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Ele **

** Este post tinha sido escrito, e postado há duas semanas, quando eu, notavelmente desmiolada, achei que o dia dos pais aqui no Canadá era no primeiro domingo de Junho. Tirei o post do ar as pressas quando descobri que na verdade, era no terceiro, ou seja, hoje. Para toda a minha multidão de 4 seguidores, perdoem a loucura, e aceitem a singela explicação. Hoje também é o aniversário de 4 anos do Zackolino, que será devidamente postado amanhã, devido ao conflito de datas. Sem mais delongas, o post pro Papito.

Ele quer ter cinco filhos, em um mundo que a maioria dos homens (e mulheres, vamos combinar) custa engolir a ideia de ter um só. Pra provar que realmente quer isso, ele se desdobra, ele deixou oportunidades de lado pra ficar em casa cuidando do primeiro enquanto a mãe fazia o mestrado, continuou fazendo malabarismos entre o trabalho via skype/rádio/teleconferência e a mais nova, para deixar a mãe tranquila fazendo o doutorado. Mas pensando bem, ele fez isso não para provar nada, mas sim porque entre muitas outras vocações, a de pai se destaca, ele nasceu pra isso, ele é o paizão que qualquer filho queria ter e não creiam, caros amigos, que isso é só pra perpetuar o clichê, este do qual vos falo, é um paizão pra valer (nem era pra parecer poesia, mas foi).

Ele tenta burlar as leis da mãe-general de quando em vez, mas não é por mal. É porque ele não se aguenta e tudo que ele mais quer na vida é ver os filhos rindo. Rindo não, porque isso é fácil, ele quer vê-los gargalhando, se acabando de felicidade e pra isso ele não mede esforços. Vale montar trilhos do Thomas na calada da noite só pra ver a cara do filhão quando acordar e ver aquele super-ultra-dooper trilho digno de trem-bala, vale montar quadra de baskete dentro de casa, vale comoprar todos os sapatos de florzinha que consegue achar, só pra ver a mãe também feliz, e a menina falando "papá?" (sapato?), vale comprar bonequinha que fala igual a filhota (nenê!!!), vale dar chocolate escondido, vale ir no McDonald's e pedir um pãozinho sem nada com batatinha e brinquedo, vale ficar no quarto escuro por horas fazendo-os dormir, cantando, ninano, só pra não deixá-los chorar. Vale tudo porque pra ele, eles são tudo.

Ele ensina coisas engraçadas e eles adoram. Eles são a melhor plateia, os fãs número 1 e 2 do melhor comediante do mundo. Todo mundo sabe que as caretas do filho são o espelho do pai, que a sociabilidade da filha, que acena e fala "hi" pra todos os estranhos na rua, é igualzinha a do pai, que acena, fala "hi", pega o telefone, dá carona e convida pra jantar os estranhos da rua. Mas ao mesmo tempo ele é bravo e sério quando precisa ser. Todo mundo aqui em casa sabe que a mamãe briga o tempo todo, mas se o papai briga, a coisa é seria mesmo. E eles respeitam, e eles obedecem por amor, não por medo, porque ele toma tempo pra explicar os porquês, para dar perspectiva, par amostrar que mesmo quando ele está bravo, ele se importa, ele ama, ele cuida.

Ele não é perfeito, vamos admitir. Ele não sabe combinar roupas e tem a capacidade única de colocar nas crianças a roupinha mais velhinha, manchada de cândida e faltando botão pra sair se a mãe, por distração, esquece de separar as roupas com atencedência. Ele ainda não sabe pra que lado pentear o cabelo do menino e não apoia a empreitada da mãe de forçar a menina a ficar com a presilha no cabelo contra sua bem expressa vontade. Ele não sabe cozinhar e não vê problema em colocar no liquidificador laranja com leite, kiwi, iogurte, pão e salada, tudo junto pra fazer uma vitamina bem nutritiva. Mas mesmo assim, vale o ponto pelo esforço, não?


Ele não tem medo de brincar. Ele leva a propaganda do Gelol a sério e elevou a máxima que "não basta ser pai, tem que participar". Participou nos partos, cortou os dois cordões umbilicais, acordava a noite pra pegar e trazer pra mamar, trocava a fralda e botava no berço de volta, ele estava lá. Ele desce pra andar de bicicleta com o meninó enquanto a pitica empurra seu carrinho de boneca, ele passou as últimas duas semanas em hotéis, sozinho com os dois enquanto a mãe ia para congressos e enquanto isso, foi sozinho com os dois pra piscina, foi sozinho com os dois pro parque, pro museu da criança, pro shopping, pro parquinho, pro restaurante... coisa que só quem tem um menino de quase 4 e sua bola inseparável e uma de 1 ano e 3 meses e sua personalidade inseparável, pode entender e saber que, não é fácil, não é óbvio, não é pra qualquer um, não é pra meio pai, é pra pra pai muito inteiro, é pra ele e ele só.

Ele ama tanto que me dá vontade de chorar. Não precisa dizer, basta saber que as primeiras palvras dela foram "papá", basta olhar o sorriso e o braço aberto que a menininha em gritos de excitação dá e sai correndo em direção à ele quando o vê, basta ver o olhar de admiração, a boca cheia do meninão quando fala que "meu papai é muito forte, ele é o melhor do mundo do baskete! ", basta ver como ele se preocupa, como ele se excede e além de andar a primeira milha que muito pai por aí nem conhece, como trocar fralda, dar comida, dar banho, ele anda a segunda e brinca, e investe tempo, e se abnega, e se empenha, e ainda anda a terceira e quer melhorar, e melhora a cada dia.

Ele é o paizão dos meus filhos, ele é uma benção no nosso lar. Ele é tudo isso mesmo, nem é exagero, e tenho certeza que os sortudos que o tem como pai assinariam embaixo se soubessem assinar. Vejo Zackolino crescendo, os dois saindo pra jogar futebol e baskete juntos, conversando sobre a namoradinha da escola enquanto passam pra pegar Ninoca na casa da amiga. Vejo os três passando escondido no Mcdonald's, mas não resistindo e comprando uma tortinha de maçã pra trazer pra mim e isso me põe um sorriso no cantinho da boca, uma lágrima no cantinho do olho, uma certeza no meu coração de que meus filhos ganharam o melhor pai.

