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Sintonizando

E bom, estamos de volta a nossa programação. Amanhã recomeça a vida, aliás, tem coisa mais antipática do que recomeçar a vida? Especialmente depois de um natal e ano novo recheados de família,vida mansa, comidinha na mesa, fraldas trocadas pela vó e pasmem, grama...sim, porque em algumas partes do mundo existe grama (e verde!) em pleno mês de Dezembro, eu tinha esquecido disso. Dois dias no freezer e eu já esqueci a cor da grama. É assim, sorte de quem é daltônico numa hora dessas, o mundo por aqui fica em um tom ótimo, tudo branco, nada de verde pra confundir com vermelho, meu pai (que era daltônico) ia adorar.

Já voltei mostrando à 2008 a que vim. Mal cheguei e já fui esquiar, sim, porque 2008 será um ano atlético.

Em seguida, passei o dia fazendo faxina, aquele espírito da mulher de verdade, moletom largo, cabelo preso com piranha, espanador na mão (ok, sem espanador na mão, mas só porque eu não tenho um, aliás, sempre quis ter, acho espanador assim, tão cara de faxina) e um ímpeto raro de jogar tudo fora, metade da casa tá no lixo, pelo menos até Princhuco voltar e recuperar metade dos ítems da lixeira. Sim, porque 2008 será um ano organizado.

O próximo ítem na lista era ler uns textos e me preparar pra aula de amanhã, porque 2008 seria um ano de mais estudo com antecedência e menos tempo de blog, mas aí não aguentei e me deu uma vontade de escrever só um pouquinho, ler só um poucão, largar aquele balde no meio da casa comer um pacote de Calipso. Sim, porque 2008 será um ano igualzinho 2007 - e que assim seja porque cá entre nós, chega um momento na vida que você percebe que já que é pra fazer resoluções e não cumprí-las, é melhor não fazer nenhuma. Só não me sinto tão mal porque até o Drummond era dos meus: "A minha vontade é forte, mas a minha disposição de obedecer-lhe é fraca" (e pra bom preguiçoso meia citação basta). E se o moço fez tanta beleza com a a disposição fraca, de repente até sobra uns versos da minha falta de disposição também. Pois é, esse ano vai sendo como for.
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Agenda

Semana passada andei meio ocupada organizando um chá de bebê e sendo mãe solteira enquanto o marido Princhuco ainda estava no Brasil. Baixei minha carga de trabalho pra um dia só por semana, o resto pra pesquisa e pra Princhuqueto, que agradecido, deu pra desembestar a falar, cantar tudo que ouve, tocar piano no ritmo e fazer denguinho.

Essa semana estarei meio ocupada comendo todos os doces que eu expressamente pedi pra Princhuco não trazer do Brasil, mas me conhecendo como ele só, ele trouxe assim mesmo, com medo da morte em caso contrário. O Chocotone Bauduco foi a primeira vítima e já está pra lá de um terço comido. Não vou nem contar sobre a cena em que uma mãe histérica ataca um pai inocente que ousa comer a última chocolícia do pacote (também não vou contar que a madame em questão tinha comido o resto do pacote inteiro). Ah sim, a dieta vai bem, obrigada.

Enquanto isso, no mundo exterior, ele está de volta:


Não, não - não é o carrinho de supermercado, mas sim, o inverno. Longo e tenebroso como há de ser (perceba também o talento nato da pessoa aqui para tirar fotos, que enquadramento, que ângulo perfeito!). E é em um dia como esses (quinta passada) que você percebe que sua sanidade foi mesmo para o beleléu quando decide que TEM que ir ao shopping comprar uma bota marrom e um casaco marrom. Cata a criança, bota gorro, casaco, cachecol e casaco e vai-se. O freio do carro não freia (derrapa um bom tanto até finalmente parar), o limpador de pára-brisa não limpa o pára-brisa (a neve é meio dura então não se limpa como chuva), você não enxerga nada, quase morre, mas mesmo assim volta feliz, sem ter comprado nem casaco nem bota marrom, mas com algumas blusinhas novas e isso:


É ou não é uma coisinha fofa? Provavelmente eu seria mais feliz comprando um novo par de Havaianas, mas...quem não tem castelinho de areia, caça com boneco de neve.

Nada como uns docinhos no bucho pra te ajudar a ver o lado positivo das coisas.


