A nova mania de Tagarelack é ter respostas práticas. Até um dia desses, quando eu perguntava no fim do dia:
- O que você fez na escolinha hoje?
Ele começava uma longa história do tipo:
- Brincou, e os babies, e Eleonor e o John, tum, tum, tum (imitando o professor de música tocando violão) e Shalev pffffff (fazendo alguma onomatopéia de alguma cena indecifrável aos ouvidos da mãe que dirigia e ficava espiando pelo retrovisor)...
E por aí a história seguia com mix de músicas, fatos, sons.
De um dia pro outro, cansado de prestar contas, Adolescentack resolveu encurtar e a nova resposta, para a mesma pergunta é:
- Não fez nada.
E fim de papo. E eu que achava que tinha mais uns anos de cumplicidade.
Por outro lado, para meu alívio, ele ainda mostra que precisa do apoio da mãe quando o problema é realmente sério. Por exemplo, outro dia, depois de um longo banho de banheira, ele olhou pra sua mão, toda enrugada, e com a maior cara de espanto do mundo falou indignado:
- Mamãe!!!! A mão do nenê tá estagada!! (estragada).
No dia seguinte, sentado na privada, foi a vez de descobrir que o piu-piu (ou melhor, o anexo do piu-piu, o saquinho), também estava estragado.
Pior mesmo foi quando eu descobri também, sozinha, que minha cara anda meio estragada e que esta, diferente da mão do Enrugack, não volta ao normal depois de uns minutos fora da água.
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Mural
sábado, outubro 04, 2008 Mural
Pessoas, pessoas, muito obrigada pela solidariedade coletiva. Muito me comove. Eu já recebi goiaba vinda de Los Angeles por Fedex, sob a etiqueta "baby cloth", mas lima e pão de batata não estou certa que atravessaria a fronteira...obrigada pelas tentativas assim mesmo ;-) Meu problema será resolvido em breve. Vou pro Brasil dia desses, pra usar uma passagem que está vencendo, já encomendei tudinho com as amigas e elas estarão me aguardando noa aeroporto de lima e pão de batata na mão.
Isabela: Não gosto de fazer propaganda negativa das coisas não, ainda mais das poucas coisas brasileiras que existem por aqui. Mas o lugar em questão é o Chez Brasil Café sim. No entanto, não vá pelo meu gosto de grávida. Eu particularmente não gostei do pastel porque o queijo não estava derretido e o requeijão (que elas fazem lá) não era bom. Mas considere que eu já estava indignada porque o que eu queria mesmo era pão de batata. Sendo assim, vamos dar os louros necessários, elas fizeram uma super reforma no lugar (que sempre foi um ponto "brasileiro", mas antes delas era uma verdadeira espelunca), está super bonitinho. Tem pão de queijo (pra comer na hora ou congelado pra fazer em casa tipo "Casa do Pão de Queijo"), tem Guaraná Antártica (que é puro e natural - desenterrei!), tem umas coisinhas de mercado (sequilhos, as vezes tem biscoito de polvilho, biscoitos brasileiros, chocolate, farinhas variadas, suco de maracujá) e o antedimento é ótimo.
Isabela: Não gosto de fazer propaganda negativa das coisas não, ainda mais das poucas coisas brasileiras que existem por aqui. Mas o lugar em questão é o Chez Brasil Café sim. No entanto, não vá pelo meu gosto de grávida. Eu particularmente não gostei do pastel porque o queijo não estava derretido e o requeijão (que elas fazem lá) não era bom. Mas considere que eu já estava indignada porque o que eu queria mesmo era pão de batata. Sendo assim, vamos dar os louros necessários, elas fizeram uma super reforma no lugar (que sempre foi um ponto "brasileiro", mas antes delas era uma verdadeira espelunca), está super bonitinho. Tem pão de queijo (pra comer na hora ou congelado pra fazer em casa tipo "Casa do Pão de Queijo"), tem Guaraná Antártica (que é puro e natural - desenterrei!), tem umas coisinhas de mercado (sequilhos, as vezes tem biscoito de polvilho, biscoitos brasileiros, chocolate, farinhas variadas, suco de maracujá) e o antedimento é ótimo.
