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Lar doce lar...

Após uma semana de sofrimento e exaustão (nunca pensei que repouso cansava tanto) cá estou eu, de volta ao lar...ai, ai, nada no mundo como a casa da gente. Bagunçada, zoneada, quase impossível de pisar, mas meu lar, doce lar, ufa! Pobrezack, que ficou uma semana usando a mesma roupa, a despeito dos meus protestos a distância mas que de acordo com o pai, ainda dava pra usar mais uns seis meses, tem de novo uma mãe e eu tenho de novo meu computador, minha cama, ah! A gente aprende a dar valor as pequenas coisas.

Então, estou com preguiça de contar pela milésima vez a mesma história, então assim, resumindo, está tudo bem, minha placenta está meio baixa, mas na pior das hipóteses vou ter que fazer uma cesárea (o que parece o fim do mundo por aqui), logo, de repouso até o final da gravidez, estou no limite pra diabetes gestacional, logo, sem doces nem carboidratos até o fim da gravidez (e quem sabe até o fim da vida, mas vamos por partes), o sistema de saúde quebecoise é uma tragédia do tipo em que o paciente fica uma semana internado e não vê seu obstetra, cujo consultório é há um quarteirão do hospital, em compensação, você come laranja e maçã em todas as refeições e lanches, além de ovo também em todas as refeições se você for vegetariana. Entrei no hospital com diabetes gestacional, saí com colesterol alto. Minhas dicas para não sair direto do hospital pro manicômio são: tenha muitos livros pra ler, não almeje falar com seu obstetra, pentelhe a residente até ela te dar alta, tenha celular com acesso a internet, faça amizade com as enfermeiras, lembre-se a cada dia que nada é tão ruim que não possa piorar. Pior seria se não tivessem nem ovo, se o marido não trouxesse comidas escondidas, se eu fosse analfabeta e como diz o Pollyanístico marido: E se você estivesse em Gaza agora, hein? - muito propício.

Enquanto isso, no mundo exterior, parece que eu perdi a chance de desfrutar do inverno mais frio da história com temperaturas de -30, Obama tomou posse eu assistí tudinho enquanto esperava minha alta, minha pesquisa está agora mais atrasada do que nunca, Desenvolvimentack virou realmente uma criança com idéias, planos, músicas e histórias completas, não sobrou nada do meu bebezinho, a nenê da barriga que quase saiu continua sem nome, sem quarto, sem enxoval, e a vida continua.

5 comentários:

Lilian disse...

Tenha bom ânimo, amiga. Tenho uma outra amiga (virtual, mas muito próxima), que teve diabetes gestacional, e assim q a bebê dela "caiu fora" a diabete se foi mesmo. Então, não fique tristinha, pois é bem possível que você possa voltar a comer doces de novo assim que a neném nascer.

Vamos orar para que tudo vá bem. Beijos.

Claudia Borboleta disse...

Nossa Keiko! Quanta coisa para uma gravidez só...Se bem que minha segunda gravidez de tranquila não teve nada. Quase caí e na tentativa de não cair fiquei toda dolorida, começaram as contrações fora de hora, muitas dores na bacia porque o bebezão era grande, e como era gigante (puxou o pai, claro) tive que optar pela cesarea, que não gostei. Bebê gigante nasceu com 4,090kg! E isso porque era sem diabetes gestacional. E eu ganhei 21 kg em menos de um ano!

cecisantiago disse...

Ai Keiko, ainda bem que vcs já estão em casa!!!!Ufa! Eu, por mais esquisito que parece trabalhando em um...odeio hospital!! Quando tivo meu filhote, mal acabara a cesárea..ainda na sala de cirurgia..já queria ir pra casa com meu rebento!Acho um saco! E olhe que por aqui o serviço é de hotelaria com direito a salmão, fillet e tudo mais! Casa da gente é tudo de bom! Segura a pequerrucha no quentinho aí,viu?-30, ninguém merece!
Que bom saber que está tudo bem! Beijão, Ciça

Lúcia Soares disse...

Tudo vai ficar bem.Não deixa de dar notícias desse lado daí.A torcida é grande! Deus é maior! Tudo faz parte. Não precisava ser assim, mas já que está sendo, pode ser um aviso pra você desacelerar. Ficar em forma total pra quando a Bebezinha chegar, né não?

Deby disse...

Graças a Deus está em casa.
Cuide-se, menina!!
bjinho