Dizem que uma mãe nasce quando nasce um filho e eu concordo. Acho que o pai nasce um pouco depois. Meninos não são treinados pra serem pais, todo mundo sabe. Meninos não tem bonecas onde praticam trocar fraldas e dar mamadeiras e ursinhos pra botar curativos e panelinhas pra preparar comidas para as bonecas que esperam na cadeirinha. Meninos que viram bons pais aprendem na raça, aprendem no dia-a-dia, no susto, no amor que tem que ser buscado lá no fundo quando é duas da manhã e você finalmente deita só pra levantar cinco minutos depois pra buscar o nenê que chora. Os meninos que alcançam o sucesso merecem menção honrosa como ele, o pai dos meus filhos, o cara, o Papito preferido do pedaço.

Feliz dia dos pais papito!!
Saiba que eu dou valor, e muito (ele sempre fala que eu não dou, e quase sempre ele tem razão).

E feliz dia dos pais para os outros papitos por aí (pelo menos os da américa do norte, para quem vive do lado de baixo do Equador, guarde pra Agosto :-)
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Mamãe, mamãe, mamãe, eu te vejo chinelo na mão...

O título vem de uma música de dia das mães um tanto quanto medonha, que alguém, que provavelmente tinha problemas com a própria, escreveu em um dia de pouquíssima inspiração (a próxima frase é: o avental todo sujo de ovo... medo, muito medo).

É por isso que eu digo: Não tem o que falar (ou são 3 da manhã e você deveria mesmo era estar dormindo), só mostre umas fotos e fique quieta:

Os sapatos aposentados, que vão ocupar outros pés de bisnaguinha. Eu tentei usar o quanto pude, amassar o pezinho, deixar o calcanhar de fora, mas quando comecei a pensar em cortar uns dedinhos achei que era a hora de deixá-los ir... e o que mais é a maternidade se não saber deixar ir...

A tampa da caixinha de presente, feita na escolinha: " Fui eu que desenhei sozinho mamãe!" -
" Ai que coisa mais linda filho!! É a mamãe, você e a Nina?" - " Não, essa do lado é uma ladybug (joaninha), ah, e um arco-íris" -- Pra provar que mãe realmente não sabe de tudo.

Com estes pensamentos, feliz dia das mães pra todas as blogomamas tão queridas por aí!!
E especialmente pra minha mãe, é claro, para quem, na impossiblidade de levar café da manhã na cama, fiz uma poesia em video coletivo com meus irmãos (porque mãe que é mãe acha tudo lindo) e para minha amiga Márcia, passando seu primeiro dia das mães como mãe do Leozinho...




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Informação é tudo


Li ontem um artigo falando que a segunda maior causa de entrada de crianças no serviço de urgência é por queimaduras, e dentre elas a mais comum é causadas por acidente com ferro de passar roupa. Então é isso, ando mantendo medidas preventivas há tempos, agora com uma boa razão. Passar roupa é uma ação cientificamente e permanentemente excluída da nossa rotina.

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A Fernanda, simpática como ela só me deu esse selinho aqui, obrigadinha, viu? Sonho é sempre bom!
Como a lista de blogs que eu leio está diretamente proporcional ao tempo que consigo arranjar, ou seja, cada vez mais curta, vou meio que fugir das regras (eu sou péssima pessoal, sempre faço tudo errado, foi mal!) e aproveitar a coisa do selo pra divulgar a campanha da Roberta, que nem é dela, mas que ela apresentou pra estratosfera das mamas. A parada é pra tentar (e quem não tenta não tem chance nenhuma mesmo de conseguir não é não?) acabar com a picaretagem na política...tarefa grande demais?? Olha, pra quem pari um filho, e o cria nesse mundo como está, nada mais é difícil, então mães do Brasil, uni-vos!

E eu recomendo todos os blogs aí na lista do lado, é leitura pra sonho nenhum botar defeito!



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SIM!

Interrompemos esta retrospectiva 2009 que só vai acabar em 2012 para noticiar um evento de extrema importância.

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Há exatos 10 anos, a uma hora dessas (5 da tarde) eu estava dentro de uma banheira de hidromassagem, com pétalas de rosa. Depois fui ser maquiada, penteada e engomada enquanto minhas amigas queridas (exceto uma que estava fazendo vestibular, certo Ny?), madrinhas, também se arrumavam e todas conversavam empolgadas, no maior clima de porta de escola, para as 20:00 em ponto estar na porta da igreja.

Não muito longe, nessa mesma hora, um certo moço estava jogando baskete. Depois de jogar baskete ele iria nadar com meus primos e irmãos no maior clima de ginásio de escola, e depois disso, lá pelas 19:30, ele iria tomar um banho e botar um terno para as 20:00 estar na porta da igreja.

Meses antes, viajávamos para Caldas Novas quando entre conversas sobre a vida e o amor ele disse: "E se a gente casasse?". E eu, com aquele sentimento no coração que só se sente uma vez na vida, eu acho, quando realmente se está frente a frente do seu grande amor, disse: "Você tá louco?" - não,não, brincadeirinha, eu disse: "Puts! Boa idéia!'É isso, vamos casar!" (naquela época ideia tinha acento:-). Tá bom, vou falar a verdade: Eu não tenho a mínima ideia do que foi a gente disse, mas o importante é que foi ali que a gente decidiu que nossa vida ia mudar pra sempre (aaaa, que lindo, gente!).

Era Julho de 1999 e achamos que seria legal se casássesmo dia 9/9/99, só pra ser divertido. Aliás, a gente sempre foi um casal divertido. Meu pai, confesso, não achou tão divertido assim, dado o fato de que eu tinha 18 anos e estava o primeiro ano da faculdade. Com o tempo, e a falta de opção, ele se acostumou com a ideia e foi ele que me buscou lá no salão do primero parágrafo, não no dia 9/9/99, porque a igreja já estava reservada, mas no dia 09/01/2000 - para entrar comigo corredor abaixo e me entregar, "de mão beijada", para o meu príncipe galeguinho(aaaa, e tem coisa mais linda do que noivo esperando noiva, lá no fim do corredor com aquela cara de bobo, todo contente?). Aliás, não só me pai como metade do mundo, achou que isso era um surto, um absrudo, onde já se viu, que casar cedo era bobagem, que não ia dar certo. 10 anos depois cá estamos nós pra provar o contrário.