Jiló com doce de leite
terça-feira, setembro 30, 2008 Lá vem outro, Longe de Casa
Eu sempre achei que esse negócio de desejos estrambólicos de grávida fosse conversa furada. Ainda acho, na verdade. Acho que é sim uma estratégia válida pra arrancar favores de marido e conhecidos em geral. Afinal, há de se abusar dos outros já que você passa seus dias vomitando, se escorando em cada poste pra dormir um pouquinho, sentindo calafrios etc e tal. Tá certo que "os outros" geralmente não tem nada a ver com isso, agora, o marido, que quer ter 5 filhos sem ter que ficar grávido de nenhum deles, esse tem.
A questão é, o que fazer então, em um dia como este, quando, você vomita o café da manhã e não consegue comer mais nada o dia inteiro. Lá pelas 4 da tarde, faminta, porém enjoada,e sentindo a necessidade de alimentar o pequeno ser dentro de você, você começa a pensar: o que eu poderia comer nesse momento que não me faria vomitar...e as únicas coisas que lhe vêem a mente são: pão de batata com catupiry e lima da pérsia. Pois é, foi bem isso mesmo que me ocorreu. Você, aí na Terrinha amada, idolatrda, salve-salve, onde além de Palmeiras onde canta o Sabiá, tem também feira e padaria na esquina, pode pensar que este desejo estava fácil. Nas terras aqui do Norte a estória não é bem assim.
O marido nem aqui estava pra cumprir o seu papel e ir até as profundezas do abismo pra buscar, se necessário(aliás, está no Brasil, o danadinho).Pensei em ligar pra ele e mandar voltar agora, com pão de batata e Lima na mão, mas achei que ele não ia curtir a idéia. Sendo assim, peguei a criança na creche e fui em busca dos meus objetivos. Pão de batata com catupiry parecia possível, tentei um novo barzinho brasileiro que tem umas coisas (não muitas, mas tem.Não tinha. Comi uma empanada de palmito (e desde quando empanada é comida típica brasileira??) pra ver se resolvia o problema, não resolveu. Comi um pastel de queijo com requeijão feito lá mesmo. Horrível. Lima da pérsia a este ponto era caso perdido na certa. Até procurei no google pra ver qual seria um nome em inglês ou francês pra Lima, mas aparentemente isso é coisa que dá só no interior de São Paulo mesmo. Que dureza. Tomei um suco de manga com laranja pra enganar e aí, realmente passando mal, voltei pra casa arrasada.
Dias como estes, mas do que em dias de -30 graus e neve até o joelho, eu penso: O que estou fazendo aqui?? Que país é esse que não tem pão de batata com catupiry e Lima da Pérsia? hein, hein, hein?
A questão é, o que fazer então, em um dia como este, quando, você vomita o café da manhã e não consegue comer mais nada o dia inteiro. Lá pelas 4 da tarde, faminta, porém enjoada,e sentindo a necessidade de alimentar o pequeno ser dentro de você, você começa a pensar: o que eu poderia comer nesse momento que não me faria vomitar...e as únicas coisas que lhe vêem a mente são: pão de batata com catupiry e lima da pérsia. Pois é, foi bem isso mesmo que me ocorreu. Você, aí na Terrinha amada, idolatrda, salve-salve, onde além de Palmeiras onde canta o Sabiá, tem também feira e padaria na esquina, pode pensar que este desejo estava fácil. Nas terras aqui do Norte a estória não é bem assim.
O marido nem aqui estava pra cumprir o seu papel e ir até as profundezas do abismo pra buscar, se necessário(aliás, está no Brasil, o danadinho).Pensei em ligar pra ele e mandar voltar agora, com pão de batata e Lima na mão, mas achei que ele não ia curtir a idéia. Sendo assim, peguei a criança na creche e fui em busca dos meus objetivos. Pão de batata com catupiry parecia possível, tentei um novo barzinho brasileiro que tem umas coisas (não muitas, mas tem.Não tinha. Comi uma empanada de palmito (e desde quando empanada é comida típica brasileira??) pra ver se resolvia o problema, não resolveu. Comi um pastel de queijo com requeijão feito lá mesmo. Horrível. Lima da pérsia a este ponto era caso perdido na certa. Até procurei no google pra ver qual seria um nome em inglês ou francês pra Lima, mas aparentemente isso é coisa que dá só no interior de São Paulo mesmo. Que dureza. Tomei um suco de manga com laranja pra enganar e aí, realmente passando mal, voltei pra casa arrasada.
