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8 coisas

Descobri outro dia lendo o blog da Lilian que quando alguém te "tag" é porque você deve fazer parte da corrente, fazer um post com o tema sugerido, como a Deby tinha me "tagado" outro dia. Também descobri no "Pensar Enlouquece" que essa coisa de "meme" funciona como uma forma de divulgação do seu blog. Eu tenho um certo bloqueio criativo quando tenho que fazer uma coisa pré-estabelecida, mas esse universo Blogal me surpreende a cada dia, é toda uma realidade paralela, meio Matrix isso, incrível. Eu, meio alienada, embora um tanto quanto viciada, vou aprendendo cada dia uma nova e vejo que ser "tagada" é inevitável... há de se corresponder...

Pois bem, a Lilian me "tagged" pra fazer um post sobre 8 coisas aleatórias sobre a minha pessoa. Pra não decepcionar a Lilian e como após o curso de estatística que fiz semana passada não me sobraram muitos neurônios disponíveis para lazer e como meu irmão veio me cobrar uma atualização nesse blog, lá vão as 8 coisas que fiquei rascunhando no cantinho do caderno enquanto o professor falava sobre variáveis latentes endógenas:

1- Eu casei com 18 anos. Não estava grávida, não me arrependi, não parei meus estudos pra virar dona de casa (profecias estas que me foram impostas na época por multidões de conhecidos, meu pai inclusive, tadinho.)

2- Eu toco piano e clarinete e embora não seja uma virtuose em nenhum dos dois, adoro saber música e principalmente ensinar para crianças muito pequenas, de uma maneira divertida e lúdica. Aliás, falando nisso, eu adoro a palavra "lúdica" e sempre tento encaixá-la no meio dos meus textos, eventualmente até tem a ver.

3- Eu fazia coisas estranhas pra ganhar dinheiro - Calma minha gente, o que é isso?! Isso não! Como meu pai era japonês e sempre fez questão de reforçar que "quem não economiza um tostão não ganha um milhão", lá em casa nunca teve dinheiro fácil. Eu nunca ganhei mesada e mesmo tendo empregada a gente tinha a lista de tarefas pra fazer em casa, sem pagamento. Pra ter um dinheirinho extra pro chocolate eu sempre arrumava alguma coisa. Vendia verduras pra vizinhança, que plantávamos na horta no fundo de casa, vendia chocolate na escola (é claro que neste caso eu nunca tinha lucro, já que ficava calculando quanto do lucro eu podia comer em chocolate), na páscoa fazia ovos de páscoa, no natal fazia caixas artesanais com cartões que combinavam, já voltei a pé pra casa pra economizar o dinheiro do ônibus, vendi Avon, Natura, dou aula de piano desde os 15 anos e nas férias trabalhava em uma livraria vendendo material escolar. Meu irmãozinho quando tinha uns 6 anos ficava vendendo pedras (não preciosas, pedras assim, do tipo pedregulho mesmo) e mais tarde tocando violino pelas alamedas da escola onde estudávamos pra ganhar uns trocados, até alguém ir perguntar pra minha mãe se a gente estava precisando de alguma coisa e ela proibí-lo de fazer isso. Hoje agradeço meu pai, eu certamente aprendi a economizar meus tostões, agora só estou esperando pra ver quando chega meu milhão...

5- Eu cantava em um conjunto infantil da igreja quando era pequena (sim, porque agora sou grande, embora não pareça), do tipo "Balão Mágico", praticamente como a Simony. Com esse grupo viajei meio mundo: Israel, Egito, Espanha, Holanda, Alemanha, Bélgica, Alemanha. Foi assim que meu espírito de caxeira viajante surgiu, penso eu. Depois disso sempre fiquei arranjando uma desculpa pra viajar. Movimentei o povo da minha classe no segundo grau pra nossa viagem de formatura ser pra Disney, arranjei congresso pra ir na Dinamarca e Noruega, decidi que tinha que estudar francês na França e enquanto estava por lá dei um pulinho na Itália. Agora estou aqui no Canadá, já coçando pra ir pra outros cantos.

6- Eu participava de uma sociedade secreta: Comedores de Passatempo Recheada com Todynho. A cada recreio (gente, que palavra velha essa "recreio", não?) lá iámos nós para um lugar secreto, longe da vista dos mortais para realizar nosso ritual macabro de divisão do pacote de Passsatempo (que tem 13 biscoitos, um problema pra dividir. Cada dia era a vez de 1 de nós ficar com um 1 biscoito a mais, coisa besta essa de número ímpar, ou coloca 12 ou coloca logo 16!). Se não me engano (em termos de memória eu posso sempre me enganar) alguém guardava a fitinha vermelha (aquela que se usa pra abrir o pacote) para fins estatísticos. Tudo acabou quando 2 dos 4 membros começaram a namorar e depois terminaram...foi o fim da sociedade.