Entre lá e cá, muita água passou por baixo da ponte, mudamos de casa 4 vezes, de país 1 vez, de cabelo, de peso...mas o que não mudou foi, clichê quanto seja, o meu amor pelo meu Princhucão (aaaa gente, coisa linda mesmo o amor!).

E daqui pra baixo a coisa fica pessoal e melosa. Crianças ou não-sentimentais, por favor saiam da sala.

Eu sempre soube que ia casar, mas nunca achei que ia casar com o homem perfeito, até porque, diziam as más líguas, homem perfeito não existe. Mas um dia ele apareceu, de terno azul (juro, era azul mesmo, azul Royal). Perfeito pra mim. Nestes 10 anos eu deixei, em vários sentidos, de ser uma menininha, afinal, eu tinha 18, 16 quando nos conhecemos, virei uma "mulher" (nossa, ficou brega a beça essa frase, dá pra botar numa música do Roberto Carlos - mas como meu amor adora Roberto Carlos, então deixa estar - puts, eu tinha acabado de falar que ele era perfeito, né? Tinha esquecido desse detalhe:). E depois de 10 anos de casado a gente realmente aprende que a perfeição não se trata de olhar para alguém e ver tudo o que você pensa ser correto ou melhor, mas sim é olhar pra trás e pensar: Eu não poderia ter sido mais feliz, de nenhum outro jeito, com nenhuma outra pessoa.

Essa felicidade não foi só das tantas e inacreditáveis surpresas que ele fez pra mim como o cruzeiro no nosso primeiro ano de casados, onde além do cruzeiro surpresa eu ganhei uma mala de "roupas novas-surpresa" pra usar no cruzeiro, ou o passeio de balão no meu aniversário. É claro que eu adoro um mimo, não vou dar uma de Madre Teresa, mas a felicidade, todo mundo sabe, vai muito além disso e mora mesmo nas pequenas coisas do dia-a-dia. Felicidade é 10 anos de caretas tão engraçadas que me fazem rir mesmo nas situações mais improváveis, é carregar todas as malas só pra eu ficar folgada e não carregar nada, é sempre me deixar na porta dos lugares e ir estacionar o carro lá longe, e depois buscar o carro, é me chutar da cama para eu ir pra aula só porque tinha prometido pro meu pai que eu ia estudar e virar doutora, mais do que isso, é me levar de carro pra São Carlos (3 horas de viagem), me deixar na porta da aula e voltar para São Paulo (mais 3 horas) só pra ficar mais um pouquinho comigo mesmo que fosse comigo roncando no carro, é lanchinhos da madrugada, preparados quando eu estou estudando desesperada, é sempre deixar o melhor e maior pedaço da sobremesa pra mim, é sempre saber qual é o horário do café da manhã nos hotéis para ter certeza que eu não vou perder, é sempre me deixar escolher o meu prato e o dele, só para eu poder escolher 2 pratos que eu quero e não ficar em dúvida, é carregar meu avô no colo quando ele teve derrame, só pra levá-lo no clube com a gente, é sempre lembrar de levar sobremesa dietética para minha avó que era diabética, é sempre me lembrar de pegar meu pendrive, chaves e óculos quando eu saio de manhã, é me dar um filho que é tão engraçado quanto ele e uma filha que segue pelo mesmo caminho, é topar dar uma parada nos seus próprios projetos para apoiar os meus, é corrigir listas de referências biográficas e fazer médias de alunos para eu poder dormir, é sempre dizer "compra tudo!" quando eu ligo de uma loja em dúvida entre a bota preta ou marrom, ou sempre ter as melhores soluções, mesmo que eu discorde no começo, é tantas coisas que essa lista renderia uns 10 posts, no mínimo.

Meu Docinho (eu sei gente, chamar o outro de Docinho em público é dose...mas eu tive que fazer, já que esse blog virou o local oficial das declarações especiais), aprendi tantas coisas nestes 10 anos com você, mas mais que tudo, aprendi a te admirar. Pela sua generosidade de um coração que eu nunca vi tão grande, pela segurança que você me transmite mesmo quando estávamos a caminho do hospital para reconhecer o corpo do meu pai, ou com o carro derrapando na neve prestes a cair em um abismo ou com um pneu furado no meio da estrada, de noite - eu nunca tive medo, sabendo que você estava ali, do meu ladinho, mão com mão. Passamos por coisas que caberiam em mais de 10 anos, rimos tanto, até fazer xixi na calça (eu, pelo menos - olha o vexame), cantamos muito no Uniarte, onde nos conhecemos e depois em coral, no chuveiro, na pousada, no restaurante, pra barriga, pros bebês, tivemos 2 filhos, dormimos muito e as vezes pouco, viajamos tanto e fizemos outras coisas que eu não posso contar em público :-) E mesmo nos eventuais e raros momentos de discórdia, eu nunca tive dúvida de que você era meu grande amor, amor pra 10 anos, amor pra vida inteira.

Eu sempre amava quando você dizia que eu era sua paz, e essa manhã você disse de novo, enquanto cantava pra mim, e é isso que eu quero continuar sendo. Sua paz de acordar sempre sorrindo, sua paz de não fazer nada, ou tudo juntos, sua paz para novas aventuras, sua paz para brincar e ver nossos filhos crescendo, indo embora e nós dois, com cara de maracujá, por outras tantas dezenas de anos abraçadinhos, minha mão no passador de cinto da sua calça, você me segurando para eu não cair quando tropeçar sozinha como sempre faço, um pote de sucrilhos do lado e toda a alegria de saber que SIM, aquele SIM com dentões pra fora, foi a melhor resposta de todas.


E pra finalizar, fiquei em dúvida entre tantas músicas que marcaram esses 10 anos e no final ia por o Soneto do Amor Total, que nem marcou nada mas é lindo. Daí eu tive um plano de fazer vídeo com nossas fotos, daí eu não conseguí, um pouco por ser lesadinha, outro tanto por ser desorganizada mesmo e não ter feito a tempo de pedir pra alguém (Dada, é claro) fazer. Sendo assim, empresto esse You Tube, dessa música que nos acompanhou em muitas viagens e acho que diz bem, como os nossos "dois meios, fizeram desaparecer qualquer fração, achamos a unidade, está resolvida a questão"e sim, eu ainda estou perdidamente apaixonada por você".