Dias como estes, mas do que em dias de -30 graus e neve até o joelho, eu penso: O que estou fazendo aqui?? Que país é esse que não tem pão de batata com catupiry e Lima da Pérsia? hein, hein, hein?

E.T. minha casa
terça-feira, setembro 23, 2008 O número 2
Agora em 3D, e nem precisa de óculos.O(A) ETzinho(a) no conforto do seu lar.
E viva a tecnologia,que nos deixa ver um nenê de massinha, que só tem uns 6cm, chupando o dedinho e tudo (muito admirável pra quem nem olho tem). E viva Deus, que faz milagres assim, tão inexplicáveis.
E viva a tecnologia,que nos deixa ver um nenê de massinha, que só tem uns 6cm, chupando o dedinho e tudo (muito admirável pra quem nem olho tem). E viva Deus, que faz milagres assim, tão inexplicáveis.
Updatando
quinta-feira, setembro 18, 2008 Diariamente
Dia desses, Poliglack solta essa:
-Papai ta laughtando* muito mamãe!
*laughtando=rindo
Esse foi o primeiro mix total, agora coisas como:
-Olha a sheep passeando na grama!
ou
- Cadê o hat do nenê?
Estas "escalopem" o tempo todo.
*********
Doutoreiko fugiu de casa e foi sozinha para Atlanta, apresentar um congresso. Largou marido, filhote e visitas. Saudade? Sim, muita, mas uns dias de mordomia total, cama arrumada, nada de louça para lavar, nenhum dente (que não o seu próprio) para escovar e assistir televisão até dormir caem bem. Mas a melhor parte ainda é voltar pra casa e na recepção no aeroporto ter um menininho muito gostosinho dando um abraço apertado e falando: "Mamãezinha quelida!", como que aliviado ao ver que ainda tinha uma mãe.
*********
Vantagem de segunda gravidez é que você fica tão sabida. Acabei de achar uma médica muito boa, finalmente. Só sei que essa é muito boa porque passei por outros tantos muito ruins. Na primeira gravidez eu me contentei e achei que ruim era a norma por aqui. Agora fiquei espertinha e passei por todos os médicos da cidade até achar um que me fizesse feliz. Médica de família, com especialidade em obstetrícia e o mais incrível, ela perguntou:"Tudo bem com você, como estão indo as coisas?", com um sorriso e tudo - Isso é raridade por aqui. Primeiro mundo é assim, ninguém rouba seu celular na rua, mas também não espere cordialidade das classes profissionais "superiores".
*********
Tati e demais preocupados com a estória do coelho: Eu dei sorte e minha orientadora não só é uma verdadeira mestre Jedi (do tipo sabida, famosa e muito boa - no bom sentido) como é um amorzinho. Não trapaceia, não passa por cima de ninguém, é super ética e querida, além de se vestir bem e me chamar pra fazer compras no meio de um congresso. Mas nem todos são assim.
-Papai ta laughtando* muito mamãe!
*laughtando=rindo
Esse foi o primeiro mix total, agora coisas como:
-Olha a sheep passeando na grama!
ou
- Cadê o hat do nenê?
Estas "escalopem" o tempo todo.
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Doutoreiko fugiu de casa e foi sozinha para Atlanta, apresentar um congresso. Largou marido, filhote e visitas. Saudade? Sim, muita, mas uns dias de mordomia total, cama arrumada, nada de louça para lavar, nenhum dente (que não o seu próprio) para escovar e assistir televisão até dormir caem bem. Mas a melhor parte ainda é voltar pra casa e na recepção no aeroporto ter um menininho muito gostosinho dando um abraço apertado e falando: "Mamãezinha quelida!", como que aliviado ao ver que ainda tinha uma mãe.