7- Eu não choro em público. Desde criança, eu podia apanhar que só ia chorar no quarto.. É uma coisa séria essa, mas não importa quão triste seja o filme ou quão realmente emocionada eu esteja com uma situação, eu só consigo chorar no meu quarto, sozinha. As vezes fica até chato, a pessoa pensa que você não está triste e tal, mas não dá...é cada ser estranho...

8- Eu já adorei acampar em barracas, já cheguei a dormir ao relento, sobre uma folha de jornal na Serra-do-mar, não me importava de rastejar no barro, atravessar corredeiras por cordas, pisar em sapo, comer miojo com gosto de fumaça e usar coturno. Hoje em dia eu ainda gosto de aventura, mas já não me importo se após a diversão eu tiver um bom hotelzinho com uma cama king size, café da manhã abundante enquanto ando com minha sandália de salto...é, a gente muda.

Esse negócio de falar da gente é meio divertido, agora fiquei aqui lembrando de outras tantas coisas...vou esperar alguém mais me etiquetar de novo (ou sei lá eu qual é o termo traduzido em Tupiniquim...)

5 comentários:

Deby disse...

Amo esses menes pq a gente conhece mais de vcs.
Tb amo passatempo recheado com Toddynho e viajar (mais nunca fui tão longe como vc), mas não me vejo acampando. Já chorar!! Borro maquiagem, passo vergonha, fico com o olho vermelho, mas não consigo controlar as lágrimas.
Até na frente de professor, já chorei.
bjinho

Menino Azul disse...

Estou meio sem tempo,
mas duas coisas no seu post me fez pensar hoje. Um é que eu queria saber o site do camisaria.com e você me fez chegar lá, o outro é que talvez um dia eu coloque este post dos 8, alias eu preciso fazer isso um dia né.
Abraços

Lilian disse...

Então, "meme" é mesmo aquela coisa de caderno cheio de perguntas pra todo mundo preecher. A Wikipedia explica aqui o conceito científico, criado por Richard Dawkins para se referir a uma "unidade de informação cultural" que se propaga de uma mente para outra semelhantemente a genes:
http://en.wikipedia.org/wiki/Meme

"MEMES" na internet:
http://en.wikipedia.org/wiki/MEME

E "tag" tanto significa "etiquetar" como a velha brincadeira de "pega-pega," não sei se vc sabia! :) neste sentido "I tagged you" poderia ser traduzido como "te peguei."

Adorei suas coisas aleatórias. 1) Acho q foi um sinal de maturidade vc ter casado com 18 anos, parabéns! 2) também acho a palavra "lúdica" ótima! 3) Legal, eu queria ser assim -- sabe q criança americana é criada assim, sempre arranjando um jeitinho de trabalhar (baby-sitting, lemonade stand, etc). Eu não sou nada empreendedora (mas sou econômica, pelo menos isso! ;)
4) VOCÊ PULOU O 4!! não vale!
5)ahhhh... o vírus de viajar... já nasci com essa coisa, parece :) Mas vc foi muito privilegiada, dona "Simony" do Kaka...
6) Haha, muito engraçada esta sociedade secreta
7) q barra essa de não chorar em público. Deve dar muita dor na garganta (ou vc nem fica com nó na garganta?)
8) ai q legal q vc descia a serra com o pessoal... eu nunca fui muito aventureira, mas gosto de acampar.

Acho q vou "te pegar" para outros memes, hein? Vale "meme" antigo? Eu tenho um bem legalzinho q eu inventei ;)

Keiko disse...

Deby: quem não ama passatempo com Todynho ou é doente da cabeça ou...das papilas gustativas??? Nós sim é que sabemos o que é bom!

Lilian: Pelo seu super científico comentário com direito a referências, diz-se que vc, hummm, está escrevendo uma tese?? Será??
Pois é, parece que eu cabulei a aula que ensinava a contar do 1 ao 8...agora nem vou consertar...
eu fico com muito nó na garganta sim, mas o choro não sai, nem se eu fizer força!

Nyrlei disse...

Nossa, estou quase emocionada, Não sei se isso é bom ou ruim, mas parece até que a lista é minha...Profetizei no item 1, também torturei o Santana e o Arbex na mesma época, Integrei a quadrilha de tráfico de chocolate (produto ainda ilegal na Escola Adventista de então), protagonizei o que, na sua mente imaginativa, causou o fim do Clube da Passatempo (cuja legalização eu não compreendo até hoje, já que suas propriedades alucinógenas podem ser facilmente comprovadas), nem vou comentar o item 7, e ainda dividi o jornal na fatídica noite do item 8...

Se você fosse famosa, eu ia cobrar direitos autorais!!