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Mural atrasado

Bibi e Deby: Parece improvável, mas pasmem, eu também já tive meus dias sem doces. Primeiro, durante 1 tórrido e longo, longo mês antes do vestibular da FUVEST. Alguém disse que se ficasse 1 mês sem açúcar e na hora da prova comesse de novo o cérebro receberia uma super dose de endorfina e pronto. Se era verdade eu não sei, mas que funcionou, funcionou, se foi por causa disso, provavelmente não, mas enfim, eu provei que posso. O difícil foi só fazer a prova e comer o tanto de chocolate que eu levei. Não, sério, foi engraçado, eu tinha um saco de chocolate, era uma questão, um chocolate, outra questão, uma passatempo recheada...
Segundo, durante os 4 primeiros meses de gravidez (explica- se sua condição, Bibi). Eu só conseguia comer maçã, alface e bolacha água e sal. O resto eu não podia nem cheirar, vai entender.

Bibi: Consegui uma vaga na creche da McGill, onde eu estudo, que é em inglês. Mas coloquei o nome dele na lista de espera no dia que eu saí do hospital com o resultado do exame de sangue. Quase 2 anos depois, ainda teve toda uma história de persistência, chatices e confusões para realmente conseguir a vaga, mas agora ele está lá!

Flávia e Lilian: É por causa de tipos como vocês que o mundo não é um lugar de gordinhas felizes :-). Tem também aquelas que de fato fazem coisas absurdas como dieta e exercício. Fala sério, essa coisa de perder peso sem querer, não gostar de comer...ô inveja! Tenho uma amiga que é bem desse estilo, até esquecer de comer ela consegue, enquanto eu não paro de lembrar...fazer o quê? Malditos genes banhados à banana frita, pão de queijo, biscoitinho de polvilho. Se bem que os seus (Flávia) também são, não? É, então é só falta de vergonha na minha cara mesmo.

Mariana: Bem vinda ao clube, puxe uma cadeira, tire os sapatos e...vai um chocolatinho? Um pãozinho de queijo com requeijão então? Que nada, continue firme na sua dieta, dou o maior apoio. Só não me conte se você emagrecer porque nesse caso, eu vou acabar tendo que me convencer que essa coisa de dieta funciona.

Sandra: Os casacos "clássicos" daqui, "orgulhosamente feitos no Quebec, para o frio do Quebec", são da marca KANUKI. Eu particularmente não curto o estilo, mas que eles são super quentes e leves, isso são. O meu (e digo "o" meu porque você fica usando o mesmo casaco durante pelo menos 4 meses, todos os dias, sem lavar...argh! Pois é, mas isso é assunto pra outro post) eu comprei na "Le Monde des Athletes" e é super bom também, não passei frio, na medida do possível. Aparentemente, o importante é que ele seja "recheado"de pluma de ganso (porque é quente sem ser pesado), de tecido impermeável (pra não molhar com a neve) por fora e de preferência de "polar" por dentro (um tecido tipo o soft que um dia foi moda no Brasil), com gorro (eu particularmente odeio toca porque o cabelo fica todo amassado, entao só uso o gorro do casaco), sendo o gorro removível (pra você usar lá por Março quando não está mais tão frio assim) e com pluminhas em volta (as do meu também são removíveis - a pluminha ajuda a neve a não entrar no seu olho quando você está andando), de ziper, mas com uma cobertura sobre o ziper que pode ser de botão ou velcro (para não deixar o vento frrrrrrio passar pelos buraquinhos do ziper), deve ter um elástico por dentro na manga, pra não deixar a neve, nem o vento entrarem e longo (o meu é até o meio da canela, ou seja, até a altura que a bota vai). Veja na etiqueta até que temperatura ele aguenta (em geral, os bons devem aguentar até -30). Para as crianças é legal ter 2 peças (comprei o novo do Zack ontem, na loja "Souris Mini", eles tem uns super fofos. Ano passado comprei na "Bleu et Rose", mas essa eu não sei se tem em Quebec), um macacão por baixo e a jaqueta por cima, seguindo os mesmos critérios. As 2 peças dão mais liberdade de movimento (porque ao contrário dos adultos que fogem da neve, as crianças se esbaldam e brincam MESMO. Na creche ou escola eles brincam todo dia do lado de fora, a não ser em condições extremas= menos de -30, ou tempestade de neve).Vixe, só de falar deu frio.
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O início do fim

Depois de 2 anos você já fica esperta...