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Vantagem de segunda gravidez é que você fica tão sabida. Acabei de achar uma médica muito boa, finalmente. Só sei que essa é muito boa porque passei por outros tantos muito ruins. Na primeira gravidez eu me contentei e achei que ruim era a norma por aqui. Agora fiquei espertinha e passei por todos os médicos da cidade até achar um que me fizesse feliz. Médica de família, com especialidade em obstetrícia e o mais incrível, ela perguntou:"Tudo bem com você, como estão indo as coisas?", com um sorriso e tudo - Isso é raridade por aqui. Primeiro mundo é assim, ninguém rouba seu celular na rua, mas também não espere cordialidade das classes profissionais "superiores".
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Tati e demais preocupados com a estória do coelho: Eu dei sorte e minha orientadora não só é uma verdadeira mestre Jedi (do tipo sabida, famosa e muito boa - no bom sentido) como é um amorzinho. Não trapaceia, não passa por cima de ninguém, é super ética e querida, além de se vestir bem e me chamar pra fazer compras no meio de um congresso. Mas nem todos são assim.
Pensamentos sobre doutorado
domingo, setembro 14, 2008 Vida louca
Essa é uma piadinha interna para os mestrandos, doutorandos e demais, não sei quem é o autor mas quem me mandou foi meu irmãozinho que, mesmo não estando na vida acadêmica entende e sofre por ela, ficando noites e noites a fio acordado trabalhando em um poster pra mim (também, que mandou fazer essas coisas melhor do que ninguém??).
Neste momento trágico enquanto espero que a impressão do poster dê certo para apresentar em um congresso semana que vem e preparando um dossiê para uma bolsa, e obviamente, são 1 da manhã e tudo deve estar pronto amanhã as 8h. Ou melhor, hoje as 8h.
"Era um dia lindo e ensolarado, o coelho saiu de sua toca com o notebook e pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois passou por ali a raposa, e, viu aquele suculento coelhinho tão distraído, que chegou a salivar.
No entanto, ficou intrigada com a atividade do coelho e aproximou-se, curiosa:
- Coelhinho, o que você está fazendo aí, tão concentrado?
- Estou redigindo a minha tese de mestrado - disse o coelho, sem tirar os olhos do trabalho.
- Hummmm… e qual é o tema da sua tese?
- Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais das raposas.
A raposa ficou indignada:
- Ora!!! Isso é ridículo!!! Nós é que somos os predadores dos coelhos!
- Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu mostro a minha prova experimental.
O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois ouve-se alguns ruídos indecifráveis, alguns poucos grunhidos e depois silêncio. Em seguida, o coelho volta , sozinho, e mais uma vez retoma os trabalhos de sua tese, como se nada tivesse acontecido. Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho, tão distraído, agradece mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu jantar garantido.
No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho trabalhando naquela concentração toda. O lobo resolve então saber do que se trata aquilo tudo, antes de devorar o coelhinho:
- Olá, jovem coelhinho! O que o faz trabalhar tão arduamente?
- Minha tese de mestrado doutorado, seu lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive dos lobos.
O lobo não se conteve e farfalha de risos com a petulância do coelho.
- Ah, ah, ah, ah!!! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito. Nós, os lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos. Aliás, chega de conversa…
- Desculpe-me, mas se você quiser eu posso apresentar a minha prova experimental. Você gostaria de acompanhar-me à minha toca? O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte. Ambos desaparecem toca adentro. Alguns instantes depois ouve-se uivos desesperados, ruídos de mastigação e … silêncio. Mais uma vez o coelho retorna sozinho, impassível, e volta ao trabalho de redação da sua tese, como se nada tivesse acontecido.
Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos ensanguentados e pelancas de diversas ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos. Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme leão, satisfeito, bem
alimentado, a palitar os dentes.
MORAL DA HISTÓRIA:
1. Não importa quão absurdo é o tema de sua tese;
2. Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico;
3. Não importa se as suas experiências nunca cheguem a provar sua teoria;
4. Não importa nem mesmo se suas idéias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos…
5. O que importa é quem é o seu "padrinho/orientador/mestre sith"
Pois é...de volta ao trabalho.
