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Escrevi semana passada e chorei tanto que esqueci de publicar!

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Filhotinha gostosinha, nervosinha, safadinha, deliciosinha, espertinha, cheia de personalidadezinha.

3 anos de você não tem sido qualquer coisa. Três e como?? Não faz nem um dia que era madrugada de um mês antes do que era pra ser e você decidiu que já estava bom, vamos sair que o mundão era grande demais pra ficar perdendo tempo lá dentro no escuro. E com a luz do mundo de fora, veio minha menininha, bochechuda desde o dia 1. Irresistível e perfeita, meu pedacinho de mundo.

No seu primeiro banho você ficou vermelha da cor de uma lagosta e nem o banho de luz fez você se acalmar, de óculos de sol e luzinha quentinha pra mandar embora o amarelão você já batia perna e mostrava que não veio ao mundo pra ser contada história. Você veio pra contar a sua, pra escrever com graça, caras, gestos e frases tão únicas a sua própria, e mudar de quebra cada linha da nossa.

Em 3 anos não tem uma pessoa que te conheça e não se apaixone. Quer seja dizendo que você é "tão fofa" - com a nossa total concordância, ou dizendo que você "tem uma personalidade forte, não?"- com o que também temos que concordar. Quer seja pela fofura ou pela tal personalidade, você quase sempre consegue dobrar qualquer um. Na hora de dormir você faz uma carinha de matar, coloca a mãozinha no meu peito e pede em um tom completamente inegável: "Mamãe quentinha, dorme comigo só um pouquinho?!" - e é assim que em 85% das noites nos últimos 3 anos eu acabo capotando com você bem abraçadinha e acordo toda torta, de maquigem na cara e roupa de trabalho as 2 da manhã. Nos outros dias você diz: "Eu quelo ficar sozinha"com a mesma ênfase, mas as vezes, horas depois você grita chamando a mamãe pra passar um creminho na barriga que coça, colocar um bandaid em um machucado invisível. De todo jeito, eu tenho que te confessar, que estas horas de abraço apertadinho, mãozinha no meu peito e você inteirinha enroladinha colada comigo são as horas que eu mais amo no meu dia, que eu me sinto mais inteira, que me fazem rir por dentro e chorar por fora ao pensar que estes momentos não podem ser congelados e guardados pra sempre. Muito ao contrário, 3 anos se passaram e eu não tenho a menor pressa que eles continuem passando, porque eu não quero nem pensar como vai ser triste o dia que você enroladinha não encaixar mais em mim.

Sabe Ninoquinha, Maluquete, Mamita Gordita, Nineta... é difícil mesmo definir quais são as coisas que mamãe deveria enfatizar nesses seus 3 anos. Você é mesmo uma definição completa de um raio de sol. Você nos faz rir de um jeito sem explicação, porque filha, você é engraçada! Você desafia nossas melhores concepções de educação com suas sempre novas e desafiadoras ideias. Você sonha com aranha e decide que tem que passar o dia de meia para a aranha não subir no seu pé. Você sabe exatamente qual penteado quer em qual dia (pony tail- "bem alto", cocotinha, maria chiquinha, duas trancinhas - porque o Zack gosta, ou trancinha de ladinho - igual a mamãe). Você é capaz de contar seu dia inteirinho em detalhes, gestos e frases sem parar de falar por mais de 30 minutos - não é exagero, você consegue! E sim, você só tem 3 anos. (Mensagem para o marido no futuro: Viu, não diga que eu não avise!), quer dizer, você só tem 3 agora, mas faz isso desde os 2. Aliás, perdi as contas de quantas vezes eu já escutei: "Mas ela só tem 3 anos?? E fala assim? E dança assim? E canta assim?"- É, Tutuca, você é assim!

Você, minha mocinha, é completamente louca de paixão pelo seu papai. E é só ele ter que ir pro Brasil que você fica triste, e chora, e sofre de cortar o coração. E é por isso que quando você acorda de manhã e vem pra nossa cama, é seu papai que você quer abraçar. E eu acho vocês dois a coisa mais linda de ver, parecem um ursão polar abraçado com a ursinha panda. Sério, parece muito! E é óbvio que a loucura é recíproca. E como não ser!