Vai chegando o fim de Agosto, um vem vindo o outro indo, tudo discretamente.

Um dia você sente um ventinho e resolve não sair de saia, outro dia coloca um casaquinho de malha, outro dia um de lã e quando você menos percebe lá está você, cinco camadas abaixo das suas roupas, só o nariz, escorrendo, pra fora.

Como aqui em casa o funcionamento é sempre de última hora, ao perceber o fim iminente, a cadeirinha de bicicleta (coisa de lugar onde bicicleta é realmente um meio de transporte) de Passeack foi finalmente instalada, em um último movimento desesperado para aproveitar qualquer raio de sol restante. Os pais atléticos resolveram jogar um pouco de tênis (no caso da mãe, chame de jogar tênis qualquer coisa parecida com correr atrás de um bolinha, com uma raquete na mão, sem que uma necessariamente encoste na outra ) com a ajuda dos amigos babysitters entretendo Gandulack, que corre atrás das bolinhas, quase sempre com o intuito de comê-las.

Também passamos o dia inteiro fora (o dia começando às 15horas, horário que os pais organizados conseguiram sair de casa) , na "Fête des Enfants", um evento do dia das crianças daqui, comemorado no parque com brinquedos infláveis gigantes, caixas de areia com megablocos, milho cozido (que Galinhack come na espiga e adora, só perdendo para a areia, que ele também come e adora), e outras tantas atividades para crianças de todas as idades, uma grande comemoração do início do fim.

É Inverno, não adianta disfarçar, eu sei que você está chegando.



Aventurack aproveitando os últimos raios do Astro-rei em um dos infláveis gigantes da " Festa das Crianças"
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Cancela a dentadura

Fui tirar uma foto de um certo banguela sorridente aqui em casa semana passada e quando olhei a foto ampliada na tela, eis que vi algo despontando...sim, era um dente!

Alegria, certo? Errado. Ou melhor, alegria de dia, quando ele pode rastejar pela casa procurando algo pra morder, pesadelo de noite quando todos dormem e ele...continua procurando algo pra morder, penso eu. Eu que já estava pensando em encomendar uma dentadura para Banguelack, cancelei o pedido e troquei por um opiáceo qualquer que faça o menino dormir em paz, o pobrezinho.

Fomos a um retiro espiritual com o pessoal da igreja neste fim de semana, uma amiga atenta notou um companheiro ao lado do primeiro semi-dente, agora são 2. Esse tipo que anda em bandos, fazendo meu menininho sofrer. A sorte deles (dos dentes) é que, eventualmente, eles servirão pra outra coisa que não causar desespero e morder o queixo da mãe, se não, estariam "na roça", ninguém causa dor no meu filho e sai impune!

Pra compensar o estresse dentário, no tal do retiro e depois dele, nos divertimos um bocado (perceba o trocadilho...). Eu que ainda duvidava de quanta diversão podíamos ter na neste clima de pólo norte, tive minhas últimas dúvidas dissipadas. A vedete do fim-de-semana foi a "glissade", algo como tobogãs gigantes de neve, onde você desce escorregando em uma bóia. Princhuquinho-das-neves até queria ir também, mas pra ele só passeio de trenó e escorregadorzinho miniatura em esquema de rodízio (papai vai, mamãe fica, mamãe vai, papai fica) que já virou hábito.

Não menos importante, fez parte da diversão realizar alguns sonhos infantis que não foram possíveis na ida infância tropical. O primeiro foi comer marshmallow igual o Snoopy (preso em um gravetinho, queimado no fogo) iguaria à qual acrescentei meu toque pessoal: um pouquinho de Nutella - por essa Snoopy não esperava! - O segundo foi construir, com a ajuda de amigos tão bobos e empolgados quanto Crianceiko, um boneco-de-neve, com cenoura no nariz e tudo! Uma realização memorável...

Felicidade para todos. E enquanto duraram as atividades, esquecemos os dentes.

Um último comentário que não tem nada a ver com nada disso. Hoje recebi o resultado do exame de francês e não é que eu passei?! Tô aliviada, tô contente, tô metida, tô largando o curso de francês finalmente, mas não se preocupem em dizer parabéns, posso usar os elogios daquele penúltimo post já que até agora não fiz tudo o que vocês pensaram que eu tinha feito...
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Todo mundo de fora!