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Fábrica

Videozinho feito pelo meu irmãozinho na ONG do meu irmaozão (gente...existe palavra com dois ~?) que aliás, é um projeto super hiper mega bacana, que realmente objetiva a promoção da cidadania através da arte, mas que está correndo o risco de acabar por falta de $$. Então fica aí, se algum dos super leitores conhecer um super patrocinador procurando um projeto bem elaborado, consistente, com toda a pedagogia da libertação em prática, é só avisar!

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De cara nova

Enquanto a blogueira aguarda a lipo, o Blog ganhou uma plástica.

Os créditos do novo layout vão para o irmãozinho, futuro dono da Pixar, que vai embora amanhã junto com minha mãe. Depois de dois meses de muitas refeições juntas no meio da madrugada, assistidas de LOST com direitos a comentários, conversas filosóficas e saídas culturais com o irmãozinho e de mamãe mimando a todos (netos, filha e genro) fazendo absolutamente tudo pra nós (buscando água pra mim durante as mamadas, roupas lavadas, refeições "de mamãe", cuidado insubsituível da nenezinha, brincadeiras e paciência sem fim com o menininho) com aquele amor que só mãe pode ter e que só depois de ser mãe a gente entende, vai ser duro ficar aqui, só nós 4 sem eles por perto, mas a vida é assim...hora de chegar, hora de partir e a vida recomeça.

Fica o blog de cara nova, nós de vida nova, alegria e tristeza, tudo misturado...

Muito obrigada "em público" pra minha mamãe e pro meu irmãozinho, mais conhecidos por aqui como vovozinha quelida e tio Dadá malucão...sentiremos muita, mas muita saudade mesmo.



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Mais chegados que um irmão

Uma das coisas difíceis quando se muda de escola, de cidade, de país é achar amigos novos. É fato que ter amigos parece menos crucial quando não se é mais adolescente, mas mesmo grandinhos, todo mundo precisa de amigos e sem eles a vida é bem mais triste.

Eu nasci, cresci e vivi até os 24 anos basicamente na mesma comunidade, com os mesmos amigos que cresceram comigo. Quando cheguei aqui aos poucos fui conhecendo um pessoalzinho aqui, outro alí mas no começo achei que nunca mais fosse ter amigos assim, pra toda obra, como tinha na Terrinha. Achava que amizades circunstanciais (termo técnico criado pela minha própria pessoa que significa amizades feitas sob uma determinada circunstância, exemplo, "brasileiros morando no Canadá", que não existiriam se não houvesse a dada circunstância). Ledo engano.

Hoje em dia ainda sinto uma saudade infinda dos meus amigos de infância com os quais troco emails e ligações via skype, mas com os quais infelizmente não troco meu dia-a-dia, aquelas coisinhas pequenas que alimentam as amizades. Meus amigos queridos de infância também não estão vendo Lindack crescer, a não ser pelas fotos mensais e pelos "high fives" virtuais trocados entre a web cam e a tela do computador. Sinto falta, fico triste, mas sei que eles sempre estarão lá e que a cada vez que eu for ao Brasil será como seu eu nunca tivesse saído de lá. Já não durmo na casa de amigos no meio da semana, nem trocamos brinquedos e roupas (até porque minhas amigas são raquíticas e as roupas delas não passariam nem pela canela), não trocamos bilhetinhos nem papel de carta, mas posso dizer que meus novos amigos têm lugar cativo no meu coração (sem querer ser piegas, mas já sendo) e preencheram com sucesso aquele buraco que só amigos podem preencher.

Amigos que gastam horas preciosas das suas vidas fazendo sua declaração de imposto de renda, para a qual você só deu apoio moral já que não entende absolutamente nada do assunto. Amigos que cuidam da pobre criança abandonada quando seu pai viaja e sua mãe tenta virar doutora. Não só cuidam, mas levam pra passear, compram brinquedo, dão banho, trocam fralda, alimentam, dormem junto. Não só isso mas guardam em suas casas éstoques de brinquedos pra entreter seu filho quando ele está por lá até o ponto que a criança já nem liga mais se tem mãe ou não. Isso porque ele sabe que tem pelo menos mais um par de mães e pais diponíveis (tanto que depois de Mamãe e Papito, os primeiros nomes que Tagarelack falou foram: Dinda - Bianca, Dindo - Odimar, Tia Mácia - Márcia e Fiu Filviu - Tio Silvio). Amigos que gravam a série de televisão pra você quando você estava desesperada pra assistir, amigos para os quais você pode ligar quando estiver a caminho do aeroporto para pedir para fazer coisas absurdas e ficar tranquila, porque eles vão fazer. Amigos que seguram sua perna durante o parto, amigos que resolvem seus problemas de computador, de celular e até de vida. Amigos que cozinham pro seu marido (já que o pobre não pode contar com você nesse assunto). Amigos que compram o queijo que você queria mas não conseguia comprar, amigos que saem pra comemorar o fim do semestre com você e pra quem você liga pra jogar conversa fora quando não quer trabalhar. Amigos com quem você assiste filmes a fio nos infindáveis sábados a noite durante o inverno. Amigos com quem você celebra todos os aniversários, festas, feriados e qualquer outra chance de celebrar qualquer coisa. Amigos com quem, como nos velhos tempos, você compartilha segredos de estado e pra quem você doaria um rim (espero que eles nunca precisem, obviamente).

Vocês, meus já não tão novos amigos, sabem bem quem são e este post é pra vocês. Post circunstancial, ouço alguém pensar alto, dada a recente "maratona do imposto de renda", e o caótico fim de semestre, mas na verdade é um post que vem sido pensado há tempos, só pra dizer o quanto vocês são importantes pra mim, pra Amizack e pra Princhucão, só pra reconhecer que não há segurança, qualidade de vida e ausência de alergia que qualifiquem esse país se não fosse vocês, só pra agradecer por serem a definição perfeita daqueles amigos, mais chegados que um irmão (ou tanto quanto, vamos adaptar, porque vocês sabem como amo meus irmãos).