Neste momento trágico enquanto espero que a impressão do poster dê certo para apresentar em um congresso semana que vem e preparando um dossiê para uma bolsa, e obviamente, são 1 da manhã e tudo deve estar pronto amanhã as 8h. Ou melhor, hoje as 8h.
"Era um dia lindo e ensolarado, o coelho saiu de sua toca com o notebook e pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois passou por ali a raposa, e, viu aquele suculento coelhinho tão distraído, que chegou a salivar.
No entanto, ficou intrigada com a atividade do coelho e aproximou-se, curiosa:
- Coelhinho, o que você está fazendo aí, tão concentrado?
- Estou redigindo a minha tese de mestrado - disse o coelho, sem tirar os olhos do trabalho.
- Hummmm… e qual é o tema da sua tese?
- Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais das raposas.
A raposa ficou indignada:
- Ora!!! Isso é ridículo!!! Nós é que somos os predadores dos coelhos!
- Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu mostro a minha prova experimental.
O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois ouve-se alguns ruídos indecifráveis, alguns poucos grunhidos e depois silêncio. Em seguida, o coelho volta , sozinho, e mais uma vez retoma os trabalhos de sua tese, como se nada tivesse acontecido. Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho, tão distraído, agradece mentalmente à cadeia alimentar por estar com o seu jantar garantido.
No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho trabalhando naquela concentração toda. O lobo resolve então saber do que se trata aquilo tudo, antes de devorar o coelhinho:
- Olá, jovem coelhinho! O que o faz trabalhar tão arduamente?
- Minha tese de mestrado doutorado, seu lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive dos lobos.
O lobo não se conteve e farfalha de risos com a petulância do coelho.
- Ah, ah, ah, ah!!! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito. Nós, os lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos. Aliás, chega de conversa…
- Desculpe-me, mas se você quiser eu posso apresentar a minha prova experimental. Você gostaria de acompanhar-me à minha toca? O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte. Ambos desaparecem toca adentro. Alguns instantes depois ouve-se uivos desesperados, ruídos de mastigação e … silêncio. Mais uma vez o coelho retorna sozinho, impassível, e volta ao trabalho de redação da sua tese, como se nada tivesse acontecido.
Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos ensanguentados e pelancas de diversas ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos. Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme leão, satisfeito, bem
alimentado, a palitar os dentes.
MORAL DA HISTÓRIA:
1. Não importa quão absurdo é o tema de sua tese;
2. Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico;
3. Não importa se as suas experiências nunca cheguem a provar sua teoria;
4. Não importa nem mesmo se suas idéias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos…
5. O que importa é quem é o seu "padrinho/orientador/mestre sith"
Pois é...de volta ao trabalho.
Notícias do interior
quarta-feira, setembro 10, 2008 Lá vem outro
A gente vomita, a gente fica tonta, a gente fica cansada, a gente emagrece mas depois engorda e eventualmente nunca mais emagrece, mas a gente lembra que tudo vale a pena quando escuta um coraçãozinho batendo muito acelerado e vê uma pessoinha de verdade lá do lado de dentro.
O primeiro vídeo deste retrógrado blog é um especial, diretamente lá de dentro da "belly"da mamãe. Antecipando possíveis perguntas semelhantes as do pai, a ameba tentando engolir meu nenê deve ser o útero se contraindo, a placenta, uma coisa dessas...eu sou TO, não obstetra ;-)
Quem estiver grávida que derrame a primeira lágrima... (ou as segundas, porque as primeiras já foram)
O primeiro vídeo deste retrógrado blog é um especial, diretamente lá de dentro da "belly"da mamãe. Antecipando possíveis perguntas semelhantes as do pai, a ameba tentando engolir meu nenê deve ser o útero se contraindo, a placenta, uma coisa dessas...eu sou TO, não obstetra ;-)
Quem estiver grávida que derrame a primeira lágrima... (ou as segundas, porque as primeiras já foram)
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