Não preciso falar das suas proezas, de como você pega um lápis certinho e já desenha um "happy face"e um sol com muitos raios! Não vou falar de como acho lindo você usar sempre plurais corretamente com sua linguinha presa no "S" e do seu vocabulário enorme pra sua idade. Não vou falar como na escolinha suas amiguinhas ficam completamente enlouquecidas quando você chega e vêm correndo e gritando: "My Nina"e saem no tapa (literalmente) pra te abraçar até que todas caem no chão... em um ritual que eu agora acho engraçado, mas olhando de longe dá um certo medo! - Então, não vou falar sobre nada disso porque a sua mãe não é assim, sabe, de contar vantagem, de não saber falar de outra coisa que não seja você e absolutamente não acha que você é a menina mais linda e esperta do mundo (mas que você é, isso é um fato!).

Já falamos do seu pai, da sua mãe e agora falta seu irmão. Ai filha, você veio assim achando que só estava nascendo sem muitas pretensões. Mal sabe você que, enquanto eu e seu papai já éramos pais antes de você, você veio mudar por definitivo a vida do Zack, que com você virou irmão. E que irmão. Acho que faz parte do papel de irmão mais velho cuidar e proteger, mas o seu irmão, ele tem gosto, sabe? Ele veio falar ontem "lembra mamãe, quando a Nina era bem pequenininha assim? (fazendo com a mão o tamanho de uma caixa de fósforo, mais ou menos). Seu irmão além de ser seu defensor e protetor, é também seu fã. E é pra ele que você vai quando tem que ir até o quarto trocar de roupa mas não quer ir sozinha, quando você precisa de ajuda pra subir em algum lugar, pra fugir do monstro (vulgo Papai). Vocês dois são a aliança do poder. Você e o "Seu Zack", como você faz questão de enfatizar, vão ser assim, vocês dois pra sempre, eu tenho certeza. E isso também aquece meu coração nestes seus 3 anos, de saber que, Deus queira, vocês vão ter vocês pra sempre.

Seu aniversário foi uma festa do chá japonês, com logos e coisinhas com a sua cara! Aprovados por você, é claro! Mas mais do que cupcake enfeitado que você tanto ama, bisnaga de brigadeiro que mamãe fez mais pra ela mesmo, o que eu espero que você lembre destes seus 3 anos é saber que com 3 você já é tão você, e nós, somos tão unicamente nós, por causa desse pedacinho de gente que acorda falando "ei!" pra quem estiver por perto, que fez os últimos 3 anos mais cheios de amor e presilhinhas, de risadas e apertos beeeem fortes. Tão bom ter você!

Feliz Aniversário filhinha! E se der, não cresce mais não?

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Autoestima

Eu já li e já ouvi muitas vezes que uma das habilidades mais importantes a se desenvolver em uma criança é a autoestima.

Criança que tem confiança em sí e que acredita ter a capacidade para vencer desafios não se deixa abalar pelas adversidades, é resiliente. E é aí que entra também a discussão sobre o excesso de incentivos "falsos" que pais podem dar, no sentindo de dizer que tudo que a criança faz é bom, bonito, o melhor e tal. Ao contrário do bom incentivo e na medida certa para que a criança perceba que, merece sim os créditos por algo bem feito, o reforço positivo, que a fará eventualmente acreditar que pode realmente fazer o que quiser, desde que esforce-se para tal. E mais que isso, que ela realmente sabe como ser ótima, independentemente do que outras pessoas possam dizer.

Daí que você tenta fomentar este tipo de autoestima, aliada à uma confiança inabalável também em Deus, ou seja, juntos, você e Deus sabem como ninguém como ser uma pessoa sábia, correta, querida e feliz. Daí vem o seu filhote de cinco anos e aos prantos diz que não quer vestir a camisa do "Cookie Monster", porque algum amiguinho falou que aquela camisa era de bebê. Não só falou como chamou outras crianças para confirmar sua tese. A camisa que semana passada ele escolheu e pediu pra vestir. Depois que a vontade de sair e fazer justiça com as próprias mãos, dar um soco na cara do moleque e falar que "bebê é você, seu otário! Vai mexer com alguém do seu tamanho", você pensa que talvez, só talvez, esta não seja a melhor solução, se recompõe e com toda a calma do mundo bate um papo cabeça sobre ser ou não ser, acreditar no que os outros dizem, quem são seus amigos, quem é você e o que fazer quando alguém fala alguma coisa que você não gosta. Troca-se a camiseta, sai o menino pra escola, fica a mãe pensando que cada vez mais ela sabe cada vez menos, e lá fora o mundo cresce sem controle.