Colocaria uma foto deles aqui, mas tenho que consultar já que sei que alguns não curtem muito a exposição pública de suas belas imagens...
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Selinho



A Flávia, companheira de maternidade, blogagens e bobagens (no bom sentido) me mandou este selinho, adorei, veio bem em tempo para preencher a total ausência de posts novos causados pela total absoluta e maior do que nunca falta de tempo e a total ausência de cérebro para qualquer outra coisa que não seja metodologia científica e estatística.
As regras são assim:
"Para receber este selinho algumas regras devem ser seguidas:
1 - Este prêmio deve ser atribuído aos blogs que considere serem bons. Entende-se como "bom" os blogs que costuma visitar regularmente e onde deixa comentários;
2 - Se recebeu o "É um blog muito bom sim senhora", deve escrever um post incluindo: a pessoa que lhe deu o prêmio com um link para o respectivo blog, a tag do prêmio, as regras e a indicação de outros 7 blogs para receberem o prêmio;
3 - Deve exibir orgulhosamente a tag do prêmio no seu blog, de preferência com um link para o post em que fala dele"
Bom, as duas regras tudo bem, agora a terceira eu vou ter que pedir socorro para a sempre disposta "equipe de plantão para resolução de problemas de blogueiras tapadinhas" ( Irmãozinho?Sandra? Lilian?), porque eu não sei como adicionar nada na barra aí do lado, tanto que nenhum dos outros selinhos aparecem por lá.
Para a indicação eu também ando com problemas já que, como a Flávia, tempo para ler blogs é puro luxo do qual não ando dispondo muito ultimamente. Hoje fiz uma prova para a qual tinha 600 páginas pra estudar, segunda tenho um trabalho pra entregar para o qual ainda tenho que ler mais umas 600, fora o tempo gasto com um certo serzinho falante aqui de casa e aquele tempo que eu não gasto, mas deveria, botando o caos da casa em ordem. Quanto desperdício de tempo, calcule quantos blogs eu poderia ter lido nesse tempo todo! Já disse que vou desistir dessa palhaçada de doutorado e viver por conta de blogs, mas enquanto isso, minhas indicações vão para aqueles que eu consigo ler entre um artigo e outro, tudo muito breve porque a pilha de livros gritando na mesa não perdoa (já a de louça gritando na pia, essa vai esperar mais uns dias).
Frankamente: Além de ótima, a Franka está ficando cada vez mais famosa, até na rádio já "apareceu".
Moving the relation: A Bibi agora virou "privada", mas quem tiver a chance pede pra ela deixar ler as coisas boas que ela escreve por lá, receita, arte, cultura e agora mais sobre o Tom, coisinha gostosinha que eu queria conhecer mas nunca consigo!
Namastê: Não deixo muitos recados por lá, mas sempre dou uma passadinha pra dar uma risadinha (que rima mais rica!). O recado que a Marcia fez pro programa da Franka foi imperdível.
Ciça: Essa é pra ler as 3 da manhã quando você está estudanto e acha que a vida não tem mais sentido, aí você lê e fica rolando de rir até recobrar o ânimo.
Crônicas do Iglu: Estava tentando não "retornar o favor", mas não tem jeito, a Flávia é parte cativa das minhas leituras terapêuticas, gêmeas como somos, as vezes quando penso em escrever uma coisa, mas não consigo escrever por falta de tempo ou ânimo, vou lá ver, e ela escreveu.
Bienvenue Chez Sandra e Evaldo: A Sandra é uma criatura única, boazinha demais, seja no blog ou na vida real, ela ajuda todo mundo e dá exemplo de como uma família deve ser.
Sindrome de Estocolmo: A Denise, minha xará de primeiro nome, roda o mundo literal e cultural e agora tem coisinhas lindas no brechó.
E voi-là, está feito.
E agora retorno para a " Determinantes para participação social de adolescentes com paralisia cerebral - Protocolo de pesquisa qualitativa". Na segunda, quando entregar este, retorno pra vida.
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Irmãozinhos

Sim, eu sei, meu irmão é fofinho, e queridinho, apesar de ter sempre me convencido a fazer qualquer coisa pra ele, em troca de um quadradinho de chocolate, sem rebarbas. A culpa não é dele se eu sempre fiz qualquer coisa por um chocolate. Deixe minha chefe descobrir isso.

Apesar das suspeitas infames, não Marquito, eu não escrevi o próprio post como se fosse meu irmão, eu até me amo bem, mas não chegaria a tanto, o post anterior foi de autoria do próprio e foi sim uma surpresa pra mim. E apesar da "atomporeidade" (qual é o substantivo pra atemporal? Preguiça de procurar) do post, Cláudia, eu acho que preferia o kit bolsa+chocolate, mas vou fingir que gostei mais do post só pra fica meiga ;-)É claro que ele é meio exagerado, meu irmão é do tipo que jura de pé junto que tal e tal coisas a seu critério, são as melhores e mais fantásticas do mundo, a incluir sua irmã, o que não necessariamente representa a verdade. Dizem as más linguas que quando ele conta uma coisa a gente deve dividir por 2 pra chegar perto do real, mas deixemos assim, de repente o Zackolino leia isso por acidente durante sua adolescência e assim se convença de que sua mãe é o máximo.

E aí, pensando nos meus irmãos e da saudade imensa que tenho deles, saudade que só aumenta quando nunca consigo falar com eles, fiquei aqui nostalgiando momentos fraternais que não voltam mais (só pra rimar)...

Durante as viagens fazíamos competição de posto de gasolina, tipo assim, quem falar o nome do posto que aparece na estrada primeiro ganha o ponto. No final da viagem, quem tiver mais pontos ganha algo pré-combinado devidamente patrocinado pelo perdedor (geralmente era uma passatempo recheada ou adivinhe...um chocolate). Meu pai, que conhecia os postos das estradas de cor, sempre me ajudava secretamente, talvez por isso eu quase sempre ganhava. Quando estava chovendo a gente fazia corrida de gotas , cada um escolhia uma gota na janela e a gota que chegasse primeiro ganhava, este jogo era mais arbitrário. Com a maturidade vieram jogos mais elaborados como o tão afamado "Senha", que na verdade todo mundo que viaja com a gente, exceto nós mesmos, odeia jogar, mas joga assim mesmo - não, nós não somos competitivos, mas só por precaução, nunca queira jogar uma partida de "Imagem e Ação" contra nós, pode ser perigoso, até porque a gente sempre ganha mesmo :-)

Eu e meus irmãos fazemos uma pareceria única, a quantidade de besteiras que se produz quando estamos juntos é imbatível. As vezes do besteirol surge coisas produtivas como programas, musicias e até projetos que acabam virando verdade. Nem sei quanto assunto tínhamos pra conversar madrugada a dentro, mas sei que parte do que sou deve ter vindo destes assuntos.

