no roteiro "sem" filhos e volta "com". Maluca sim, e muito feliz, obrigada.
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Voltamos!

Olá crianças!

Estamos de volta ao mundo real onde decidir qual será o próximo destino e o que vamos fazer amanhã não é uma opção...onde para consertar a geladeira quebrada não basta ligar para a recepção e para ter um computador que funciona não basta só fazer o log off em um e sentar em frente do outro, onde o quarto e a casa não estão perfeitamente em ordem e arrumados quando você volta...ai, ai...

Por estas e outras, aguardem notícias fresquinhas, da vida divertida como deveria ser sempre logo, logo, assim que eu conseguir andar pela minha própria casa sem tropeçar em roupa suja.
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Vida

Ai (com acento agudo) estava aqui, continuando minhas pesquisas viajatorias, e vi que o irmaozinho deixou o Orkut dele aberto aqui no meu computador, ai comecei a fucar na vida dos outros. Porque eu nao tenho orkut nao, sem paciencia pra deixar a vida exposta assim, jah basta o blog. Mas espionar a vida dos outros de vez em quando ateh que eh bom, e se ele deixou aberto a culpa eh toda dele, bem se sabe.

Ai comecei a achar um povo que era pequeno quando eu jah era grande (lembrando que grande eh referente ao tempo, nao ao tamanho), um povo que era novinho mesmo e que agora esta pelo mundo a fora, morando na Europa, casando...eu, hein??? Mas ela??? Como assim? Para de beijar esse menino nessa foto agora! Voce eh uma crianca!

Ai me deu aquela tristeza de velhice...jah comecei a pensar que gente, eles eram soh filhos das maezinhas deles e de repente sao essas pessoas com suas proprias vidas, longe, longe, com uma foto ou duas no Orkut com a mamae e os irmaos e na legenda dizendo: saudade. Eh isso, voce cria um filho e anos depois voce eh soh uma foto com uma legendinha. Como ousam?

Ai eu ia acordar minha mae, dar um abraco forte e dizer saudade, eu que sai de casa com 17 e nunca mais voltei e nem Orkut tenho pra botar uma legenda, tadinha...mas ao inves disso vou ali trancar Idosack numa jaula e soh deixa-lo sair quando tiver 78, isso se ele  prometer que vai me dedicar pelo menos 3 fotos no Orkut. Isso eh, se eh que eu vou dar um computador, essa coisa de muita informacao eh um perigo, da cada ideia....

Ai eu vou continuar agora minhas pesquisas sobre como viajar e abandonar ao mesmo tempo a mae e o filho. Pois eh...






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Procura-se

Apaguei este...leia o de cima

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Volto já, assim espero.