As vezes eu acho que exagero. Que esta é realmente só uma questão sobre gostos de camiseta e um menino meio bobo (não o meu, obviamente), contra um menino muito bonzinho (o meu, obviamente) tendo uma discussão mais boba ainda durante o recreio. Mas e se não for? Saudade do tempo que minha única preocupação era a cor do cocô, e uma leve impressão de que mais fácil não fica.
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Atualizações

Este negócio de facebook (fala a senhora no fundo da sala, agulha de crochê em mãos, que ainda acha que Facebook é novidade) está acabando com a já pouca frequência de postagens por aqui. As coisas acontecem e o ritmo de lá é tão mais rápido do que o de cá, e não necessita parágrafos introdutórios nem explicações. Joga-se a frase solta e pronto. Tchi-bum (foi a melhor onomatopéia que eu achei pra atualização!Certeza que não faz nenhum sentido), tá lá, todo mundo vê, comenta e curte... será este o triste fim do blog? Espero que não. Porque o objetivo daqui era prover algo da memória que me falta para Ninoca e Zackolino no futuro rirem de sí, e das fofurices, e dos causos da vida de cada dia... e no Facebook, vai que ele some que nem Orkut? Pelo menos no blog eu tenho todos os textos no email! Medo!

Bom... vou colocar umas coisinhas exclusivas aqui que é pro Sr. Blogger não ficar tão chateado, o tema de hoje são "Jogos":

Ninoca e um dos nossos sempre divertidíssimos papos-cabeça na volta da escolinha:
- Olha mamãe, é um jogo...
- Como é, filha?
- Eu falo alguma coisa e você fala: "que gostosa!""

Vejam bem que eu venho jogando isso há tanto tempo que ela achou que era hora de formalizar a situação.

Enquanto isso, no mundo dos que vão à escola "dos grandes"... Competitack veio me informar que para o seu aniversário (de 6 anos, daqui há 5 meses) ele está organizando um campeonato com as meninas... com as meninas ? Sim, me explicou o moço, com as meninas, porque os meninos já estão convidados, mas as meninas...ah, as meninas, vão ter que participar em uma série de jogos (que incluem amarelinha, desenho, partida de BlayBlade e jogos de neve) e só as campeãs serão então convidadas para a festa. O motivo, explica ele para uma mãe horrorizada, é que não dá pra chamar todas as meninas para a festa! Prova disso é que os seus amigos mais próximos só chamaram os meninos, inclusive, a mãe do Albert disse que ele não poderia chamar ninguém da escola para festa de 6 anos, mas só para a de 7. Aparentemente existe uma política de festas no nível escolar que eu ainda não domino. E nessa eu fiquei sem saber se achei um horror o meu filhotinho estar estabelecendo tais regras (e como eu disse pra ele, você deve convidar quem é seu amigo, e amigo não tem que fazer nada pra merecer sua amizade), ou se isso faz parte do processo social. Acho que eu não estou pronta para lidar com este mundo de escola onde a gente tem tão pouco controle da situação. Então eu decidi voltar no tempo uns 3 anos, só para eu me preparar melhor...

Eu acho... só acho que essa coisa de jogo está meio que exagerada aqui em casa... vou ter que revisar as noites de jogos que fazemos com os amigos, e talvez o meu comportamento durante as mesmas. Chegou aquele momento definitivo onde você se depara com o inevitável: seus filhos são você. Medo! O mundo está mudando muito rápido! - Diz a senhora no fundo da sala, agulha de tricô em mãos e uma leve impressão de que nada disso tem volta...




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Desabafos de uma mãe doutoranda

Esta semana eu dormi no total, 9 horas, desde sábado. Não é exagero, acabei de contar. Hoje é quinta.