A gente também tem um contrato velado de "topa tudo" e assim não importa a hora ou o quê, sempre estamos prontos pro que der e vier e isso inclui preparar apresentações de power point na noite anterior ao trabalho, poster pra congresso, idéias pra workshop via skype as 3 da manhã e antigamente, saídas de madrugada pra programas diversos, esquemas mirabolantes pra conquistar menininhas e menininhos (dependendo de quem quer conquistar, explicando) e tudo sempre é feito de alguma jeito fora do comum, como a vinda do De pro aniversário do Zack ano passado, quando ele se disfarçou de antendente de Drive-Thru na sua chegada. Meus irmãos são as pessoas que eu mais sei que posso contar, seriam "Dream Team", se acaso eu tivesse pouco mais que meus 1,51m. e algum interesse em basquete, mas perceba a metáfora.

Meus irmãozinhos fazem uma falta absurda, tanta que ando pensando mesmo que Irmãozack precisa de um irmãozinho urgente, ninguém devia ficar sem um. O que??? Alguém ouviu isso? Não, ufa! Essa coisa de nostalgia leva a gente a um certo nível de delírio.

Valeu irmãozão pelo post, foi deveras um presentão de aniversário (mas assim, se quiser mandar aquele kit não tem problema não...). Valeu pessoal pelos "Felizes Aniversários", ando em um processo de estresse pós-aniversarial/pré-exames finais e da total falta de tempo, que já nem é novidade, mas vou aparecendo por aqui de quando em vez.

E você ai, o que faz seus irmãozinhos(as) inesquecíveis??
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Eu?

Nota de Gratidão: Meu muitíssimo obrigada a todos os leitores do "Departamento respostas rápidas e eficientes para perguntas cretinas" que tão prontamente me auxiliaram a resolver o mistério da data do post. Mas já que estamos falando em prêmios, tenho que dizer no entanto que o prêmio de resposta do ano vai para a Lilian, porque quando você copia e cola em um novo post as fotos ficam todas fora do lugar e aí tem que arrumar tuuuuudo de novo. Já a solução da Lilian vale a pena aprender! O post muda de data com os comentários e tudo, uma verdadeira maravilha! ( Vide comentário da Lilian no post S.O.S - e aprenda como mudar as datas dos seus rascunhos com eficiência e agilidade! )

E agora, o texto velho, com data nova:

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Prêmios são coisas assim que você ganha sem esperar... alguém acha que você merece e você fica se achando merecedora a partir do momento que ganha, e fica com aquela cara de ganhadora de Oscar... Eu?? Oh! .



Por essas bandas de cá existe todo um sistema de premiações que eu desconhecia totalmente. Basicamente você pode ser premiado por tudo que faz na universidade. Várias pessoas decidem doar quantias, propriedades para faculdades e cursos, que se transformam em premiação por bom rendimento acadêmico ou outro critério qualquer. Aparentemente, o fato de ganhar os prêmios não só te dá um incentivo financeiro mas conta muito no seu currículo, principalmente na hora de pedir bolsas de pesquisa e empregos acadêmicos.

No primeiro mês do mestrado a secretária da faculdade me liga pra dizer que eu tinha ganhado um prêmio. Alguém, do nada, tinha decidido fazer uma doação para a faculdade de terapia ocupacional, o dinheiro aplicado, deveria ser dado anualmente para novos alunos do mestrado, com boas notas durante o bacharelado. Eu, hein? E agora eu mereço um prêmio pelas notas que eu tirei lá no Brasil? Mas eu nem pedi...bom, bom, cavalo dado não se olha os dentes, já diria alguém que certamente morava na fazenda. Dalí uns dias chega na minha casa um cheque de $2000,00. UAU! - Como diria Admirack, gostei da coisa. No Brasil o máximo que eu ganhei pelas minhas notas foi um "Parabéns !" - da minha mãe. Aqui, pelas mesmas, estão me pagando.




No fim do primeiro ano do mestrado, eu de barrigão de 6 meses com Premiack dentro, me liga a secretária de novo. Eu deveria comparecer à uma cerimônia dia tal porque ia receber um prêmio. Chego lá, meio sem saber do que se trata, todos os professores da faculdade, alunos, morango com champagne...Uma senhorinha já de idade, ex-terapeuta ocupacional, resolveu que a cada ano iria doar uma quantia em prêmio para o melhor aluno do mestrado. Lá vou eu feliz e garbosa, outro cheque, um certificado, fotos pro site...

Dia desses me liga a nova secretária da faculdade. Eu tinha que comparecer a outra cerimônia dia tal, hora tal. Chego lá, o mesmo povo, almoço de recepção, outra senhorinha que ao fazer 50 anos pediu aos amigos que ao invés de lhe dar presentes, dessem quantias em dinheiro para a faculdade de Fisio e TO. O dinheiro novamente investido, vai para a pesquisadora de doutorado cuja pesquisa tem maior potencial para beneficar ações de reabilitação, aparentemente essa aí era eu. E bom, outro certificado, outro cheque, mais fotos pro site.


A impressão que eu tenho é que no Brasil, por exemplo, é fácil achar mil causas precisando de doações e apoio para questões de vida ou morte, de pobreza extrema, de sofrimento social. Por aqui, na falta da pobreza por definição, as pessoas resolvem doar mais para educação e cultura, um sistema bem mecenas.


Se esses prêmios fazem bem à ciência, fazem ainda mais bem ao ego e ao bolso dos premiados. Cada prêmio desse eu fico pensando..."poxa, eu não tava esperando essa grana, então posso comprar X, Y, Z" (X= bolsas Y= roupas Z= sapatos). E não pensem que eu estou fazendo mal uso do dinheiro dedicado à pesquisa. Estes prêmios nominais são mesmo para a pessoa, e não para a pesquisa. Outros tantos existem destinados à pesquisa especificamente. Se o pesquisador achar que precisa de um novo computador, então que compre, se ele achar que precisa de uma nova bota marrom e uma bolsa, que compre também, o uso é totalmente pessoal. No entanto, nem tudo são flores e cheques. Uma vez que você ganha um prêmio desses, você perde uns 2 ou 3 "amigos". Mas como amigo que se preze não se perde assim, a gente ignora as perdas e se contenta com o sapato novo. É claro que isso também revela a faceta vilã do sistema de prêmios que recompensa performance, rendimento em detrimento do processo e alimenta o espírito de competição, já mais acirrado nas bandas de cá, nada saudável. Mas isso é prosa pra outro dia.