Este foi o tema da "Festa de Neve" deste ano, um evento promovido em um grande parque da cidade todo mês de fevereiro, quando ninguém mais aguenta tanto frio e precisa desesperadamente de uma razão pra não ficar trancafiado em casa morrendo de depressão e se entupindo de chocolate quente. A música-tema enfatiza: "Vamos sair pra celebrar o inverno", certo, então vamos...

O termômotro indicava calor quando saimos de casa: -7, ideal (perto dos -20 e tantos que rolaram essa semana). Todos devidamente encapotados com várias camadas (1- calça e blusa justa / 2- calça e blusa de moleton / 3- calça e jaqueta de inverno/ 4- acessórios: cachecol, gorro, meias, luva e bota / 5- no bolso: manteiga de cacau e lencinhos pra limpar o nariz que não para de escorrer quando se está dentro da geladeira, tente em casa...), de Agasalhack só se via o olho cheio de fubá restante do almoço. Meios de transporte em mãos para o dia: trenó, carrinho, canguru - tudo dentro da van, e festa!

Estava me sentindo uma mãe meio desajuizada saindo pra brincar no parque nesse frio com um bebezinho de 7 meses. A consciência ficou leve quando ví vários, digo vários, vários mesmo, bebezinhos bem menores do que Congelack felizes da vida com suas famílias, em seus trenozinhos, embaixo de todas as camadas de roupas que não os deixam mexer os braços, nem as pernas...

Parece impensável se divertir sob tais condições mas a verdade é que foi muito, muito divertido. Na ordem do dia: escorregar em um tobogã de gelo (de frente, de costas, de barriga), andar de carrinho em uma mini cidade congelada, andar de trenó arrastados (mamãe e bebê) pelo papai, tirar fotos com personagens da festa e nas esculturas de gelo, ver vários cachorros (Observack adora observar cachorros), inclusive alguns que puxavam trenós (daqueles de filme mesmo), os pobrezinhos. Também assistimos ao show de encerramento, com um grupo divertidíssimo de músicas infantis, "Les petites tounes" (Os Tonzinhos, ou qualquer coisa do tipo. Estilo o nosso "Palavra Cantada" música de qualidade e divertida) e terminamos tudo com leitinho quentinho, pra todos.

Divagando em meus pensamentos de socióloga (que não sou, nota-se pela profundidade dos pensamentos) me diverti (deu pra ver que realmente eu me diverti, não consigo achar um sinônimo à altura) constatando alguns aspectos culturais do evento. O tal do grupo musical tem uma música que é o grande "hit" do grupo e todo mundo canta junto, a música fala sobre as aventuras que ocorrem no subsolo (Onde é que a gente se diverte sem adultos por perto? No subsolo, no subsolo. Onde é que a gente come sobremesa no sofá? No subsolo, no subsolo e por aí vai...), interessante porque as pessoas de fato tem um subsolo por aqui, coisa que não temos por aí, onde a música certamente não faria muito sentido. Além disso, obviamente em terras mais tropicais ao menor sinal de frio, criança não brinca na rua, enquanto aqui a ordem é todo mundo pra fora, e feliz.

E vamos aprendendo...
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Mãos ao Alto!

E dizem que país de primeiro mundo não tem violência...
Bom, violência até não tem, de fato, agora roubo...ou eu estou na fatia pequena das estatísticas ou realmente existe uma conspiração cósmica rolando por aí a favor da minha vida sedentária.
Vejam só...
* Verão de 2005 - recém chegada, decidi aproveitar os vários kilômetros de ciclovia aqui de Montreal, comprei uma bicicleta. Fui para a faculdade 2 vezes pedalando, feliz, suada, morrendo, mas feliz - a bicicleta foi roubada atrás do meu prédio, para o escândalo da vizinhança e demais que não julgavam ser possível.
* Inverno de 2007 - decidida a encarar o inverno, comprei um ski semi-novo, grande investimento comparado ao restante do meu equipamento que fora o ski, somava uns $15. Esquiei 2 dias com o mesmo, caindo, gritando, mas novamente...feliz. Até que o maridão, responsável por carregar todos os apetrechos fora o bebê, esqueceu o bendito ski na estação. E o mesmo nunca mais foi encontrado...de certa forma fiquei feliz, afinal de contas, pelo menos não foi o bebê.

