Sábado a noite, todos com preguiça e vontade absurda de ficar em casa e fazer nada. Em um surto natalino, Noelack pede para montar a árvore de natal. Mamãe que adora coisas de natal e seus derivados não perde tempo e dá-lhe caçar enfeites, luzinhas, alegria, alegria. Exausta pela intensa atividade física que é montar uma árvore de Natal, Preguiceiko anuncia que vamos comer pizza. Crianças ficam felizes com pizza, supõe-se. Nutricionack no entanto fala:
- Ah não mamãe, eu quelo arroz e feijão.
Mas como a Mamãe é a rainha (ditadora?) do lar, a pizza é feita (e por feita obviamente leia: descongelada + milho + espinafre - pra dar o efeito nutritivo e umas colheres de cream cheese - pra dar aquele efeito catupiry).
Mais tarde, entre guirlandas cheias de nó, homens de neve e enfeites de mãozinhas minúsculas no gesso de um nenezinho que virou moço, Papito pergunta:
- Então Zack, o que você vai pedir pro Papai Noel?
E Resoluzack sem titubear anuncia:
- Arroz e feijão. And candy.
É bom saber que mesmo se sua mãe não te ouve, sempre pode-se contar com o bom velhinho.
PS - Uma amiga grávida entrou outro dia em pânico porque descobriu-se falando horas a fio exclusivamente sobre bebês, como se nada mais na vida fosse importante. Eu tenho horror a conversas com outras mães que só giram em torno de bebês, acho chato mesmo quem só sabe falar sobre isso, como se a vida tivesse parado. Mas pensando bem...eu só escrevo sobre isso! E bom, cá pra nós, a gente continua se arrumando, trabalhando, fazendo ginástica (cof, cof) e tentando ser bem-sucedida na vida, mas quem quer saber sobre pesquisa, trabalho, trânsito, moda e outras coisas ainda menos importantes como política, economia, atualidades, mundo. Aliás, que mundo?
A conclusão que cheguei é que sim, há vida após a maternidade, na verdade depois que acaba a licença tudo volta ao normal incrivelmente rápido, alías, tudo sempre esteve lá. O que acontece é que essa vida se torna menos importante e bem menos interessante do que um sorriso de um dente só, frases engraçadinhas e abraços coletivos. Mais do que isso, as coisas do universo mãe passam tão rápido, enquanto a vida e suas outras coisas bem sérias continuam por lá. Então, é como eu disse pra minha amiga: Fica fria, daqui uns 18 anos passa... talvez 30...bom, não sei qual é o ponto onde seus filhos não são mais o centro do seu mundo, não quero nem pensar, porque este mundo é inexplicavelmente delicioso.
Assinado:
Keiko, a alien.
O que vem após a morte?
6 horas atrás