Diz meu irmão que não se escreve em blog essas coisas de auto-crédito, de ficar se "amostrando", em bom baianês. Mas tudo isso passou pela minha cabecinha de vento só porque andei sendo premiada pela Juliana, o prêmio: "Escritores da Liberdade". Aí lembrei que a Thelma, há mileanos tinha me nomeado também. Poxa gente, que coisa chique! Eu??


E boa como sou em manter essas coisas, me esqueci completamente de nomear meus 3 premiados. Esses prêmios virtuais são também uma massagem no ego de escritora frustrada. Não tem cheque, mas tem a vaga sensação de que o monte de bobeiras que você escreve, que te servem tão bem de catarse, também servem de alguma maneira a alguém mais. Valeu Thelma! Valeu Ju! A grande vantagem dos prêmios virtuais sobre os reais é que você não perde pretensos amigos e com sorte, até ganha uns.


Como achei esse nome "Escritores da Liberdade" chique demais, escolhi a dedo, da minha sempre crescente lista de blogs lidos, blogs que conseguem tratar de temas que de alguma forma libertam:


Estou no mundo a PC: Esse site coletivo conta histórias reais de mães e seus filhos e a liberdade que experimentam ao encarar os preconceitos, as dificuldades e as vitórias de cada dia na vida de uma criança com paralisia cerebral.


Blogtalk: A Cristiana além de ser a escritora que eu queria ser é uma mãe do tipo pé no chão e mãos a obra. No blogtalk ela fala de assuntos diversos e sinceros, livres de preconceitos e censura. Se eu não me engano, ela que criou o Estou no Mundo a PC. Ou seja, é premiação dupla. Se tivesse cheque, você agora estava rica!


É por aqui que vai pra lá? : Marquito, o autor, é meu amigo de verdade (digo de verdade, do mundo real e de verdade verdadeira, do mundo afetivo) e pai da minha criança preferida (fora a minha,é claro). Mas além disso, ele é também um escritor nato disfarçado de advogado que liberta ao escrever sobre religião, família, cultura e até futebol.


Como eu sou lesadinha e não sei colocar as imagens na barrinha aí do lado, vão aí as imagens dos meus prêmios (eu sei Dê, ficou meio metida a besta, foi mal...)



Indicado pela Debby, trocentos tempos atrás:


Indicado pela Juliana e Thelma há uns outros trocentos tempos:






Eu e minha mecenas na entrega do prêmio nesse ano na McGill (do outro não tenho as fotos):





E o maior prêmio de todos, que não vem com cheque, mas vem com este sorriso:




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Irmãozinho


Acabei de chegar de Vancouver nesse instante, mas esse assunto precisa esperar. Primeiro as coisas primeiras. Apesar de aqui em Montreal já ser dia 13, no meu fuso de Vancouver ainda é 12 de Outubro, então deixa eu aproveitar.

É que num dia como esse, há exatos 19 anos eu estava na minha salinha da primeira série, comemorando o dia das crianças quando a bedel bateu na porta e avisou: "Keiko, vem correndo, seu irmãozinho nasceu, papai está vindo te buscar". E lá fui eu e meu irmãozão, conhecer o irmãozinho.

Meses antes, minha mãe tinha contado a novidade, eu já tinha 7 e meu irmão 11, esse que vinha era a raspinha do tacho. Eu fiquei radiante com a possibilidade de finalmente ter uma irmãzinha. Mal sabia eu o quanto seria infinitamente mais divertido ter um irmãozinho.

O tempo passou, o bebezinho da casa foi crescendo, não sem antes penar um tanto na mão dos mais velhos, não sem antes sofrer outro tanto ao perder papai no começo da adolescência, não sem antes ser o absoluto xodó da casa, meu talvez mais que de todos. Afinal, ele foi minha "boneca" quando era pequeno (eu sei, mancada isso aí, mas foi mal, tinha que contar), foi meu filhinho nos 3 primeiros meses de vida dele enquanto minha mãe mesmo estava internada por conta de uma infecção pós-parto, foi meu companheiro de andanças pela madrugada na noite do velório do nosso pai e foi meu companheiro de risadas e bobagens em tantos outros incontáveis momentos.

Meu irmãozinho, mesmo que eu não queira, agora é um homem, frasezinha brega essa, eu sei...mas fazer o que? De fazedor de coisinhas engraçadas que nos faziam rir (coisas do tipo: "Dadá, guarde seus brinquedos" - "Ah mãe, não enche o saco!" - "O que????" - "Tá bom, pode deixar que eu encho!") virou meu salvador da pátria ao fazer apresentações de power point pra defesa de tese, poster para apresentação em congresso e outros trabalhos que me deixaram famosa ("Nossa, você que apresentou aquele trabalho com o power point lindo, eu ouvi falar!!!") mesmo o crédito não sendo nadinha meu. Ele já provou ser o melhor baby sitter do sobrinho Zackolino, é o melhor e único fazedor de espuminha de leite e café ideal, sabe tudo sobre as inutilidades do mundo cibernético, sabe achar e fazer a melhor e mais eclética seleção de músicas, faz a melhor bruschetta do mundo, também o melhor macarrão e sanduíches gourmands, me entende como ninguém, é altruísta como eu não sei ser e é claro, ainda é o autor das bobagens e tiradas mais engraçadas que matam qualquer um de rir.

Meu irmãozinho me faz falta todo dia. Tem dia que eu queria só sair de madrugada para ir assitir um filme e depois ficar comentando um monte de bobeiras, tem dia que eu queria ficar batendo papos altamente filosóficos sobre a vida, o futuro e a existência do mundo que só com ele fluem assim. Tem dia que eu só queria estar pertinho pra cantar parabéns na cama com café da manhã, ser "escrava por um dia", comer bolo do Amor aos Pedaços, dar um abraço contra a vontade dele e dizer: "Feliz Aniversário irmãozinho, te amo muito!".


Meu irmãozinho.

Feliz Aniversário Titio!!