Acho que cheguei no ponto em que posso dizer seguramente que nunca estive tão cansada, tão estressada, tão sem paciência e com tanto sono na minha vida.

Nesta semana: esqueci de abastecer o carro e fiquei sem combustível no meio da ponte, tive que ser guinchada até o posto e contar com a imprescindível ajuda dos amigos queridos (valeu mesmo Márcia e Silvio) para ir buscar os filhos nas respectivas escolas. Esqueci a chapinha ligada um dia inteiro e quando eu voltei a pia estava fervendo (e não, eu não passei a chapinha no cabelo de manhã, porque eu basicamente achei legal ligar a chapinha e ir embora), saí de casa sem casaco (num frio de -9 graus) e só percebi quando cheguei no trabalho (tá bom, foi semana passada, mas ainda entra na conta do descerebelamento), Atrasack chegou na escola atrasado dois dias, perdeu aula de violino e natação.

Só pra se ter uma ideia, cheguei no ponto de passar no drive-thru do McDonald's, comprar o lanche e deixar as crianças comerem assistindo televisão enquanto eu solenemente escrevo este post, pela pura e simples falta de força física para fazer janta ou subir a escada e botá-los pra dormir. Tamanha é a gravidade da situação.

Em compensação, eu analisei 500 páginas de estatística (não é exagero, eu abri uma resma de papel sulfite e gastei-a inteirinha - aliás, faltaram ainda algumas páginas), enviei dois artigos para publicação e submeti 2 resumos para conferências e uma "aplicação"de pós doutorado de 123 páginas (também não é exagero), além de avaliar 3 novos pacientes para minha pesquisa.

Sílvio: - Você quer trocar esta vida acadêmica maluca e este título de PhD inútil por uma noite inteirinha de sono e uma praia com água de côco e tempo para brincar com seus filhos?
Keiko: - Siiiiiiiiiiiiiim!

PS - Maridex está no Brasil esta semana, e é quando eu tiro o chapéu para qualquer mãe solteira. Eu não dou conta.

PS 2 - Você, mãe dedicada e companheira de guerra que estiver sentindo-se a pior mãe por ter ignorado seu filho por 5 minutos por qualquer razão bem justa, não se acanhe, lembre-se que em algum lugar do mundo sempre tem uma mãe pior que você.




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As aves que aqui gorjeiam...

Em qual dessas palmeiras eu encontro o tal sabiá?


Diz a lenda que uma vez que você deixa seu país natal, nenhum lugar mais te pertence e você não pertence a nenhum lugar. Eu ainda não me livrei dessa coisa de voltar ou ficar. Basta uns dias nos Brasil, uma prainha perfeita e umas águas de côco, uns amigos tão queridos que conhecem meu passado mais que eu, uns irmãos, uma família que faz sentir que você pertence ao mundo, muitos priminhos nacionais para brincar com os priminhos gringos e pronto, eu volto pra cá sofrendo. Fazer a viagem do positivo pro negativo na temperatura e na vida não ficou mais fácil depois de quase 7 anos de Canadá.

Se a terra de lá tem palmeiras pra sabiá nenhum botar defeito, a de cá tem uns pinheiros até simpáticos que insistem em ficar verdes mesmo no inverno.

Não é que falte primores nesta terra de cá. Lá não se faz pesquisa como cá e dificilmente eu iria viajar e sair apresentando meu trabalho por aí se estivesse na terra de lá, com o tal do sabiá (foi só pra rimar, confesso). Por outro lado, poucos primores se comparam ao fato de ir dormir com uma sacola cheia de roupa suja e ao acordar encontrá-las devidamente lavadas, passadas e dobradas ao seu lado. Sim, eu disse passadas. Minhas roupas mal resistiram a tal brutalidade, não viam ferro há anos.

Vamos combinar que as aves daqui não tem medo de assalto e normalmente não ficam horas no trânsito para qualquer deslocamento. Elas moram em casa com quintal e parque no fundo, sem muro e com cara de série de TV. Por outro lado, elas não gorjeiam mesmo, porque quem é doido de sair gorjeando num frio deste. A pobre ave antes de pensar em gorjear tem que botar casaco, bota, meia, luva, cachecol e dar sorte para o ônibus passar na hora que ela chegar no ponto. Se não, meu amigo, não há gorjeio que o faça. Sabiá sente falta de sair de casa com a roupa que está, assim, em menos de 20 minutos, pra poder gorjear em paz.