Agora pense bem...eu saio do Capão Redondo, um dos bairros com menor IDH e maior índice de violência do mundo, pra ter meu "equipamento esportivo" roubado aqui...ironia...acho que o negócio é arranjar algum esporte que não necessite de equipamento, ou ficar em casa tomando um chocolate quente...é, vou ficar com a segunda opção.
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Curtas

Chegamos novamente do ski e estamos fazendo progresso.
Hoje tive uma aula particular e veja só...nenhum tombo, o professor ficou orgulhos de mim, até merecia uma estrelinha pra colar no ski...se acaso houvesse uma, e eu tivesse 5, não 25 anos.

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Finalmente, hoje e ontem foram dias super produtivos, deu pra recuperar o catastrófico antes-de-ontem e talvez até continuar nessa de estudar.

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Com tantos itens na mala do Kit de Sobrevivência, agora estou com vontade de tomar Mupy (aquele leitinho de soja de vários sabores que vem num saquinho e você tem que furar o saquinho com o canudinho, e eventualmente você fura os dois lados e faz a maior bagunça...)
e não tenho nenhum, droga! O jeito é comer uma passatempo recheada. E a dieta vai bem, obrigada.
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Para baixo e avante!

Estou realmente decidida a ter sucesso nessa empreitada contra o frio.

A experiência "skiática"de hoje foi um sucesso, 5 descidas e apenas 1 mísero e insignificante tombo. Ficou evidente que a culpa do insucesso na vez anterior era do esqui de $3,99 que o marido arranjou, e não da esquiadora que vos fala, que nasceu mesmo pra coisa. Achado o culpado, esqui novo no pé, sucesso absoluto. Chame de sucesso uma pessoa dita adulta descendo a 1,5km/hora, na diagonal (enquanto crianças de 3 anos descem "reto"), na pista infantil - detalhes são detalhes, ninguém se importa. Minha sorte é que com todos os meus 151cm e toda aquela rouparia ninguém pode identificar se se trata de uma mãe de família ou apenas uma criancinha muito descordenada. Isso que dá ficar brincando na praia, a gente aprende a nadar, mas esquiar...nientes.

A parte ruim foi quando sem conseguir frear, quase (quase é um exagero, passou longe mas perto o suficiente pra dar um bom medinho) fui atropelada por uma daquelas motinhos de neve. A parte boa foi que finalmente tive a idéia que me fará rica: freios de ski a base de gritos - quanto mais você grita, mais rápido ele para. Aguardem o próximo inverno. Por alguma razão que desconheço, eu sou a única pessoa que grita desesperadamente descendo aquela coisa. Toda vez penso, na próxima eu não grito, mas quando vi, lá estou eu aos berros. Espero que não haja risco de avalanche.

Mas a minha parte preferida mesmo, ainda é quando subo na esteirinha rolante pra voltar ao topo da pista...quanta segurança! Durante a subida dá tempo até de pensar no que escrever no próximo post, o que fazer amanhã, o que comer quando chegar em casa, enquanto que, na descida, só consigo pensar no que será do meu filho quando sua mãe chegar morta no fim da pista.

Princhuquinho, exausto após a aula de natação, desta vez ficou em casa com Papai-doente enquanto Skieiko mostrava pra todas aquelas criancinhas-minúsculas-metidas-a-esquiadores-profissionais que desciam sem exitar que, pode demorar, mas a gente chega lá.

A gente vive ouvindo que tem que chegar ao topo, nunca pensei que um dia a coisa se inverteria tão drasticamente...chegar em cima é fácil, agora embaixo...
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A arvore da montanha

Estamos todos por aqui decididos a iniciar uma vida "saudavelmente ativa", faz parte das metas pra 2007 (Deby - aguarde as outras 4, elas virao uma em cada novo post... estou fugindo da regra eu acho?!)

Peixack, saudoso de sua ida vida tropical entre praia e piscina, jah se inscreveu na aula de natacao, que comecou semana passada. Feliz da vida com varios outros nenezinhos, constroi castelo de areia (certo, certo, os tijolos sao de isopor, mas imaginacao eh tudo), anda de barco e ateh faz bolinhas, nao sem antes beber um monte de agua, e sair rindo. Alem de ajudar a consolar outros amiguinhoss menos satisfeitos com a vida aquatica. Na saida, no entanto, nada lembra os belos coqueiros de Ilheus, se encapota todo pra encarar a neve...nada eh perfeito.