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eu sei, eu sei


Eu sei que são 23h00 e eu prometi que hoje era o "dia não" para blogs, já que ontem eu fiquei lendo até as 2h00 e acordei as 6h00, ansiosa pelo primeiro dia de creche de Princhuquinho (assunto que será postado no "dia sim") e depois disso fiquei zumbizando pelas ruas e reuniões nas quais estive.


Mas é que eu lembrei, que há muuuuuuuuitos anos, a Deby, Tiradora de Sapato fiel, tinha nomeado o Tirando o Sapato e depois me incumbido de eleger 5 blogs pro tal do Laughing Blog Awards. Eu sei que eu tinha esquecido completamente disso, mas como eu também sei que decidi que não deixo mais pra amanhã o que lembrei de fazer hoje, mas deveria mesmo ter feito há tempos, vai lá, minha listinha.


Eu tenho uma preferência, quase exclusividade por blogs engraçados mesmo, de triste já basta não poder dormir todo dia até meio dia. Sendo assim, escolher os 5 + é meio difícil, mas vamos lá. Alguns dos blogs mais divertidos que eu leio são em inglês, nem sei porque, nem sei como fui parar neles, acho que por causa da Lilian. Só sei que é lendo isso que eu fico olhando pra tela e rindo que nem uma abestalhada e assim meu marido logo descobre que ao contrário do que eu estou dizendo, eu não estou fazendo nenhum tipo de pesquisa:

Frankamente - Pra ser franca, é bem bom. É o único da lista que não é um blog "de mãe". A Franka é mãe, mas as crianças já são crescidinhas, logo, ela sabe fazer graça de outras coisas da vida.

Notes from the trenches - Essa é minha heroína. Ela tem 7 filhos, dá aula pra todos eles em casa e aparentemente, vive de blog - e que blog! Ela tem 2, mas o "Notes" é o mais pessoal, fazendo graça das vicissitudes da maternidade. Tirando a parte de ter 7 filhos e dar aula pra eles, não é um sonho?

My minivan is faster than yours - Essa é mãe "só" de 2, mas sabe fazer disso uma grande piada.

Crônicas da Iglu - Foi por causa da "graça" da Flávia, que um amigo meu disse que eu também devia ter um blog. Comecei a ler e agora deu nisso, viciei no negócio. Ela é mesmo uma graça.

Mothern - Agora acho que elas ficaram muito famosas e estão ocupadas com outras coisas, mas na época que o blog era atualizado era sempre do tipo "humor maternal altamente inteligente e crítico" (só querendo inventar termos difíceis porque estou me sentindo "a crítica" de blogs). Também acabaram vivendo de blog (que virou livro, série da GNT, e sei lá mais o quê). Acho que vou largar esse negócio de doutorado e investir fundo na minha carreira blogal, é TÃO mais divertido.

e voi-là...leiam e divirtam-se.






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Papito

Ontem a agenda foi cheia. Tão cheia que eu só fui lembrar que era dia dos pais no Brasil hoje (o daqui já tinha sido comemorado em Junho).


Meu pai já não está por aqui pra fazermos pra ele uma serenata matinal "surpresa", cantando mais uma vez a música de sempre e vê-lo feliz com nossos presentes "made in casa mesmo", quando éramos pequenos e "fruto do suor do nosso trabalho", quando começamos a ganhar nossos troquinhos. Pai faz falta.

Meu pai era daqueles que sabia de tudo. Sabia tudo de mecânica, por exemplo. Por isso escolheu por meses e a dedo um carro usado, mas com tudo novo, impecável sem nenhum arranhão, para me dar quando eu passei no vestibular da Fuvest. Carro esse que eu bateria no dia que ele trouxe pra casa, para sua extrema tristeza (pra não dizer fúria), isso porque ele sabia o quanto custava pagar o estrago. Ele sabia que a vida podia não ser fácil e fazia questão de nos ensinar o valor de tudo, contando e recontando sua história de infância pobre, de como dormia dentro do ônibus da oficina mecânica onde trabalhava aos 9 anos e de onde só saía para ir à escola a pé, por nem lembro quantos kilômetros, e como acabou dono de uma empresa de ônibus, com 2 faculdades. Sabia tudo de Física, de Matemática, se não sabia, fingia bem. Muitas coisas ele tinha um gosto imenso de ensinar, ficava orgulhoso quando perguntávamos. Outras, por razões desconhecidas por nós, ele não queria que aprendêssemos, como japonês, o que eu lamento. Mas ele sabia também brincar de voley de bexiga no corredor de casa, as melhores estratégias do jogo de dama, sabia resolver todo e qualquer problema, sabia ser um porto seguro. Eu, sendo a única menina sempre fui "a queridinha do papai", nunca tive dúvida disso, nem meus irmãos. É claro que eu sempre adorei o posto e procurava honrá-lo também sendo "a filha exemplar", tudo ia bem até eu resolver me casar com 18 anos. Mas até isso ele soube resolver e acabou amigão do meu marido, nem que só nos 4 meses entre nosso casamento e sua partida.


Outro dia eu estava conversando com meu irmão como deveríamos ter aprendido mais com ele, perguntado mais, sido melhores filhos e todas aquelas coisas que a gente só pensa depois que perde as pessoas. Como as coisas passam rápido e a gente nem sabe que está passando, e que logo elas podem acabar.


Fico um pouco triste porque Netack não tem nenhum avô, nem bisavô. Mas a sorte dele é que tem um paizão que vale por 3 gerações. Papito, como ele se auto-intitula, filmou o parto (ninguém merece....quem teve essa idéia devia ser condenada à 3 anos de reclusão sem direito a Passatempo Recheada), cortou o cordão e ficou mais de um ano sendo "dono de casa", a despeito de seus sentimos dúbios sobre o assunto, sendo o companheirão de seu Filhack e topando tudo para fazê-lo feliz. Papito não aguenta e vai socorrer Insoniack quando ele acorda chorando a noite, não aguenta e dá sorvete escondido da mamãe. Papito é danado e faz careta pra tudo, por isso Papitinho é tudo o que é, cheio de expressão, feliz até cansar, cópia reduzida de Papito. Papito também sabe de tudo e é bom que Papitinho saiba disso logo, pra curtir cada segundo do seu Papito e aprender tudo o que puder dele, desde agora...

Feliz Dia dos Pais atrasado para o Papito daqui e os demais Papitos por aí!