Não ajuda o fato que lá é só férias e aqui só trabalho acumulado. Acho até que Brasilina e Nacionalack vão acabar com uma visão bem distorcida do Brasil... meio mesmo à Gonçalves Dias... da terra que tem Palmeiras onde a gente pode subir, dos primores de comer vários picolés por dia, almoçar pastel, poder comer qualquer besteira "desde que seja bem nacional"(sic Zack), e brincar o dia inteiro com primos e amigos até cair de cansaço. É óbvio que encontremos mais prazer nós lá.

Espero que a nostalgia vá embora com a marquinha do biquini, porque este saudosismo não faz bem para um coração em abstinência de pizza de catupiry.



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Conversas de Ninoca

Tagarelina nunca teve problema pra falar.

Desde os 18 meses a bichinha desembestou a não há quem a faça parar de falar, de cantar, de repetir... e mais recentemente, de analisar o mundo e os fatos. Ela acorda falando e passa assim o dia inteiro. Ela senta na mesa do restaurante e com a maior cara de gente resolvida me olha no olho e solta:
- Hello mommy... how are you today?

Mas as análises são o fenômeno de interesse aqui. Análise de criança de 2 anos é deveras relevante, toda grande descoberta científica começou assim. Porque se cidadão pode sair pelado pela rua gritando "Eureka!" e ficar famoso, não é minha Genina que não vai ficar famosa por conclusões fundamentais para explicar os mistérios do universo como neste extrato de apenas 5 minutos (dos mais de 45) do nosso papo na volta pra casa hoje, que sintetizam a abundancia, profundidade e genialidade do ser:

Mamãe... a placa é verde, a luz é verde... mamãe (veja bem que faz parte da genialidade identificar o interlocutor, todo pesquisador sabe que não se deve sair assim desperdiçando e compartilhando descobertas importante com qualquer um), olha a lua! ...mamãe...eu brinquei com a Nadine hoje... minha Nadine! (revisão de conflito esclarecido anteriormente) é, na escolinha, amiguinha... mamãe... eu não tenho piu piu, só o Zack! (arremate com intonação positiva e afirmativa de quem realmente sabe do que estea falando).

Essa menina vai longe...

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Tradições de Natal


Gente!!! Me recuso a acreditar que Dezembro chegou. Fico besta como o tempo insiste em passar mais rápido a cada dia. E não importa quanto tempo você não tenha para entregar as provas a tempo, comprar presentes para levar para o Brasil a tempo, enviar os artigos a tempo e analisar seus dados a tempo, o tempo passa.

Eu gosto de Dezembro, sabe? Gosto de natal e tradições que existem na minha mente mas as quais eu executo com devida limitação de tempo e preparação, mas executo. De tudo que eu não faço, as tradições de fim de ano são parte das coisas que eu faço, custe o sono, custe os artigos, custe o que for, a gente faz e pronto.

Nossas tradições aqui são:
1. Ir ao concerto de natal da Jenifer Gasoi, uma cantora meio jazz, meio blues, meio pop e completamente queridinha com a qual fizemos aula de musicalização em ume época e desde então fomos à todos os concertos, mistura de clássicos de criança, de clássicos de Natal e de Hannukah (o concerto acontece na biblioteca judia), com ótima banda ao vivo, nada de efeitos especiais, bolhas soltadas pela própria Jenifer no meio do show, muita pulação, danças espontaneas e batidas de palma... tudo de certo e bom.

2. A partir do primeiro de dezembro nós lemos um livro de natal por noite, regado ao chocolate quente com marshmallow, à luz de velas. Esta é minha favorita.

3. Montamos árvore de natal colocando o enfeitinho de gesso com as mãozinhas do "primeiro natal" de cada um, e a cada ano é uma surpresa (bem melancólica) ao constatar quão grande estão as mãozinhas neste ano, em relação àquele primeiro natal...

Adoro natal. E vocês, que ainda eventualmente aparecem por este canto cheio de sapatos empoeirados...quais são as tradições de natal e fim de ano por aí?