Jah Descordeneiko, foi mostrar seus dotes no esqui e jah saiu na frente na classificacao das melhores video-cassetadas, edicao de inverno. Era minha chance de ficar rica, jah que o esqui profissional aparentemente nao me sera muito lucrativo. Tambem pudera, quem foi que teve a ideia de colocar aquelas arvores bem ao lado da pista de esqui? Bom...nao querendo parar em cima de alguma delas, acabei me jogando "propositalmente" no chao, jah que o ABS parecia mesmo nao funcionar.

Mas desta vez, pela primeira vez na vida, estou completamente decidida a persistir em algum esporte e comprei o passe para toda a estacao, segunda e quinta, faca neve ou faca sol (pouco provavel as 6 da tarde, mas nunca se sabe...) estaremos lah, tomando tombos memoraveis. O dificil eh fazer a escala de revezamento entre ficar com Princhuquinho e esquiar. Desta primeira vez foi facil (pra mim pelo menos) jah que uma amiga passando mal se "voluntariou" pra ficar com a pecinha enquanto mamae e papai se divertiam...valeu ai Marcithcas! Veremos como sera a proxima...

A outra aventura desportiva da "Familia Fitness 2007" foi escorregar de treno na montanha de neve atras do predio. Esta sim, divertidissima e sem maiores intercorrencias. A faceta fitness da atividade eh subir a montanha apos descer escorregando jah que bem se sabe, pra baixo todo santo ajuda, agora tente subir um morrinho com neve no meio das canelas e carregando um nene e um treno...Princhuquinho-das-Neves, como nao tem que carregar nada curtiu muito, apesar das bochechas muito rosas de tanto frio, mas voltando pra casa, sapatos tirados, leitinho quente pra todo mundo e tudo resolvido. Parece que aos poucos vamos aprendendo a tirar proveito deste freezer que agora quase chamamos de lar.

* Esclarecimento sobre o ultimo post: respondendo pra quem perguntou, os tragicos acontecimentos com vistos e voos perdidos aconteceram na volta (Brasil- Canada). Na ida, fomos pela Air Canada, o que facilitou a vida, e fez Mamae nao pensar no visto americano para a volta.
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Resistência

A questão é:
Ou eu adquiri poderes mágicos de resitência ao frio ou deveria mesmo começar a me preocupar com o aquecimento global...
O pobre do irmão mais novo fez toda uma peregrinação pelo caminho de Santa Claus de Montreal em busca de uma trilha sonora natalina com neve caindo ao fundo, mas aparentemente, o calor também quis cumprir suas penitências e veio logo atrás...
Os termômetros registram estranhos 2 graus positivos e dizem que vai subir (beija, beija, tá calor, tá calor!) a neve já foi embora, o coitadinho (do irmão) se consola fazendo raspadinha com gelo do freezer.

Hoje foi o almoço de natal do meu laboratório de pesquisa. Minha amiga, orgulhosa, me lembrava que nesta época, no ano passado, eu estava praticamente histérica atrás de um casaco de frio ultra potente, impermeável, capaz de fazer qualquer mamute da era glacial parecer pelado. Este ano, compareci ao mesmo almoço com um "casaquinho" de lã. Não fosse meu claro fenótipo cambojano (sim, esta foi a última nacionalidade que me foi atribuída) eu passaria fácil por uma nativa.

Agora, os nativos de verdade estão preocupadíssimos mesmo é com a perspectiva de um Natal "não branco", o que não parece viável. Outro dia passei por um interrogatório sobre como pode ser um Natal sem neve e ainda com calor. Me pediram fotos...acho que vou ter que tirar com um jornal do dia 25, provando que é verdade. Como de nativos já me bastam o marido e o filho, ficarei contentíssima com um Natal bem verde e quente, já que quando eu voltar em Janeiro não vai haver resistência capaz de resistir ao longo e tenebroso inverno. Pensando bem...acho que não vou mandar consertar o motor do carro não... e viva o efeito estufa, os pinguins já passaram por tudo aquilo no filme ( A Marcha dos Piguins, quem já viu nunca vai querer ser um pinguin - ah sim, porque quem nunca viu, vive querendo, certeza), eles vão saber se virar...

( E antes que este blog seja vetado não só pelo Comitê de Defesa da Língua Portuguesa, mas também pelo Green Peace...isso é só brincadeirinha)